Ações: tudo que você precisa saber

por Magnetis | 02/12/2015

Saiba tudo sobre ações: o que são, quais os tipos, a rentabilidade, riscos, liquidez e como começar a investir nesse tipo de ativo

Se você perguntar para alguém sobre tipos de investimentos, certamente a pessoa mencionará na resposta ações na Bolsa, seja com um ar de desconfiança, seja interessada no assunto. Isso ocorre principalmente pelas histórias propagadas por aí de quem ficou rico aplicando no mercado de renda variável, ou então o contrário, de pessoas que apostaram todas as fichas nesse tipo de investimento e acabaram perdendo muito dinheiro.

Mesmo com toda essa fama, investir em ações não é algo tão popular entre os brasileiros, assim como é deixar o dinheiro aplicado na caderneta de poupança, por exemplo. Entenda melhor como funciona esse tipo de aplicação financeira.


O que são ações?


São papéis de empresas que decidem abrir seu capital em bolsa. Uma parte, ou mesmo a totalidade de uma companhia, é oferecida, em forma de ações, para ser negociada nas Bolsas de Valores – no caso do mercado brasileiro, na BM&FBovespa. Isso significa que qualquer pessoa pode comprar uma fatia daquela empresa, tornando-se assim, um dos acionistas da companhia.

De acordo com os dados mais recentes, até outubro deste ano, a Bolsa brasileira tinha 557.806 investidores pessoa física e 24.346 investidores pessoa jurídica com ações ou outros ativos financeiros sob custódia na BM&FBovespa.

Quais são os tipos de ações?

Na Bolsa, é possível encontrar diferentes tipos de ações. Mais conhecidas da maioria das pessoas, as “blue chips” são ações de grandes companhias, cujos papéis geralmente têm muita negociação, boa liquidez, sem contar que o valor de mercado das empresas costuma ser bastante elevado, atingindo centenas de bilhões de reais em alguns casos. Ações de grandes companhias brasileiras, como Vale e Petrobras, são exemplos de “blue chips”.


Na ponta oposta às gigantes estão as chamadas “small caps”, papéis de empresas menores e nem tão populares para o investidor pessoa física. Em muitos casos, são companhias novatas no mercado de ações. Embora tenham maior potencial de valorização no longo prazo, tais papéis embutem um risco igualmente alto, já que a chance de empresas menores enfrentarem problemas mais graves tende a ser maior em relação a grandes companhias sólidas e já consolidadas na Bolsa.

Dentre os tipos de ações, também vale destacar os papéis de companhias boas pagadoras de dividendos, grupo de empresas geralmente visto com bons olhos pelos investidores pessoa física, afinal uma parcela do lucro (dividendo) dessas companhias é dividido entre os acionistas como uma espécie de remuneração. As ações de empresas que costumam pagar dividendos mais polpudos têm grande apelo para a pessoa física com foco no longo prazo justamente pela possibilidade de gerar uma renda passiva periodicamente.


Qual a rentabilidade das ações?


Diferentemente dos investimentos de renda fixa, nos quais a rentabilidade pode ser conhecida de antemão, no caso das ações, não dá para saber qual será o retorno de um papel de determinada empresa daqui a um mês, por exemplo. Em outras palavras, por ser uma aplicação de renda variável, não é possível conhecer quanto seu investimento vai render ao longo do tempo. Mesmo assim, a aplicação em ações tende a ser lucrativa para prazos mais longos, uma vez que há potencial de crescimento e valorização da companhia conforme o tempo.


Quais os riscos de investir em ações?


Justamente por oferecer bom potencial de retorno no longo prazo, o risco de investir em ações é elevado. Isso porque o investidor, ao aplicar em papéis de empresas negociadas na Bolsa, está sujeito a diversos imprevistos, desde uma crise econômica no Brasil até problemas e conflitos em outros países que acabam por, consequentemente, afetar o mercado financeiro doméstico.


Por isso, é importante fazer um bom estudo sobre a ação em que se pretende investir, inclusive consultando profissionais capacitados, como uma consultoria de investimentos, para garantir que a escolha seja a mais adequada ao seu perfil de risco, aos seus objetivos e ao seu horizonte de investimento. Lembrando que ações geralmente são indicadas para quem tem maior tolerância a risco e consegue manter os recursos investidos por um período mais longo.


Uma estratégia recomendada pelo megainvestidor americano Warren Buffett é a “buy and hold”, que consiste em escolher com bastante calma a empresa antes de comprar seus papéis e manter essas ações na carteira por vários anos ou mesmo décadas, enquanto vê o patrimônio crescer ao longo do tempo, respeitando as flutuações de preço sem se desesperar e vender os papéis a cada movimento de queda.


Qual a liquidez de ações?


O mercado acionário brasileiro é bastante líquido, o que significa que o investidor consegue comprar e vender os papéis com relativa tranquilidade, podendo resgatar o dinheiro com rapidez. Mesmo assim, o investidor deve ficar atento ao volume de negociações que determinada ação costuma ter. Embora o mercado como um todo ofereça boa liquidez, a Bolsa brasileira tem também papéis com baixo volume de negociação, ou seja, talvez seja necessário vendê-los a um preço menor, o que pode trazer prejuízo.


Quais os custos e impostos associados a ações?


Existem três principais custos que estão associados ao investimento em ações. O primeiro deles é a corretagem, cobrada pela corretora por onde você investe e cuja taxa pode ser fixa ou variável e proporcional ao volume total de operações feitas com ações. Outro custo que deve ser levado em conta pelo investidor é a taxa de custódia, também cobrada pela corretora para a manutenção dos ativos sob guarda da instituição custodiante (CBLC). Vale lembrar que ambas as taxas variam conforme a corretora. Há ainda os chamados emolumentos, percentuais cobrados pela BM&FBovespa de forma a cobrir os custos operacionais gerados com a realização de negócios no mercado.


O investidor também deve ficar atento à incidência do Imposto de Renda. A mordida do Leão é de 15% sobre o rendimento líquido na venda de ações, pago somente quando forem vendidas. A alíquota é de 20% para quem fizer o chamado “daytrade”, compra e venda de um papel no mesmo dia. Não há cobrança de IR sobre os dividendos recebidos. Já os juros sobre capital próprio – outra forma de remuneração das companhias aos acionistas – são taxados em 15% sobre o valor pago pela empresa.


Como começar a investir em ações?


Para começar a investir em ações, o investidor deve abrir conta em uma corretora e escolher as ações que quer comprar. É possível aplicar em ações de três formas: comprando papéis diretamente na bolsa, investindo por meio de um fundo de ações ou por meio do ETF (conheça mais sobre esse tipo de investimento). Mesmo com a facilidade de realizar as negociações pela internet, vale ressaltar que as escolhas sejam tomadas após analisar uma série de fatores, como tolerância a risco, objetivos financeiros, prazo de investimento e necessidade de liquidez. O ideal é que a decisão seja tomada com apoio de profissionais, que ajudam a fazer essa análise conforme seu perfil.


E você? Quer conhecer seu perfil de investimento para poder investir em ações de forma inteligente? Clique aqui para descobrir e deixe a Magnetis recomendar os melhores investimentos para você.


Se ainda possui alguma dúvida sobre o tema ou não está totalmente seguro a respeito deste tipo de investimento, deixe seu comentário abaixo e entre em contato conosco!

Ações: tudo que você precisa saber
5 (100%) 1 vote[s]