Como aumentar o poder de compra do colaborador sem mexer no salário?

por Juliana Volpe | 17/01/2019

aumentar o poder de compra do colaborador

Aumentar o poder de compra do colaborador é uma maneira de a organização não só melhorar a qualidade de vida de seus funcionários, como potencializar a própria produtividade. Ainda assim, isso não significa que a empresa precisa elevar os salários de forma geral para conseguir esses benefícios.

Na verdade, quando se trata de melhorar a vida financeira, uma pessoa não precisa obrigatoriamente ganhar mais, já que gastar menos pode ser o caminho mais curto para se sair das dívidas. Desse modo, se a empresa ajuda o colaborador a lidar com as finanças, ele passa a usar o dinheiro de um jeito eficiente, o que contribui para o aumento do poder de compra.

Confira, em seguida, algumas razões pelas quais investir em educação financeira é uma estratégia que pode ser vantajosa tanto para o negócio quanto para o colaborador.

Por que aumentar o poder de compra do colaborador?

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que cerca de 63 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Mais do que uma simples estatística, tal dado demonstra que o poder de compra das pessoas está bastante prejudicado, afinal, se os indivíduos sequer conseguem pagar dívidas, muito menos eles podem adquirir novas mercadorias.

Em geral, a inadimplência é causada por falta de planejamento financeiro, o que inclui a não elaboração de um orçamento individual ou doméstico. Com isso, a pessoa passa a gastar mais do que podia e, no decorrer do tempo, não consegue pagar todas as contas. Além disso, a performance do trabalhador no emprego tende a diminuir, devido às preocupações com a falta de dinheiro.

Assim, a educação financeira empresarial age justamente para reverter esse quadro, ao possibilitar que o colaborador aprenda a gerenciar o próprio orçamento e, dessa forma, tenha sobra de recursos todo fim de mês.

Quais são os benefícios dessa prática para o colaborador?

Quando a pessoa começa a gerenciar o dinheiro de modo eficiente, ela passa a colher os frutos dessa atitude. Confira, na sequência, alguns desses resultados.

Melhora da qualidade de vida

O efeito do desequilíbrio financeiro ocorre quando o colaborador não consegue pagar as dívidas, passa a ter o “nome sujo”, recebe ligações de cobrança etc. Essas situações normalmente geram angústia, ansiedade, depressão, entre outros problemas.

Ao contrário, se ele consegue fazer os pagamentos em dia e tem hábitos de consumo saudáveis, a tendência é de que alcance uma qualidade de vida maior, já que terá menos preocupações quanto à falta de dinheiro.

Redução de estresse e preocupações financeiras

Passar dias ou meses endividado gera desconforto físico e mental no colaborador, o que o torna bastante estressado em casa e no trabalho. Quando consegue resolver as pendências financeiras, ele se acalma e passa a ser mais produtivo na empresa.

Conquista de objetivos e metas

Quando o colaborador não se planeja ou está em uma situação de dívidas, é como se fosse um balde furado. Afinal, o dinheiro nunca sobra no final do mês, logo, ele não consegue formar uma reserva de emergência nem uma poupança. Já quando consegue colocar as contas em dia, por meio da educação financeira, a situação muda bastante.

Nesse processo, a realização do orçamento ajuda muito, porque, às vezes, descobre-se um gasto supérfluo que não era percebido, e, depois do planejamento, o indivíduo nota que é possível poupar o valor desperdiçado, por menor que seja essa quantia.

Ao desenvolverem o hábito de economizar, as pessoas passam a ter maior gosto por isso. Desse jeito, o poder de compra do colaborador aumenta e ele tem mais condições de concretizar objetivos e metas.

Aumento do patrimônio

Depois de colocarem as contas em dia, criarem um fundo de emergência e terem uma quantia para investir, seus colaboradores poderão direcionar esforços para criar patrimônio.

Nesse sentido, algo que pode ajudar bastante é ter um parceiro na escolha de ativos de acordo com o perfil de risco do indivíduo. Hoje, existem vários ativos que cobrem a inflação ou que fazem perder o poder de compra, seja em ações ou renda fixa.

Muitas vezes, as pessoas optam pela poupança, embora existam outras opções mais tranquilas e com o mesmo risco. Assim, o ideal é ter uma carteira de ativos balanceada e diversificada. Com a educação financeira, a pessoa passa a entender esses aspectos e, então, começa a tomar decisões mais vantajosas.

Quais são os benefícios para a empresa?

Quando o colaborador aprende a lidar com o dinheiro, os pontos positivos dessa mudança de atitude não se refletem só na vida dele, mas também na organização em que trabalha. Veja, abaixo, algumas dessas vantagens.

Aumento da satisfação do colaborador

Quando passa a ter um orçamento e, então, consegue gastar menos do que ganha, o funcionário percebe uma mudança positiva na vida financeira. Nesse caso, o poder de compra do colaborador aumenta, e ele tende a se sentir mais satisfeito no trabalho.

Melhora no clima organizacional

Você já ouviu o ditado segundo o qual uma batata podre pode estragar todo o saco? Pois é, um colaborador com problemas por causa do dinheiro pode atrapalhar bastante o clima organizacional, seja num setor, seja em toda a empresa.

Por isso, quando o estresse financeiro do colaborador é eliminado, ele passa a interagir com os colegas de modo mais tranquilo, o que contribui para a melhoria das relações no trabalho.

Redução do absenteísmo

Se sofre por causa de dinheiro, o colaborador pode faltar devido a problemas de saúde ou até por tentar buscar renda extra em outro local. Uma vez resolvidas as questões financeiras, ele tem maior disposição para ir ao trabalho, o que reduz o absenteísmo.

Como aumentar o poder de compra do colaborador?

Uma organização é um sistema aberto, que influencia e sofre interferências do meio externo. Logo, não se pode ignorar que a vida pessoal do funcionário vai afetar o desempenho dele no trabalho.

Por isso, ao oferecer educação financeira na empresa, a organização contribui para aumentar o poder de compra do colaborador e melhorar a qualidade de vida dele. Se tal política for avaliada em termos do conjunto de funcionários, os ganhos para o negócio são significativos.

A Magnetis, por exemplo, aborda em palestras empresariais como a realização do orçamento pode ajudar no controle das dívidas. Muitas empresas têm realizado palestras internas como forma de engajar os colaboradores nesse sentido, com temáticas como fazer um orçamento ou como escolher ativos corretos.

Algo que ocorre bastante quando a Magnetis lida com os colaboradores das empresas é a questão de pagamentos antecipados. Há casos em que a pessoa não tem a capacidade de investir, mas ela pode pagar antecipado algumas compras e obter descontos dependendo da empresa, acarretando no aumento do poder de compra do colaborador.

Por que ajudá-lo a começar a investir?

Às vezes, o colaborador escolhe um tipo de ativo que, sem a orientação correta, pode prejudicar o poder de compra dele. Por isso, é importante que ele receba a orientação financeira adequada para tomar as próprias decisões.

Com o passar do tempo, o funcionário adquire o hábito de poupar e começa a construir um patrimônio que garantirá o futuro dele e da família. Ao ter essa segurança como aliada, a tendência é de que ele venha a se queixar menos no trabalho devido a problemas financeiros.

Gostou dessas dicas sobre o poder de compra do colaborador?  Quer saber mais sobre como a sua empresa pode ajudar os seus colaboradores em seus desafios financeiro? Entre em contato com a Magnetis e obtenha todos os detalhes desse serviço!

Juliana Volpe é Gerente de Negócios na Magnetis.

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