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Aluguel de ações: como funciona essa operação? Será que vale a pena?

Está pensando em começar a investir na bolsa de valores, mas não pode esperar muito pelo rendimento e sabe que essa é uma aplicação de médio e longo prazo? Então, a saída pode ser o aluguel de ações!

Esse tipo de operação serve como uma renda extra a quem investe, paga de forma adicional aos juros e dividendos distribuídos pela ação.

É o proprietário da ação quem define o valor do aluguel e período pelo qual o papel será alugado.

Se seu objetivo é fazer um MBA em três anos, por exemplo, é possível programar a operação de forma a receber o retorno quando for precisar do dinheiro.

Neste post, aprenda o que é e como funciona o aluguel de ações!

O que é o aluguel de ações?

O aluguel de ações é uma operação realizada na bolsa de valores que une quem quer alugar ações (doador) a quem deseja pegá-las emprestadas (tomador), por prazo e valor definidos pelo proprietário dos papéis.

A corretora exige que o locatário dos papéis ofereça outras aplicações financeiras como garantia da operação. É uma forma de assegurar que o tomador tenha capital suficiente para liquidar o contrato ao fim do prazo.

Para que serve o aluguel de ações?

O aluguel de ações permite que você rentabilize a sua carteira de ações ao possibilitar que outras pessoas (geralmente traders) realizem operações de curto prazo com um papel que não está sendo negociado no mercado.

Os tomadores da ação podem:

  • usar o papel como margem de garantia para atuar no mercado futuro;
  • usar o papel como cobertura ao lançar opções de compra;
  • vender as ações no mercado e posteriormente recomprá-las quando atingirem um determinado preço — a chamada venda a descoberto.

Por exemplo, é possível alugar uma ação a R$ 10 e vender os papéis com opção de recompra quando o preço cair para R$ 5.

Após embolsar um lucro de R$ 5, o tomador recompra as ações a R$ 5 e devolve os papéis ao proprietário com uma taxa cobrada pelo aluguel.

Como funciona o aluguel de ações?

O doador define as regras para o aluguel de ações: quais papéis poderão ser alugados e por qual prazo. Terminado o período do aluguel, ele recebe os papéis e uma rentabilidade.

O retorno do aluguel costuma variar entre 1% e 5% ao ano sobre o valor total do ativo, e vai depender da demanda pela ação.

Ações com maior liquidez no mercado costumam ficar mais disponíveis a pessoas que investem em geral; em compensação, o valor do aluguel desses papéis é menor.

Já ações com menor liquidez costumam ser mais procuradas por quem aluga ações no mercado. Portanto, seu preço de aluguel será maior.

Já o prazo das operações geralmente equivale a meses, mas não há período máximo — apenas o mínimo de um dia para empréstimos tomados de forma voluntária, sem exigência de carência adicional.

A cotação do papel no momento do contrato serve como referência para o retorno. Ou seja, se o preço do papel subir ou cair, esses movimentos não afetarão a taxa recebida do aluguel.

Durante todo o tempo da operação, o proprietário do papel continua a receber juros e dividendos distribuídos pela aplicação, além de ganhar com a sua valorização.

O aluguel é apenas uma operação adicional, na qual o tomador passa a deter somente o direito de voto em assembleias enquanto o contrato vigorar.

Não há negociação entre os indivíduos: a operação é intermediada e garantida pela B3. Também existem regras para eventuais atrasos ou para a não devolução dos papéis, o que traz segurança ao aluguel de ações.

Quem pode fazer um aluguel de ações?

Qualquer pessoa, empresa ou instituição financeira que aplique dinheiro em ações pode alugar os papéis.

Contudo, há exigências adicionais para que Pessoas Jurídicas atuem nesse mercado.

Esse tipo de operação também é permitido para alguns tipos de investidores institucionais. Fundos de ações, por exemplo, costumam disponibilizar os seus papéis para aluguel.

Vale a pena fazer um aluguel de ações?

O aluguel de ações compensa para quem aplica no longo prazo. Ele aumenta a rentabilidade de uma aplicação que, de outra forma, ficaria parada aguardando a valorização. Contudo, há alguns riscos que devem ser ponderados por quem aplica.

Quem doa os papéis pode disponibilizá-los ao mercado no pregão pelo preço que quiser, mas isso não significa que as ações serão alugadas por esse valor. Se a operação for considerada cara, não vai atrair muitos interessados.

Ou seja, o valor de aluguel de uma ação vai variar conforme sua demanda no mercado. Portanto, quem doa os papéis não pode contar com alugar a ação por um valor determinado.

Por isso, é importante haver uma análise de ações a fim de oferecê-las por um preço adequado.

Há, também, o risco de mercado. O doador das ações se compromete a não negociar os papéis até o vencimento do contrato.

Ou seja, caso necessite do dinheiro investido ou o papel sofra uma grande desvalorização, terá que esperar o término do contrato de aluguel para negociá-lo.

A única forma de solicitar a devolução dos ativos antes do término do contrato é colocar essa previsão de forma expressa no contrato de aluguel. Ela pode valer apenas para o doador, para o doador e tomador ou apenas para o tomador.

Também é preciso considerar algumas regras para falta de pagamento e concretização da transação, pois elas podem ter impacto no plano de investimentos do proprietário do papel.

Se o tomador atrasar o pagamento ou não quitar o valor do aluguel previsto em contrato, o doador recebe como garantia os títulos de quem aplica, além de seus papéis.

Caso ele venda as ações no mercado e não consiga recomprá-las, deve ressarcir o doador dos papéis com o dobro da taxa contratada até a data de emissão do direito de recompra.

Na falta de liquidez para a devolução do papel, é realizada a liquidação financeira: o doador recebe o valor de suas ações em dinheiro.

Como fazer um aluguel de ações?

Para alugar ações, é necessário ter conta em uma corretora. O próximo passo é entrar em contato com a instituição financeira para informar o desejo de alugar ações e conversar sobre as condições. Outra opção, mais prática, é usar o home broker.

A B3 não cobra taxas do doador, mas há incidência do Imposto de Renda na fonte sobre o rendimento da operação. Tratada pela Receita como uma operação de renda fixa, o imposto sobre ela segue a tabela regressiva do IR.

Para renovação do aluguel, tanto o doador quanto o tomador devem concordar com as regras.

É possível renovar automaticamente; mas, nesse caso, a operação será feita pela taxa do mercado no momento em que a operação for realizada. Ou seja, não há previsibilidade de quanto dinheiro será possível ganhar na operação.

Como vimos, alugar ações é simples e prático — mas é necessário que o doador não conte com os papéis durante o período do empréstimo.

Isso quer dizer que esse tipo de operação deve se restringir a uma parte das aplicações, servindo para objetivos de longo prazo.

Agora que você já sabe como funciona o aluguel de ações, uma consultoria de investimentos pode ajudar você a dar os primeiros passos na bolsa.

Mariana Congo

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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