Banco digital: qual é o melhor? Conheça os principais e saiba o que eles oferecem

por Mariana Congo | 18/07/2019

bancos digitais
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Os bancos digitais estão crescendo e ganhando cada vez mais clientes no Brasil. Eles vieram para suprir com tecnologia e eficiência um mercado que sofria com a burocracia nos grandes bancos. Por isso, eles estão mudando a forma como muitos cuidam de suas finanças pessoais.

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Neste post, você vai ver o que diferencia um banco digital de um banco tradicional e vai saber como a tecnologia está facilitando a sua vida nesse segmento.

Também vai ver uma lista dos principais bancos digitais no Brasil e quais serviços eles oferecem. Aproveite a leitura!

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O que é um banco digital?

Um banco digital é uma instituição que não oferece atendimento presencial. Também são chamados de bancos virtuais ou bancos 100% online.

Da abertura da conta bancária ao esclarecimento de dúvidas, todas as necessidades dos clientes podem ser resolvidas pelo computador ou aplicativos. Sem fila, sem burocracia e sem precisar sair de casa.

São novas propostas – algumas ainda em consolidação – que estão em busca de resolver problemas como tarifas elevadas, falta de transparência, conflito de interesses, entre outros.

O objetivo é ter mais agilidade no atendimento e, assim, atingir um número maior de consumidores. Os principais serviços que um banco digital oferece são:

  • conta-corrente digital sem tarifa;
  • cartão de crédito, em muitos casos sem anuidade;
  • investimentos;
  • seguros;
  • consórcios;
  • empréstimos.

Qual é o melhor banco digital?

Como você verá a seguir, existem dezenas de opções quando se fala em banco digital.

Uma vez que a tarifa zero já é uma realidade para os clientes dessas empresas, outros critérios pesam na escolha. Os principais são:

  • atendimento: o banco oferece um serviço compatível com a sua necessidade? Você prefere atendimento por telefone ou quer resolver tudo por chat? Existem alternativas para os dois casos;
  • tipos de pagamento: em alguns bancos digitais é possível cadastrar débito automático e pagar guias de impostos, como IPVA, IPTU e DARF. Outros, porém, ainda não oferecem esses serviços;
  • funcionalidades do aplicativo: os bancos que oferecem a melhor interface estão saindo na frente na conquista de clientes;
  • parcerias e serviços adicionais: há bancos digitais que oferecem dinheiro de volta na compra de produtos em lojas parceiras, o famoso cashback.

Por isso, o melhor banco digital é aquele que oferece o serviço mais adaptado às suas necessidades.

Quais são os principais bancos digitais do Brasil?

Agibank

Foi fundado como Agiplan em 1999, no Rio Grande do Sul. A partir de 2010, especializou-se em crédito consignado e, no ano seguinte, recebeu autorização do Banco Central para montar sua financeira.

Em 2013, passou a oferecer conta-corrente e cartão de crédito com bandeira MasterCard.

Com forte investimento em soluções de pagamento, o banco atingiu a marca de 1 milhão de clientes em 2018 e tem planos de lançar ações na bolsa.

Banco Inter

Com um aplicativo para realizar todas as transações, o Banco Inter é isento de tarifas, mesmo para transferências e saques na rede 24h.

Um diferencial é o depósito com boleto, em que, para depositar uma quantia em sua conta, basta gerar um boleto no próprio aplicativo e pagar em qualquer casa lotérica.

Tem cartões de crédito e débito internacionais sem custo adicional e também oferece os mesmos serviços para pessoa jurídica, sendo outra alternativa para PMEs.

Veja mais: Testamos o Banco Inter! Confira se a conta digital vale a pena

Banco Original

O Banco Original é uma das primeiras instituições a oferecer um serviço completamente digital, com a disponibilidade de cartão múltiplo (com as funções crédito e débito), e um gerenciador financeiro integrado à conta.

No entanto, não é gratuito — a isenção de tarifas só ocorre caso o cliente invista R$ 100 mil com o banco.

Assim como a Neon, é preciso baixar o aplicativo do Banco Original para abrir a sua conta.

C6 Bank

O C6 Bank é uma instituição fundada por ex-sócios do banco BTG Pactual. É focada em clientes do segmento premium. Oferece conta digital, cartões de crédito e débito, empréstimos, investimentos, dentre outros serviços bancários.

Veja mais: Testamos o C6 Bank! Confira uma análise completa! 

Mercado Pago

Plataforma de pagamentos online do Mercado Livre, empresa que ficou famosa pela revenda digital de produtos.

O serviço financeiro foi lançado em 2019 e oferece pagamento por aproximação, empréstimos e maquininhas de cartão para lojistas.

Neon

Para ter uma conta na Neon, basta baixar o aplicativo em seu celular e seguir os passos indicados de maneira simples e gratuita.

