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As armadilhas do cérebro que te impedem de alcançar seus objetivos

Viver de renda, viajar pelo mundo e ter a casa dos sonhos são objetivos financeiros que têm pelo menos um ponto em comum: quanto mais ousados eles forem, mais dinheiro eles exigem. E quanto mais dinheiro, a tendência é que eles levem mais tempo para serem alcançados. 

Essa situação esbarra diretamente na seguinte dificuldade do nosso cérebro: quanto mais distante uma meta estiver, mais difícil é manter o foco nela. 

Aliás, isso vale para qualquer outro desejo que dê um pouco mais de trabalho: aprender uma nova habilidade, se tornar especialista em uma área de atuação e o clássico perder peso.

Mas e se existisse uma forma de hackear o nosso cérebro para alcançarmos nossas metas financeiras?

Alguns pesquisadores já fizeram importantes descobertas nesse sentido. Tanto que já é possível usar esses conhecimentos para tornar o nosso caminho mais fácil.

A partir de agora, vamos entender quais são as principais armadilhas do nosso cérebro nesse sentido e como podemos lidar com elas de uma forma mais inteligente. Acompanhe!

1 – Imediatismo

A busca do prazer imediato é uma das principais barreiras para os seus objetivos mais distantes.

O psicólogo israelense Daniel Kahneman, autor do famoso livro Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar (2011), é uma das principais referências nesse assunto. Em seus anos de pesquisa junto com Amos Tversky, também psicólogo, ele chegou à seguinte conclusão:

Quando se trata de tomar decisões, nossa mente está dividida em suas partes:

  • Sistema 1: é mais rápido e reage às emoções;
  • Sistema 2: é mais lento e 100% racional.

Esses dois sistemas trabalham continuamente em conjunto e nos guiam em todas as nossas decisões, desde as mais simples até as mais trabalhosas.

O conflito acontece quando o nosso Sistema 1 age buscando o prazer imediato (ou o alívio daquilo que incomoda) e o Sistema 2 diz que essa não é a melhor escolha. 

Quando se trata de escolher entre satisfação agora e satisfação no longo prazo, a maioria das pessoas escolhe o que está mais perto e mais fácil.

Outro livro famoso sobre o tema é Nudge: Como Tomar Melhores Decisões sobre Saúde, Dinheiro e Felicidade (2008). 

Na obra, os autores Richard Thaler e Cass Sunstein até comparam o nosso Sistema 1 com o personagem Homer Simpson, que está sempre em busca da satisfação imediata e do menor esforço possível, mesmo que as consequências sejam claramente ruins.

2 – Não relacionar causa e consequência

Esse é um ponto que também foi explorado por Thaler e Sunstein. Os autores dizem que quanto mais distante uma consequência estiver de uma ação, mais difícil é fazer a escolha certa.

O exemplo usado por eles é o das pessoas fumantes. Elas sabem que o hábito traz sérios riscos à saúde, mas como os efeitos não vêm logo depois do ato de fumar, a mente não cria uma relação direta entre esse hábito e os danos à saúde.

A mesma coisa acontece com o benefício de poupar dinheiro para objetivos de longo prazo: você está guardando dinheiro hoje para poder ter tranquilidade amanhã.

Só que a sua mente não consegue estabelecer uma relação tão direta entre a ação e a consequência. É por isso que muitas pessoas não conseguem seguir adiante nesse propósito.

3 – Paralisia por análise 

Recebemos estímulos o tempo todo para tomar decisões, das mais simples às mais complexas.

Quer um exemplo rápido? O próprio título deste texto é um incentivo para que as pessoas o leiam diante das milhares de opções de conteúdo semelhante na internet.

Quando se trata de decisões mais simples (como escolher qual tipo de conteúdo você vai consumir) é muito bom ter diversas opções. Caso você sinta que uma não é suficiente, basta procurar outra que te atenda melhor.

Porém, no caso de decisões mais complexas, ter muitas opções é algo que mais atrapalha do que ajuda. Não é à toa que boa parte das decisões sobre dinheiro são desse segundo tipo.

Segundo Thaler e Sunstein, quanto menos experiência temos na hora de fazer uma escolha e quanto mais opções estão disponíveis, mais difícil fica chegar a uma conclusão sobre o que fazer. Dessa forma, uma grande quantidade de opções para uma escolha importante pode levar à paralisia.

Com os investimentos, não é diferente. Uma pessoa que descobre que existem formas de fazer seu dinheiro render mais fica muito otimista quando descobre que essas ferramentas estão ao seu alcance.

No entanto, quando ela se depara com as milhares de opções disponíveis, ela pode travar. Veja o exemplo a seguir:

Existem mais de 20 mil tipos de investimento no mercado. Este aqui é um exemplo de classificação só do universo dos fundos de investimento feita pela Anbima

4 – Medo de perder

As  pessoas  são muito  mais sensíveis a  estímulos negativos. No meio acadêmico, esse conceito no meio acadêmico é conhecido como aversão à perda

Kahneman e Tversky estudaram o fenômeno mais de perto e chegaram a uma conclusão que, resumidamente, é a seguinte:

A dor da perda é duas vezes maior do que a satisfação do ganho

Quando essa lógica é trazida para os investimentos, conseguimos observar o seguinte: algumas pessoas ficam paralisadas não pelo excesso de opções, mas por alguma memória de perda.

No Brasil, as pessoas que viveram o período de confisco da poupança nos anos 1990, por exemplo, têm muito medo de investir o seu dinheiro.

Não é à toa que a ideia da renda fixa é super atraente: investimentos que superam a inflação e têm retorno garantido.

