Alaska Black: tudo o que você queria saber sobre esses fundos de investimento

por Malena Oliveira | 27/08/2019

Alaska Black: tudo sobre esses fundos de invesitmento

Você investe ou já ouviu falar do Alaska Black? Ele está entre os mais famosos fundos de investimento da atualidade. 

Mas o que será que está por trás da sua estratégia? Quais serão as ações do Alaska Black? Isso e muito mais você vai ver neste post a partir de agora. Vamos começar?

O que é Alaska Black?

Alaska Black é o nome de uma família de fundos da Alaska Asset Management, uma gestora de investimentos.

Os responsáveis por esses fundos são Henrique Bredda e Ney Miyamoto, fundadores da gestora. Outro sócio da Alaska é Luiz Alves Paes de Barros, um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira.

A principal característica dos fundos Alaska Black é o investimento em ações. Eles adotam diferentes estratégias de investimento no Brasil e no exterior, oferecendo atualmente as seguintes opções:

  • Alaska Black Institucional FIA: principal fundo de ações da gestora;
  • Alaska Black FIC FIA BDR Nível I: fundo destinado a investidor qualificado. A estratégia envolve investimento em empresas estrangeiras que têm ações negociadas no Brasil, além de juros e moedas; 
  • Alaska Black FIC FIA II BDR Nível I: fundo com a mesma estratégia anterior, só que aberto para o público em geral. Há um limite de investimento de até R$ 250 mil;
  • Alaska Range FIM: fundo multimercado que utiliza arbitragem de preços em sua estratégia. Falaremos disso mais adiante;
  • Alaska 70 Icatu Previdenciário: fundo de previdência que investe 70% de seu patrimônio em ações.

Quais são as principais estratégias do Alaska Black?

Os critérios para selecionar os ativos de um fundo de investimento não são aleatórios.

Assim como acontece em qualquer outra gestora de investimentos, há uma pessoa ou time de profissionais que analisa os produtos financeiros disponíveis e como eles são afetados pelo cenário econômico no Brasil e no exterior.

A partir daí, ele selecionam quais desses produtos seus fundos devem comprar e quais devem vender com base na política de cada um desses fundos.

Vale destacar que essa política está descrita na lâmina do fundo, uma espécie de documento de identidade dessa aplicação. Ela deve trazer todas as informações sobre política de investimento, riscos e rentabilidade desse fundo.

É possível acessar a lâmina de um fundo no site de sua gestora ou no portal da CVM, que é o órgão que fiscaliza essas instituições.

No caso específico da Alaska, seus fundos utilizam algumas das principais estratégias de gestão ativa de investimentos em suas carteiras.

Na prática, há uma pessoa ou time de analistas decidindo quais ativos comprar ou vender e em que momento. E para tomar essas decisões, as principais estratégias são:

1 – Foco no longo prazo

Uma das marcas registradas da família Alaska é o foco em investimentos de longo prazo.

O objetivo não é o lucro imediato, mas o investimento em ações de empresas com boas perspectivas de crescimento nos próximos anos.

Quando esse é o objetivo, o que faz mais sentido de forma geral é olhar a rentabilidade histórica da aplicação ou a performance nos últimos 12 meses, pelo menos.

imagem mostra o gráfico da rentabilidade do Alaska Black Institucional FIA em 2017 e 2018
(página do Alaska Black Institucional FIA no Comparador de Fundos da Magnetis)

2 – Análise fundamentalista

Já falamos sobre análise fundamentalista aqui no blog, mas basicamente se trata de uma das formas de entender se vale a pena investir nas ações de uma empresa ou não.

O método consiste em avaliar os indicadores (também chamados de fundamentos) da empresa que emite as ações. Nessa análise, são levados em conta:

  • receita da empresa;
  • geração de caixa;
  • nível de endividamento;
  • preço da ação em relação ao lucro (o chamado P/L);
  • mercado em que a companhia está inserida.