Não é necessário aprovação de crédito. A conta é ativada quando o cliente deposita os primeiros R$ 25.

A instituição oferece um cartão de débito internacional. Também oferece um aplicativo de gestão financeira e serviços para empresas (pessoa jurídica), sendo uma alternativa para micro e pequenos empresários (PMEs).

Nubank

O Nubank é uma startup criada em 2013 que, inicialmente, oferecia apenas um cartão de crédito sem anuidade. A fintech lançou sua conta digital no final de 2017, a NuConta, e caminha para se transformar em um banco.

Veja mais: RDB da NuConta vale a pena? Entenda a diferença

PagSeguro

A empresa, que começou como meio de pagamento eletrônico, tem atuação focada em micro e pequenas empresas (PMEs). Oferece conta digital e máquinas de cartão de crédito e débito.

Sofisa Direto

O grande diferencial do Sofisa Direto é a possibilidade de investir a partir de R$ 1 em qualquer modalidade de aplicação de renda fixa oferecida pelo banco.

O Sofisa Direto oferece cartão de débito e até quatro saques gratuitos por mês na rede 24h.

Bancos digitais de grandes lojas

Não é de hoje que grandes redes de lojas já oferecem carnê, crediário e até cartão de crédito com marca própria.

No entanto, algumas também estão investindo em oferecer outros serviços financeiros para seus clientes. Confira!

Banco Renner

Fundado em 1981, o Banco Renner é especializado em crédito consignado e financiamento de veículos.

Em 2018, lançou a conta Soudigi+, uma conta digital que oferece cartão de crédito e débito, pagamentos, investimentos, consórcios e seguros. O pacote básico de serviços custa R$ 12,90 por mês.

Lojas Pernambucanas

A rede de lojas, que já possuía cartão de marca própria, lançou em 2019 a sua conta digital. Para abrir a conta, é necessário ir pessoalmente a uma das lojas e fazer o pedido.

A conta oferece a possibilidade de fazer pagamentos e transferências e é associada a um cartão pré-pago.

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Os saques podem ser feitos na rede Banco 24 Horas. Porém, os próprios caixas das lojas oferecem o serviço, além de receber depósitos. O pacote básico de serviços custa R$ 4,99 por mês.

Cacau Show

A rede de chocolates lançou o Cacau Pay em agosto de 2019. O objetivo é oferecer conta digital gratuita, transferência bancária, cartão de crédito e pagamentos.

Inicialmente, a plataforma de serviços financeiros é focada nos revendedores porta a porta da marca. A ideia, no entanto, é expandir os serviços para os franqueados e lojas próprias.

Bancos digitais dos bancos tradicionais

Preocupados com a concorrência, os bancos tradicionais também passaram a oferecer algumas alternativas no ambiente virtual. É possível ver:

  • Banco Bari (versão digital do Banco Barigui, especializado em crédito com garantia de imóvel); 
  • BB Digital (versão digital do Banco do Brasil);
  • BS2 (versão digital do antigo Banco Bonsucesso);
  • Conta Corrente Online (conta digital do Itaú). Antigamente, o banco tinha uma conta digital gratuita chamada iConta. Porém, ela foi descontinuada e substituída por uma versão paga;
  • Money Ex (iniciativa da Caixa Econômica Federal para criar um novo banco digital);
  • Next (banco digital do Bradesco). O banco também tinha uma conta gratuita, a Digiconta, que também foi descontinuada; 
  • Pag! (iniciativa digital do grupo Avista);
  • SuperDigital (conta corrente digital do Santander).

Shadow banks

Algumas instituições que oferecem serviços bancários no  Brasil não precisam de licença do Banco Central para operar.

Esse tipo de sistema é conhecido mundialmente como shadow banking (banco sombra, em inglês) e é um importante meio de inclusão financeira.

No Brasil, alguns exemplos de shadow banks são:

  • Avante: fintech que oferece serviços para micro e pequenas empresas (PMEs), como microcrédito e maquininha para cartão;
  • Banco Maré: banco digital voltado para pessoas que vivem em comunidades carentes no Brasil. Oferece cartão pré-pago e tem uma moeda própria, a Palafita, baseada em tecnologia Blockchain.

Quais são os maiores bancos digitais do mundo?

Não é só no Brasil que os bancos 100% online estão sacudindo a concorrência. Confira aqui as principais fintechs desse segmento pelo mundo:

1 – N26 Bank

O banco alemão é o primeiro e maior de sua categoria na Europa. Assim, como o Nubank, ele nasceu como uma empresa de pagamentos e foi evoluindo até se tornar um banco. Em 2019, o banco N26 anunciou sua expansão para Estados Unidos e Brasil.

