Qual a diferença entre análise técnica e análise fundamentalista?

por Malena Oliveira

Operar em renda variável requer tempo e uma estratégia bem definida. É preciso analisar os ativos (ações, derivativos, fundos imobiliários, entre outros), de modo que seja possível entender seu comportamento e se beneficiar das variações de preço. Para isso, há duas técnicas bastante difundidas: análise técnica e análise fundamentalista.

Neste post, você vai entender mais sobre cada uma delas, conhecer seus aspectos, saber como cada uma pode trazer resultados e no que elas se diferenciam. Confira!

Entenda as características da análise técnica

A análise técnica consiste em observar, por meio de gráficos, as oscilações e o comportamento de um ativo. Essa representação visual permite detectar os momentos de alta e de queda, bem como filtrá-los em períodos específicos.

É justamente essa variação que possibilita avaliar qual é o melhor momento para entrar ou sair de uma posição, ou seja, comprar um ativo em um momento de baixa e vendê-lo em um pico de preço. Assim, de forma especulativa, é possível conseguir boas margens de lucro.

Com as informações dos gráficos, quem negocia pode desenvolver uma estratégia de atuação para tentar enxergar o padrão de comportamento do ativo.

Assim, é possível estimar quais serão os próximos momentos de altas e baixas nos preços para obter os rendimentos esperados. Porém, vale lembrar que não há nenhuma garantia de que a projeção vai se concretizar, uma vez que o comportamento dos ativos pode ser afetado por fatores imprevisíveis, como decisões políticas, por exemplo.

Veja como funciona a análise fundamentalista

A análise fundamentalista é uma técnica que preza por uma observação mais longa e mais focada na qualidade dos ativos. Nesse caso, o mais importante é avaliar os fundamentos da empresa que colocou esse tipo de investimento no mercado.

Um ponto importante sobre a análise fundamentalista é o fato de ela ser voltada a aplicações de longo prazo, ou seja, aquelas que buscam a valorização do ativo ao longo do tempo.

Por isso, é importante refletir sobre pontos bem complexos em vez de se concentrar apenas nas variações de preços. Alguns exemplos de questões a considerar: os projetos da empresa trarão bons retornos no futuro? Como ela cuida de suas finanças? Ela reinveste o lucro buscando novas possibilidades de aumentar sua receita? Quais fatores podem afetar seu desempenho?

Além de todos esses aspectos, é preciso  analisar também o cenário macroeconômico: os contextos político, social e econômico em que a empresa se encontra.

Entenda as diferenças entre análise técnica e análise fundamentalista

Análise técnica e análise fundamentalista têm suas respectivas importâncias, cada uma aplicada ao seu contexto principal. Para quem atua no mercado financeiro com diferentes perspectivas de ganhos, no curto e no longo prazo, é indispensável saber como usá-las da forma mais adequada.

Não é possível dizer qual é mais eficiente, justamente porque elas têm propósitos distintos.

A seguir, entenda melhor as principais diferenças entre elas e como elas podem ser aplicadas.

Como usar a análise técnica para investir

Apesar de ser amplamente utilizada, a análise técnica não é tão simples quanto parece. Naturalmente, é possível observar um gráfico e entender as variações de preço, mas a experiência é importante na hora de entender como será a movimentação de um ativo no futuro.

Geralmente, quem usa a análise técnica são os traders, ou seja, os investidores que se dedicam a operar na bolsa de valores com frequência. Os resultados futuros são projetados a partir do comportamento que o ativo apresenta no período avaliado, que pode ser de um dia, uma semana, um mês, um ano, e assim por diante. É possível ajustar essa análise conforme a estratégia de quem está investindo.

É possível afirmar que sua eficiência é mais voltada a operações de curto prazo, como o day trade.

Nessa atividade, todo o processo de compra, venda e análise é feito no mesmo dia, em operações rápidas e curtas que ocorrem entre a abertura e o fechamento do pregão.

O trader avalia as oscilações de preços nos gráficos para descobrir como o ativo se comporta, de modo a prever um movimento específico e lucrar com a concretização de sua projeção.

Como usar a análise fundamentalista para investir

Esse tipo de análise é mais adequado para aplicações de longo prazo. Por demandar menos tempo diário de avaliação e estudo, a análise fundamentalista é a que mais pode ser usada por aqueles que não operam com tanta frequência.

Nesse tipo de análise, os ativos precisam ser observados por mais tempo para mapear os eventos que podem afetar seu desempenho no longo prazo. Aqui, é mais importante analisar a capacidade da empresa permanecer de pé do que a oscilação do preço de seus ativos.

A análise fundamentalista costuma ser usada por quem acredita no crescimento de uma empresa em um período longo. Assim, ela é muito importante para os investidores que buscam aumentar o patrimônio e também para quem se preocupa com a aposentadoria.

Para fazer esse tipo de análise, é preciso ter paciência e estar sempre atento aos resultados que a empresa apresenta. Também é necessário considerar seu desenvolvimento ao longo dos anos e o mercado em que a companhia atua. Todos esses fatores são capazes de influenciar diretamente ou indiretamente o valor de seus ativos.

Entender as diferenças entre análise técnica e análise fundamentalista possibilita decidir qual caminho seguir, já que elas direcionam as pessoas para diferentes possibilidades de investimento.

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Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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