Aplicação CDB: Quais são as vantagens?

por Mariana Congo

A aplicação CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um tipo de investimento considerado conservador, mas que qualquer perfil de investidor sempre terá ao menos uma parcela em seu portfólio de investimentos.

Como um dos títulos mais populares entre os investidores, provavelmente você já sabe o que é CDB. Por isso, neste artigo, vamos nos debruçar sobre a dinâmica e as vantagens desse investimento de renda fixa, e você descobrirá que - além de seguro e rentável - os CDBs são uma excelente oportunidade para expandir seu leque de aplicações com boa rentabilidade.

Como funciona a aplicação em CDB?

CDBs são tipos de investimento de renda fixa conservadores e de baixo risco. A rentabilidade varia de acordo com o tipo de título escolhido e o banco emissor, sendo melhor nos bancos de menor porte, mais desconhecidos do grande público. O investidor pode optar por três tipos principais de CDB: o primeiro é o prefixado, que tem uma rentabilidade pré-definida sugerida pelo banco; o segundo é o pós-fixado, cuja rentabilidade depende da variação de um índice de referência do mercado; por último, temos um tipo que pode ser considerado misto, que paga uma remuneração que equivale ao índice de inflação (sendo usado o IPCA geralmente como referência) mais uma taxa prefixada.

Para fazer este tipo de investimento, basta escolher um banco que ofereça a aplicação em CDB. Não é imprescindível ter conta no banco para aplicar no CDB (muitos, no entanto, fazem essa exigência).

​A aplicação em CDB tem rendimentos que podem ser diários ou oferecer maior remuneração caso o investidor opte por não resgatar o título por mais tempo. Ao investir em um CDB, o comprador do título está fazendo um empréstimo para o banco, que em troca paga juros pela quantia depositada.

​Riscos da Aplicação CDB

​Trata-se de um investimento de baixo risco, pois mesmo escolhendo títulos com rendimentos pós-fixado, o investidor ainda assim pode contar com um rendimento acima da inflação, sendo bastante improvável a perda da quantia, exceto em casos extremos de quebra da instituição financeira na qual foi feita o investimento.

Mesmo assim, o investidor pode contar com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma associação civil sem fins lucrativos, que protege o investimento oferecendo uma garantia até certa quantia (que pode chegar a R$ 250 mil). Outro ponto que torna o CDB seguro são os valores acessíveis, com algumas modalidades permitindo a aplicação mínima de R$ 100.

Rentabilidade do CDB?

A melhor forma de analisar o potencial de rendimento de uma aplicação em CDB, almejando a melhor rentabilidade, é a partir da análise do momento econômico e de seus indicadores: a taxa de juros e a inflação.

Levando esses dois aspectos em consideração, o investidor será capaz de optar sobre qual é o título de CDB mais vantajoso para determinada circunstância econômica. Dado que há três tipos de CDB que se relacionam de formas diferentes com esses indicadores econômicos, são eles: prefixados, pós-fixados e os indexados à inflação.

Pós-fixadosEsses títulos são caracterizados pelo acordo entre o banco e o investidor sobre qual será o percentual e a taxa de referência ( SELIC ou CDI) utilizada para remunerar a aplicação. Assim, o investidor conhecerá o rendimento exato somente no vencimento do título.
PrefixadosNesses títulos a rentabilidade é determinada já no momento em que a aplicação é efetuada. Ou seja, esse rendimento não está atrelado a nenhum indicador, mais indicado para os momentos em que os juros tendem a cair, como forma de garantir que o investidor será remunerado com base em uma taxa atual mais alta.
Indexados à inflaçãoOs títulos indexados à inflação unem as características dos prefixados e do pós-fixados, por isso também são conhecidos como híbridos. Nesse tipo de CDB o investidor recebe uma parte do retorno como pós e a outra parte como prefixado. Por exemplo, um título que oferece um rendimento de 5% a.a de juros prefixados que serão somados ao percentual da SELIC ou do IPCA.

​Vale ressaltar que para acertar na escolha do tipo de título, o investidor deve, além do cenário econômico, entender seu perfil, a finalidade e o prazo da aplicação.

Como é o cálculo da rentabilidade líquida do CDB?

O conceito de rendimento líquido do investimento é essencial para conseguir tangibilizar o retorno real com determinada aplicação. Já que, em muitos casos, a rentabilidade bruta pode ser apenas aparência, pelo fato dos impostos que serão incididos sobre a aplicação, no caso do investimento em CDB: Imposto de Renda e o Imposto sobre Operações Financeiras. Entretanto, calcular a tributação dos CDBs é algo bastante simples:

Primeiramente, ocorre a incidência do Imposto de Renda, direto na fonte, sobre os rendimentos, correspondente aos percentuais indicados na tabela abaixo:

22,50%até 180 dias (até 6 meses)
20,00%181 a 360 dias (entre 6 meses e 1 ano)
17,50%361 a 720 dias (entre 1 ano e 2 anos)
15,00%acima de 720 dias (acima de 2 anos)

Além disso, existe a incidência regressiva do IOF- Imposto Sobre Operações Financeiras, mas somente nos casos de resgate antes de 30 dias, após esse prazo não ocorre mais a incidência do IOF.

Vale ressaltar, que por conta disso, é muito importante planejar seus investimentos de acordo com a incidência desses impostos, optando sempre por prazos mais longos, e com isso protegendo as vantagens da sua aplicação em CDB .​

Por que vale a pena aplicar em CDB?

Os melhores CDBs são aqueles com maior prazo de vencimento, pois com isso oferecem um retorno maior e a alíquota do Imposto de Renda será menor. São CDBs com pelo menos 2 anos até o vencimento. Dessa maneira, vale a pena aplicar no CDB se você não pretende resgatar a quantia aplicada tão cedo, permitindo que o valor investido gere rendimentos razoáveis e que as taxas que incidem no momento do resgate não comprometam os seus lucros.

​Para quem precisa investir para o curto prazo, ou seja, quer ter a possibilidade de resgatar o dinheiro a qualquer momento, é importante comparar se a taxa do CDB será mais vantajosa do que a da poupança.

Recapitulando algumas das principais vantagens da aplicação em CDB:

Segurança – o principal risco que todo investidor teme é o risco de crédito, ou seja, se a instituição financeira contratada terá a capacidade de devolver o capital investido. Há dois aspectos a serem considerados quando falamos em segurança. Sobre a origem do título: se oriundos de instituições financeiras privadas, existe o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF, no caso de falência da instituição associada ao FGC; ou, se oriundos de instituições públicas, apesar de não contar com o fundo acima, conta com a garantia do governo federal, cujo risco de insolvência é muito baixo, além de ser um bom pagador aos investidores e ter recursos para honrar tais compromissos;

Previsibilidade – na medida em que é possível saber a rentabilidade a ser auferida no futuro, pode o investidor planejar-se e estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazos;

Alta liquidez – tendo em vista o conceito básico de liquidez como sendo a facilidade de converter o ativo em dinheiro, ter uma aplicação em CDB representa ter disponível o dinheiro investido quase que imediatamente na maioria dos casos.

​Gostou das vantagens de aplicar em CDBs, mas ainda não se sente seguro para fazer por conta própria? Saiba que você pode contar com o apoio da Magnetis para analisar seu perfil como investidor e facilitar todo o processo de investimento,além de garantir aplicações com mais rentabilidade, ao permitir seu acesso a uma grande diversidade de instituições financeiras.

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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