Afinal, vale a pena investir em ações da Vale? Entenda

por Malena Oliveira | 19/09/2019

ações da vale
consultoria de investimento
curso de investimento

As ações da Vale são uma das mais tradicionais no mercado de renda variável brasileiro. No entanto, muita gente se pergunta se o investimento continua fazendo sentido depois dos últimos eventos envolvendo a mineradora.

As tragédias de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019, levantaram questões sobre a segurança de aplicar nas ações da empresa. Apesar de certamente serem pontos muito importantes, é preciso lembrar que a empresa é maior do que esses episódios trágicos.

Neste post, vamos entender melhor o que significa investir em ações da Vale, para quem esse investimento é indicado e como analisar se ele vale a pena. Confira!

O que significa investir em ações da Vale?

Como ocorre com qualquer outra ação, quando você compra ações da Vale, está se tornando um sócio da companhia. É claro que, por ser uma empresa grande, você terá uma parcela muito pequena. Isto é, mesmo que você compre ações da Vale, não fará parte das decisões da companhia: isso fica a cargo dos executivos da empresa.

Ainda assim, você vai participar dos resultados da empresa, recebendo dividendos e outros proventos, em caso de lucro, ou participando do prejuízo, se ele ocorrer.

Quando a maior parte dos agentes de mercado acredita que os resultados da empresa vão ser bons no futuro, mais gente se mostra interessada em comprar as ações da companhia e aceita pagar mais por elas. Nesse caso, o preço da ação sobe, e você, acionista, pode vender seus papéis, se assim desejar, embolsando a diferença, que é o ganho de capital.

O contrário, porém, também pode acontecer. Quando as perspectivas são desfavoráveis, o preço da ação cai. Nesse caso, se você vender seus papéis, terá prejuízo. Aí cabe a você decidir o que fazer: vender e ter prejuízo, aguardar que as ações tornem a subir, ou ainda enxergar a baixa como uma oportunidade para comprar mais.

Como está a rentabilidade das ações da Vale?

Vamos relembrar aqui o que aconteceu com os papéis da empresa no episódio do rompimento da barragem de Brumadinho. A tragédia ocorreu em 25 de janeiro de 2019. No dia anterior, as ações da Vale haviam encerrado o pregão a R$ 56,15.

Dia 25, sexta-feira, foi feriado em São Paulo, então a bolsa só voltou a funcionar no dia 28. Nesse pregão, os papéis da Vale despencaram 24,5% e terminaram o dia a R$ 42,38.

No entanto, como dissemos, apesar de esses episódios terem, sim, um peso sobre o desempenho do papel, não são só eles que influenciam a cotação.

A Vale é uma das empresas mais tradicionais da bolsa brasileira. Está listada desde 1967 e atualmente exerce o segundo maior peso no Ibovespa, atrás apenas da Petrobras. Os papéis ordinários da companhia (VALE3) respondem por quase 10% do principal índice da BM&FBovespa.

Dessa forma, todo o histórico e o potencial de resultados da empresa não se apagam de uma hora para a outra. Após o desastre e a grande queda nas ações, o papel foi se recuperando aos poucos e chegou a ficar cotado acima dos R$ 53 já em abril.

consultoria de investimento

Em 27 de junho de 2019, encerrou o pregão valendo R$ 51,70, o que significa que, no ano, a cotação da ação está praticamente estável, considerando que ela valia R$ 51 na última sessão de 2018.

O que se deve observar em relação às ações da Vale?

A realidade é que a Vale é uma empresa grande, com ações listadas em quatro bolsas de valores pelo mundo: no Brasil, em Nova York, em Madrid e em Paris.

Seu principal negócio é o minério de ferro e é dele que vem 75% da receita da empresa, segundo dados da própria companhia. Minério de ferro é uma commodity, ou seja, seu preço é único e dado em dólar.

Além disso, é importante saber que a China responde por 41% dessa receita. A Europa ocupa o segundo lugar, com 16%.

Assim, os resultados da empresa dependem basicamente de três fatores:

  • do crescimento da economia chinesa;
  • do preço do minério de ferro;
  • da cotação do dólar.

Aqui, vale ainda destacar que os dois primeiros fatores estão intimamente relacionados. A força da China é tão grande que o fato de a economia do país estar aquecida ou não acaba influenciando diretamente o preço do minério de ferro.

Por fim, sendo uma exportadora com receita em dólar, a empresa se beneficia de momentos em que o real está mais desvalorizado em relação à moeda norte-americana.

A possibilidade de novas tragédias deve ser monitorada como um risco que a empresa apresenta, mas não é o fator mais importante para os seus resultados e, consequentemente, para o comportamento da cotação das ações.

Para quem o investimento é indicado?

Quem aplica em ações deve sempre evitar comprar papéis de uma única empresa. Isso é verdade para as ações da Vale e para todas as outras, porque eleva muito o risco. No jargão do mercado, diz-se que se deve evitar colocar todos os ovos na mesma cesta.

Por isso, o ideal é montar uma carteira diversificada, com várias ações, seja comprando uma a uma, seja por meio de um fundo de ações ou por um ETF (Exchange Traded Fund), que são fundos negociados em bolsa que seguem um índice teórico, como o Índice Bovespa.

Nesse caso, com uma única cota você consegue ter exposição a uma carteira com cerca de 70 ações, reduzindo riscos.

Como comprar ações da Vale?

Se quiser comprar ações da Vale diretamente, você vai precisar abrir conta em uma corretora de valores. Depois disso, é só fazer a compra por lá diretamente. Pela corretora também é possível comprar ETFs, se essa for a sua escolha. Outra opção é apostar em fundos de investimento que contemplem ações da companhia.

Agora você já sabe o que levar em consideração na hora de decidir se faz ou não sentido para você investir em ações da Vale. Aproveite para ver como começar a investir a partir de apenas R$ 1 mil!

Avaliar o post
curso de investimento