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Ações da Copel: vale a pena investir nesse momento?

As ações da Copel fazem parte dos ativos negociados na Bolsa de Valores do Brasil. A empresa é considerada uma das principais do setor elétrico e, geralmente, atrai atenção por sua representatividade dentro do setor e bons rendimentos para os investidores. 

Mas será que vale a pena investir nas ações da Copel? Como a Bolsa de Valores é um mercado em que não conseguimos afirmar o que vai acontecer, não há certeza que toda a rentabilidade passada, irá se repetir. Por isso, seus investimentos devem ser baseados em critérios para que possam apresentar mais seguranças. 

Ao longo deste post você encontra alguns detalhes que deve levar em consideração antes de investir nas ações Copel, assim como uma contextualização sobre a empresa e sobre o mercado de energia elétrica. 

O que é a Copel?

A Companhia Paranaense de Energia, ou simplesmente Copel, é uma empresa responsável, principalmente, por gerar e distribuir energia elétrica. No entanto, também atua na área de telecomunicação, fornecendo serviços, como internet, para a população. 

A empresa foi fundada em 1954, pelo governo estadual, como parte do planejamento para a construção de um sistema de geração de energia elétrica para todo o estado do Paraná. 

Ao longo dos anos, contribuiu para a criação, desenvolvimento, conservação e preservação de usinas hidrelétricas em todo o estado. Fato que fez com que a empresa viesse a se tornar a maior do estado, e uma das principais do Brasil, quando o assunto é energia elétrica. 

Isso é comprovado pelo fato da empresa ser responsável por cerca 4% de toda eletricidade gerada no Brasil. 

Atualmente, estima-se que seja responsável por atender diretamente 4.515.938 unidades consumidoras de energia elétrica, espalhadas em 394 municípios e 1.113 localidades (distritos, vilas e povoados) em todo estado do Paraná. 

De acordo com o site da própria empresa, são 8.453 colaboradores espalhados em toda sua estrutura e ativos, que constituem: 

  • 46 usinas próprias e participação em outras 11. Sendo que 93% desse total corresponde a produção de energia com base em fontes renováveis como hídrica e eólica. 
  • Sistema de transmissão dessas energia, composto por cerca de 4 mil km de linhas e 45 subestações integradas.
  • Sistema de distribuição de energia, composto por mais de 195 mil km de linhas. 
  • 30 mil km de fibras para telecomunicação, alcançando 399 paranaenses e dois municípios em Santa Catarina.

Ações da Copel 

As ações Copel estão presentes na Bolsa de Valores desde 1994, ano em que a empresa realizou o IPO. Além disso, também é possível encontrar ativos da companhia nos Estados Unidos e na Espanha. 

No Brasil, há ações ordinárias e preferenciais da Copel. Ambas são negociadas na B3 e possuem as seguintes definições: 

  • CPLE3: esse é o código utilizado para a comercialização das ações da Copel do tipo ordinárias, ou seja, aquelas que possibilitam com que os acionistas participem de assembléias corporativas. 
  • CPLE5 e CPLE6: são as ações preferências da Copel. Ao comprar esses papéis você passa a ter preferência durante o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio. 

Nos Estados Unidos, as ações Copel estão disponíveis em formato de ADR na Bolsa de Valores de Nova York e utilizam o ticker ELP. A companhia foi a primeira do setor de energia elétrica listada nessa Bolsa, em 1997. 

Por fim, na Espanha, a empresa está na Latibex, o setor da Bolsa de Valores de Madri composto por empresas da América Latina, com o código XCOP. 

O que avaliar antes de investir nas ações Copel

Agora que deixamos claro todos os detalhes que fazem parte da história da empresa e de sua atuação na Bolsa, é hora de você saber o que deve analisar antes decidir se deve investir ou não nesses ativos. 

Resultados da empresa

Os resultados divulgados do último trimestre de 2019, servem para analisarmos a boa presença de mercado da Copel. De acordo com o balanço, entre os meses de outubro e dezembro, a empresa obteve lucro líquido de R$ 596,5 milhões, número bastante superior aos R$ 301,9 milhões do mesmo período de 2018. 

Com isso, a Copel atingiu a marca de R$ 2 bilhões em lucro líquido ao longo de 2019, crescimento de 42,9% em relação ao ano de 2018. 

Dividendos das ações Copel

Assim como boa parte das empresas, a Copel conta com uma política que garante o pagamento mínimo de 25% do lucro como dividendos ou juros sobre capital próprio. Sobre o lucro gerado em 2019, a empresa realizou pagamento de R$ 643,0 milhões para seus acionistas. 

Desinvestimentos e possível venda de subsidiária

A venda de uma subsidiária da empresa, a Copel Telecom, vem sendo comentada e, caso concretizada, pode gerar muito valor para a companhia. Atualmente, a Copel já adotou uma postura de estudar métodos para não focar seus investimentos nessa área por entender que não é o foco da empresa, o próximo passo seria a venda. 

Efeitos da crise do novo coronavírus

O setor de energia elétrica pode ser considerado resiliente, em certo ponto, aos impactos da crise causada pelo novo coronavírus. O principal motivo é a existência de longos contratos já fechado e pouca concorrência no mercado. 

Todavia é preciso considerar que, com a economia debilitada, casos de inadimplência e desvio de energia se tornem mais comuns. Alinhado a isso, há também ações para assegurar que as pessoas continuem com o serviço, um exemplo muito prejudicial para a Copel é a suspensão de corte de energia por motivo de falta de pagamento. 

Esses são alguns critérios que você deve considerar antes de investir nesses ativos. No entanto, é preciso destacar que para chegar à conclusão você deve analisar o mercado e entender os riscos, afinal o mercado é volátil. Assim, mesmo com todos esses elementos, não dá para afirmar que esse cenário vai mesmo acontecer. 

Quer ter mais segurança para investir nas ações Copel e em outros ativos da Bolsa de Valores? Entenda a importância de uma consultoria de investimentos para tornar sua aplicação mais compatível com seus objetivos. 

análise de investimentos
Mariana Congo

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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