O objetivo é entender se a companhia analisada tem uma gestão eficiente e se há perspectiva de valorização de suas ações no futuro.

ebook fundos

Essa avaliação é feita pelo menos a cada trimestre, quando as companhias divulgam seu balanço patrimonial.

Mas, de maneira geral, não é preciso esperar tanto tempo para enxergar a possibilidade de compra ou venda de uma ação. Basta algum acontecimento que afete o negócio da empresa para que essa análise precise ser refeita.

3 – Long only

Long only é uma estratégia que consiste em comprar um ativo e apenas esperar a sua valorização. É a estratégia presente no fundo de ações da Alaska.

Ela é diferente de sua prima mais famosa, a estratégia long and short. Esta última significa comprar alguns ativos e, simultaneamente operar de forma vendida em outros.

Dessa forma, a gestão espera ganhar tanto com a valorização de alguns investimentos, quanto com a desvalorização de outros.

4 – Arbitragem

Arbitragem é uma estratégia que consiste em comprar um ativo que está com preço mais baixo em relação a outro de mesma categoria. O objetivo é lucrar quando os preços voltarem a se equilibrar.

O exemplo mais simples é a arbitragem entre ações ON e PN de uma companhia.

Se a gestão de um fundo entende que o preço da ação ON está muito distante do da ação PN, pode optar por comprar essas ações e vender quando o preço de ambas voltar a ficar próximo.

Assim como acontece com as demais estratégias, utilizar esses recursos na análise de investimento requer muito estudo e acompanhamento constante do que acontece na economia.

Quais são as ações do Alaska Black?

As gestoras de investimento não precisam revelar cada detalhe de suas estratégias, até por uma questão de competitividade. Seria algo semelhante àquela famosa marca de refrigerante revelar o segredo da sua fórmula.

No entanto, entrevistas na imprensa ou as próprias análises divulgadas por essas instituições dão pistas sobre seus investimentos.

Hoje, por exemplo, sabemos que os fundos Alaska Black lucraram bastante com a valorização das small caps na bolsa nos últimos dois anos (empresas de capitalização menor, como Magazine Luíza, Suzano, Braskem e Marcopolo).

Além disso, todas as gestoras precisam divulgar a composição das carteiras de seus fundos para a CVM. Essas informações ficam públicas com 90 dias de atraso.

A composição do Alaska Black Institucional FIA em abril de 2019 era:

empresacódigo da ação% do patrimônio do fundo investido
Magazine LuizaMGLU317,42%
KrotonKROT312,123%
Rumo S.A.RAIL312,037%
BraskemBRKM510,362%
ValeVALE310,321%
PetrobrásPETR48,819%
SuzanoSUZB37,066%
ValidVLID33,978%
AmbevABEV33,872%
Log-in Logistica IntermodalLOGN31,378%
Cosan LogísticaRLOG31,0111%
MarcopoloPOMO40,782%
Gerdau MetalúrgicaGOAU40,344%
Aliansce Sonae Shopping CentersALSC30,343%
RandonRAPT40,338%
SierrabrasilSSBR30,215%
São CarlosSCAR30,15%
MarcopoloPOMO30,08%
Operações compromissadasSelic1,712%
Klabin (após desdobramento)KLBN118,64%
Log-in Logistica (oferta pública)LOGN120,206%

Como investir no Alaska Black?

É possível investir no Alaska Black por meio de corretoras de valores que vendam as cotas desses fundos. Basta abrir uma conta e escolher os ativos.

No entanto, antes de aplicar seu dinheiro, vale a pena fazer uma análise do seu perfil para saber se esse é, de fato, o melhor investimento para você.

Se você já investe em outros produtos financeiros, por exemplo, é interessante fazer uma análise de portfólio para entender qual porcentagem da sua carteira pode ser aplicada em ativos mais arriscados, como é o caso desses fundos.

Agora que você já sabe mais detalhes sobre o Alaska Black, que tal entender melhor sobre outras opções de fundos de investimento? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre os Fundos de Investimento e tire suas dúvidas!

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