5 – Excesso de confiança

O otimismo sem embasamento também pode ser bastante perigoso para quem precisa fazer escolhas importantes.

Não entender completamente os riscos e tomar decisões precipitadas é tão prejudicial quanto a paralisia por análise. 

Imagine aquela pessoa que resolveu investir em aplicações arriscadas depois de assistir vídeo na internet ou acreditar em propagandas que prometem enriquecimento rápido ou garantem rentabilidade.

Há um grande número de casos em que as pessoas tomam más decisões, as quais poderiam ter sido evitadas pela análise de informações de maneira cautelosa, mas só isso não basta.

6 – Busca constante pela perfeição

Em 2002, um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology comparou os níveis de felicidade de dois grupos distintos de pessoas:

  • Maximizers: pessoas que sempre buscam a perfeição em seus resultados;
  • Satisficers: pessoas mais satisfeitas e mais tolerantes a erros.

Para estabelecer essa classificação, eles criaram um questionário para medir o nível de contentamento dessas pessoas com as próprias escolhas (uma versão simplificada do questionário está aqui neste link).

De forma bem resumida, as pessoas maximizadoras apresentam níveis de estresse maiores do que as pessoas satisfeitas. Isso porque elas ficam mais ansiosas antes de tomar decisões e se lamentam mais por uma escolha equivocada.

Ainda segundo o estudo, a ansiedade gerada pelo excesso de opções atrapalha as escolhas importantes dos dois grupos. No entanto, essa ansiedade acaba somada à pressão que as maximizadoras já exercem sobre si mesmas para obterem os melhores resultados. 

Nesse sentido, o excesso de autocobrança também atrapalha bastante na hora de tomar decisões.

7 – Efeito manada

Os seres humanos são criaturas sociáveis, que precisam uns dos outros. Isso acontece no início da vida, quando dependemos 100% de outras pessoas para necessidades mais básicas.

Ocorre também durante o nosso desenvolvimento, quando buscamos aprovação social por meio da inclusão em diferentes grupos. Essa busca por aprovação social é o que gera o chamado efeito manada.

Por mais que as pessoas tenham experiência ou convicção nas escolhas que fazem, tomar uma decisão de acordo com o que as outras estão fazendo é visto como uma forma de não ficar para trás.

O mercado financeiro é um grande laboratório para o efeito manada. Os preços dos investimentos só deveriam mudar diante de informações que afetam o seu valor de forma imediata.

Alguns exemplos são a queda no lucro de uma empresa, um acidente que paralisou a produção, e assim por diante. Na prática, porém, acontece o contrário.

Vamos usar o investimento na bolsa de valores como exemplo: as oscilações não podem ser atribuídas de forma objetiva a um determinado fator, tudo é uma combinação de causas.

Além disso, parte dessas causas também são meras interpretações sobre questões incertas, que podem ocorrer ou não. No entanto, os investidores buscam antecipar eventos e fazem negócios com base em projeções que nem sempre se realizam.

Não bastasse essa questão, eles também se guiam pelo que o restante do mercado está fazendo. Assim, mesmo que todos os fatores estejam a favor de uma ação, ela vai desvalorizar se todo o mercado estiver vendendo.

8 – A grama do vizinho

Um ponto que Thaler e Sunstein reforçam é a maneira distorcida como nos enxergamos em relação às outras pessoas.

Temos uma tendência a acreditar que certas pessoas são mais inteligentes que nós ou que elas guardam algum segredo que é a chave para o sucesso.

Não é à toa que muitas pessoas caem em promessas de ganhar dinheiro rápido, investimentos com rendimento de mais de 1% ao mês e assim por diante, mesmo quando todos os sinais mostram que isso não é possível.

Como fugir das escolhas ruins?

A teoria econômica clássica diz que as pessoas só tomam decisões racionais, buscando sempre o melhor equilíbrio entre o uso dos seus recursos o os resultados obtidos.

Porém, os trabalhos dos pesquisadores citados aqui já provaram que isso caiu por terra.

Aliás, você também já deve ter experimentado isso na prática: basta se lembrar daquela vez em que você fez uma compra completamente equivocada por causa de uma propaganda.

As pessoas do mundo real têm dificuldades simples, como lembrar de aniversários, comprar só o que precisam para viver com conforto e evitar ficar de ressaca em dias de semana.

Estamos todos condenados a tomar decisões ruins de investimento? Não necessariamente.

Uma vez que você conhece as principais armadilhas do cérebro contra nossos objetivos de longo prazo, pode criar suas próprias estratégias para combatê-las ao tomar suas decisões.

Refletir sobre esses pontos é o primeiro passo para fazer escolhas mais conscientes e que gerem o resultado que você deseja.

Bônus: como alcançar seus objetivos financeiros

O segredo do sucesso está na forma como você lida com as suas finanças pessoais. Paul Samuelson, o primeiro americano a receber o prêmio Nobel de Economia, em 1970, disse certa vez que investir deve ser algo “tão emocionante quanto ver a grama crescer”.

E é exatamente esse o espírito. Se você quer conquistar um futuro melhor, não há outra alternativa a não ser o trabalho duro, tanto para ganhar o seu dinheiro, quanto para driblar o impulso de se desviar do seu propósito.

E se você precisar de ajuda com os seus objetivos financeiros, a Magnetis está aqui justamente para isso. Somos uma gestora de investimentos digital que oferece uma abordagem 100% nas suas metas.

Assim, fica muito mais fácil escolher as melhores opções de aplicação para você e permanecer firme investindo no que realmente importa. Confira aqui como podemos te ajudar!

Andressa Siqueira, CEA

É economista e especialista de investimentos na Magnetis.

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