13º salário: veja formas inteligentes de aproveitar o pagamento

por Mariana Congo

(Post originalmente publicado em dezembro de 2017)

Fim de ano é época de festas, trocas de presentes, viagens e diversos outros gastos. O 13º salário acaba sendo um alívio para muitas pessoas, pois permite pagar todas essas contas e, quem sabe, guardar algum dinheiro.

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Essa é uma forma bastante comum de pensar nesse pagamento, mas notou que ela pode fazer você terminar o mês - ou até mesmo o ano - sem nenhum dinheiro? Pior ainda: com dívidas.

Quando você pensa na sua renda pela lógica do "gastar primeiro, guardar depois", você corre um sério risco de zerar o seu caixa com despesas que certamente vão se repetir no futuro.

E quando não há nenhum controle sobre o orçamento, muitas pessoas acabam recorrendo ao cartão de crédito ou ao limite do cheque especial. Não são raros os casos de endividamento que surgem a partir desse hábito.

Para ajudar você a aproveitar melhor o seu 13º salário - e até um 14º salário, bônus ou participação nos lucros - preparamos um guia com as principais dicas para você cuidar do seu pagamento de formas mais inteligentes. Confira!

1 - Pague-se primeiro

Um dos conselhos sobre dinheiro que mais funciona é o "pague-se primeiro". Ele está presente até no livro "O Homem Mais Rico da Babilônia", um clássico entre os livros de negócios.

A lógica é bem simples: antes de gastar qualquer centavo da sua renda, separe pelo menos 10% para guardar. É esse valor que servirá para, no futuro, lidar com imprevistos, realizar objetivos e ter uma vida mais confortável.

Como o 13º salário geralmente é considerado um dinheiro extra, ele é uma boa oportunidade para você começar a se pagar primeiro.

O ideal é pensar nessa quantia como uma despesa, um boleto para pagar. Imagine-se comprando hoje a sua tranquilidade financeira nos próximos anos.

Assim, fica mais fácil manter o foco diante das armadilhas do consumo desenfreado. Um bom exemplo é aquela promoção imperdível na Black Friday de qualquer item que você não precisa ter.

2 - Organize as suas contas

Antes de conseguir se pagar primeiro, você vai precisar controlar os seus gastos. Para isso, adquira o hábito de anotar - no papel, na planilha, no app de celular - a sua renda e as suas despesas.

Fazendo isso, você terá uma visão melhor da sua vida financeira e de quais pontos podem melhorar. 

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3 - Quite suas dívidas, mas guarde um pouco de dinheiro

Para quem está endividado, o mais lógico é destinar o 13º salário para quitar ou pelo menos amortizar o valor das dívidas. Esse é o melhor caminho para sanar as contas e aliviar o tal efeito bola de neve.

Mas em alguns casos, também vale a pena separar um pouco de dinheiro para o futuro. Ele servirá para você ter uma folga financeira maior na hora de tomar outras decisões de consumo.

Um exemplo: quem está financiando a casa própria pode querer reformar algum cômodo ou comprar móveis novos depois de quitar esse financiamento. Quem está pagando as parcelas do carro novo certamente terá de gastar mais algum dinheiro com seguro, documentação, manutenção e assim por diante.

Assim, busque renegociar o prazo e as condições de seus pagamentos sempre que possível, de forma a gastar menos dinheiro com juros (lembre-se: parcela maior, juro menor).

Busque também guardar um pouco para mais além, quando você já tiver terminado de quitar os seus pagamentos. Na melhor das hipóteses, você terá dinheiro sobrando.

4 - Use o cartão de crédito com moderação

O cartão de crédito é uma das formas mais caras de financiamento no Brasil. Para você ter uma ideia, os investimentos indexados ao CDI - os mais seguros do mercado - estão rendendo 6,39% ao ano em 2018.

Já os juros do rotativo do cartão de crédito são de três dígitos: eles fecharam outubro em 279% ao ano!

Há quem use o cartão de crédito como ferramenta de gerenciamento de gastos, mas é preciso ter cuidado para fazer todos os pagamentos em dia e não abusar nas despesas.

O ideal é juntar antes o dinheiro que você precisa para fazer uma compra, já que é possível barganhar descontos no pagamento à vista em boa parte das situações.

Mas se não houver saída, crie formas de usar o cartão de crédito de forma inteligente e busque compensar os excessos em um mês com economia no outro.

5 - Faça uma reserva de emergência

Não temos o costume de nos preparar para eventuais momentos difíceis na vida, principalmente quando se trata de dinheiro.

Mas fazer esse exercício é necessário para ter uma reserva financeira caso você perca a sua principal fonte de renda ou tenha que, de repente, levantar recursos para algum imprevisto.

Mas não se trata só disso. Imagine que você esteja em busca do imóvel dos sonhos e que surja uma oportunidade muito boa por um valor bem abaixo do habitual. O problema é que você só tem uma parte dos recursos necessários para fechar o negócio.

É para isso que serve uma reserva de emergência. Ela é quem vai ser o seu porto seguro em caso de alguma necessidade e também vai abrir as portas do mundo dos investimentos para você.

As aplicações mais indicadas para serem utilizadas como sua reserva de emergência são as que têm maior liquidez, ou seja, podem ser facilmente resgatadas quando você precisar.

Nessas horas, a poupança é a primeira alternativa que vem à cabeça, mas você provavelmente já sabe que o rendimento é ruim e que há outros tipos de investimentos mais rentáveis e tão seguros quanto a caderneta.

Vale lembrar que no começo do ano também há várias contas que podem não ter entrado no seu planejamento, como IPTU, IPVA, escola dos filhos, etc. Então, planejar o uso do décimo terceiro para ajudar nestes gastos também é uma ótima opção.

6 - Invista nos seus objetivos

Para quem está com as contas em dia, não tem dívidas e já formou sua reserva de emergência, o 13º salário é uma ótima oportunidade para começar a investir ou incrementar uma aplicação financeira. 

Se você já tiver feito algum investimento, aproveite também para diversificar a sua carteira, pois essa é uma estratégia para deixá-la mais resistente às mudanças no mercado e aumentar a rentabilidade dos seus investimentos.

É fundamental ter objetivos bem definidos e investir de acordo com o seu perfil. Isso tornará mais fácil adotar o hábito de guardar dinheiro e ajudará você a saber exatamente como realizar os seus objetivos.

Você pode reservar uma quantia para a compra da casa própria, outra para a educação dos filhos e outra para a aposentadoria, por exemplo.

Mas o mais importante, antes de qualquer dica, é que você avalie o que faz mais sentido para a sua vida. Assim, o melhor destino para o 13º salário ficará mais claro e você poderá investir no que realmente importa!

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Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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