11 milhões de brasileiros já investem em fundos. Você está nesse time?

por Magnetis

11 milhões de brasileiros já investem em fundos. Você está nesse time?
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Está decidido a investir e quer fazer isso por meio de fundos, para desfrutar dos benefícios de uma gestão profissional? Então, este post é para você.

Antes de qualquer coisa, saiba que não está sozinho. Hoje, cerca de 11 milhões de brasileiros como você aplicam em fundos de investimentos no País. A soma desses recursos, se considerarmos também investidores corporativos como fundos de pensão e empresas, ultrapassa R$ 2 trilhões, quase cinco vezes o total da poupança. Nos últimos dez anos, essa indústria triplicou de tamanho, uma expansão que colocou o Brasil na 6ª posição mundial.

E as perspectivas continuam positivas. Um estudo da Casey Quirk & Associates LLC divulgado em 2013 durante um congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), indicou que a captação de recursos por parte da indústria nacional de fundos deve aumentar 32% em cinco anos.

Regulamentação forte

Mais importante do que saber que esse mercado está crescendo é entender que isso só se tornou possível a partir de bases sólidas. O Brasil criou uma ampla regulamentação para assegurar muita organização, transparência e segurança aos investidores, tanto que se tornou referência para várias outras partes do mundo.

O funcionamento dos fundos segue normas da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. Além disso, cada fundo ainda obedece a um regulamento específico, regras internas próprias que apenas podem ser mudadas se os investidores assim decidirem.

Um ponto fundamental da regulamentação brasileira é que cada fundo é um veículo independente, inclusive com CNPJ próprio. Desta forma, quando você aplica em um fundo, seu dinheiro vai diretamente para a conta do próprio fundo.

Divisão de tarefas

Outro aspecto desenhado para garantir segurança ao investidor é uma divisão clara de tarefas entre todas as instituições que fazem parte dessa indústria. Imagine uma partida de futebol, em que cada profissional tem um papel complementar a desempenhar dentro das regras estabelecidas: os jogadores, o técnico e o trio de arbitragem. À medida que cada um faz sua parte, melhor é o resultado.

Da mesma forma acontece com os fundos. Participam vários atores, com funções bem segregadas para garantir eficiência e evitar conflitos de interesse:

  • O cotista é o investidor, aquele que detém cotas do fundo.

  • A gestora é a empresa que responde pela inteligência do fundo. É ela quem toma as decisões de investimentos, comprando e vendendo ativos em nome do fundo. Seu objetivo é conseguir a maior rentabilidade possível, respeitando as características e o regulamento do fundo. Mantendo a analogia com o universo do futebol, ela seria o atacante do time.

  • A administradora é a instituição responsável pelo funcionamento do fundo. Fazem parte das suas atribuições o registro do fundo, a aprovação do regulamento, a prestação de contas aos órgãos reguladores e a divulgação de informações aos investidores. Ela também operacionaliza as aplicações e resgates de recursos, e calcula o valor das cotas.  Sua atuação poderia ser comparada à do técnico: ele coordena todos os jogadores, mas não chuta a bola.

  • O auditor é uma empresa independente a quem cabe fiscalizar anualmente as operações do fundo. Ele audita contas e documentos para checar se tudo foi feito obedecendo a regulamentação e dentro dos padrões e preços do mercado. Ele equivaleria à figura de um bandeirinha no mundo do futebol.

  • E os órgãos regulatórios são encarregados de disciplinar e fiscalizar a indústria de fundos. A CVM regula diretamente esse mercado; o Banco Central regula as instituições financeiras que participam dessas atividades; e a Anbima, que reúne instituições que atuam nessa indústria, exerce um papel de agente autorregulador, estabelecendo proteções adicionais aos investidores. Os órgãos regulatórios desempenham papel semelhante ao do juiz em uma partida de futebol.

Quem é quem em um fundo de investimento

Regra de ouro

Diante de todas essas informações, você deve estar se sentindo ainda mais confortável para começar a investir em fundos. Mas ainda pode pairar uma dúvida: “E se eu investir em um fundo do meu banco e ele quebrar? Já sei que os recursos do fundo não estarão misturados aos da gestora e demais prestadores de serviço. Ainda assim, corro risco de ter perdas?”

Teoricamente, não. Se o fundo segue todas as regulamentações, não existe espaço para procedimentos que possam de alguma forma lesar o investidor. Na prática, entretanto, é possível que sejam abertas algumas brechas. Você precisa estar atento para prevê-las e evitá-las.

Por exemplo, se um fundo é administrado e gerido por um mesmo banco, o investidor fica mais exposto a riscos, pois há conflito de interesses. Quem deveria estar fiscalizando o fundo de forma imparcial é, na verdade, parte da mesma instituição de quem está sendo fiscalizado. Voltando à analogia do time de futebol, é como se o árbitro torcesse para um dos times ganharem.

Esse foi um dos problemas enfrentados pelas pessoas que aplicavam em fundos de um conhecido banco que faliu há alguns anos. O banco acumulava as funções de administradora e gestora dos fundos que, para piorar, vinham comprando títulos emitidos pela própria instituição em quantidade acima do permitido. Ou seja, os fundos estavam emprestando dinheiro para o próprio banco. Os cotistas dos fundos, que não deveriam ser afetados pela quebra do banco, acabaram tendo perdas.

Claro que esse é um caso extremo, mas só aconteceu porque a mesma instituição financeira estava desempenhando vários papéis. Para evitar situações de risco como essa e investir com segurança, basta que você siga uma regra de ouro: escolha sempre um fundo cuja gestora seja independente da administradora. É essa distinção de papeis que vai garantir a sua segurança como investidor e minimizar as possibilidades de fraude e perdas devido a má gestão.

Guardando essa recomendação, suas experiências com fundos de investimentos serão as melhores possíveis. Conte com o Magnetis para lhe ajudar!

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Crédito da foto: Rafael Ribeiro/ CBF