2 – Capital One

A americana Capital One também nasceu como empresa especializada em cartão de crédito e, com o tempo, se transformou em uma holding milionária.

Atualmente, é um dos 10 maiores bancos dos Estados Unidos, oferecendo serviços como empréstimos e conta básica de investimento (a chamada savings account)

3 – Neat

A fintech de Hong Kong é focada em pequenos empreendedores e startups. Permite contas em múltiplas moedas e pagamentos internacionais de forma integrada.

4 – Revolut

A fintech do Reino Unido alcançou o status de unicórnio em 2018. Atualmente, busca conseguir a licença bancária na Rússia e nos Estados Unidos.

Oferece possibilidade de fazer transações em 24 moedas diferentes, incluíndo criptomoedas. Por isso, é considerado umas das principais opções para quem viaja.

5 coisas que você precisa saber sobre os bancos digitais

1 – Ir à agência bancária não faz mais sentido

Quando foi a última vez que você precisou ir a uma agência bancária para realizar um depósito, transferência ou pagamento de contas?

Boa parte das pessoas que têm conta em banco utiliza o Internet Banking. Muitos também já adotaram os aplicativos em seu dia a dia.

A substituição da agência bancária física pelos bancos digitais é uma tendência global. Um estudo do banco americano Goldman Sachs feito em 2015 mostrou que um terço dos jovens entre 18 e 34 anos acredita que não vai precisar de um banco nos próximos cinco anos.

Metade desse grupo já vê as fintechs substituindo os bancos nos serviços mais utilizados.

2 – Banco digital é diferente de banco digitalizado

Plataformas digitais e canais interativos não são suficientes para converter uma instituição financeira em banco virtual.

É preciso atender a requisitos específicos e, essencialmente, oferecer um serviço que dispense totalmente a presença do cliente na agência bancária.

Do contrário, pode-se considerar que trata-se apenas de um banco digitalizado e não de um banco digital.

Para diferenciar os dois casos, a Febraban destaca três características principais dos bancos digitais:

  • processo não presencial: captura digital de documentos e informações do cliente e coleta eletrônica de assinatura;
  • canais de atendimento 100% eletrônicos: todas as contratações de produtos e consultas são feitas online ou por telefone;
  • resolução de problemas por múltiplos canais virtuais: já teve que resolver algum problema que começou com uma ligação e terminou com um e-mail ou mensagem de WhatsApp? Pois é, essa realidade é bastante comum nos bancos digitais.

3 – Bancos digitais promovem a inclusão bancária

Milhares de brasileiros ainda não têm conta em banco, nem mesmo poupança. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esse grupo de pessoas é de aproximadamente 55 milhões de pessoas.

O papel dos serviços financeiros que estão sendo desenvolvidos pelos bancos digitais é fundamental para reverter esse cenário.

Com uma proposta mais prática e acessível, esses negócios podem promover a inclusão bancária, viabilizando a utilização simplificada do dinheiro, o controle dos rendimentos, a poupança e até fazer investimentos.

Para os empreendimentos de alto impacto a perspectiva é igualmente vantajosa. Os desbancarizados não têm conta, mas têm dinheiro. E não é pouco!

O IBGE calculou que essa população tinha renda anual de R$ 665 bilhões, o equivalente ao PIB do Chile, na época do levantamento.

O Banco Digital da Maré, por exemplo, é um projeto que busca promover a inclusão no sistema financeiro da população da Comunidade da Maré, uma das maiores do Rio de Janeiro.

O serviço bancário é oferecido por meio de um aplicativo que transações bancárias como pagamento de contas e transferência de valores.

Apostando na tecnologia blockchain, o Banco Digital da Maré criou a moeda digital “palafita”, desenvolvida exclusivamente para uso na comunidade. Os usuários do serviço conseguem fazer compras no mercado local usando a criptomoeda.

4 – Bancos tradicionais estão investindo cada vez mais em serviços digitais

Os bancos tradicionais estão investindo cada vez mais em inovação, pois já perceberam que a transformação do sistema financeiro é inevitável.

A Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018, da Febraban, revela que em 2017 o setor financeiro investiu R$ 19,5 bilhões em tecnologia. Esse valor representa um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

Um item apontado pela pesquisa foi o maior ritmo de adoção de agências digitais, com atendimentos por meio de chats, telefone, e-mail ou videoconferência. O número dessas agências triplicou em relação a 2016: são 373 agências em 2017, ante 101 no ano anterior.

Com a revolução do setor financeiro, instituições bancárias convencionais estão criando seus próprios bancos digitais. Em 2017, por exemplo, o Banco do Brasil lançou o BB Digital e o Bradesco, o Next. Ambas são iniciativas que se enquadram no conceito de banco digital

5 – Bancos digitais já têm milhões de clientes

O número de clientes de bancos digitais já cresceu bastante no Brasil, apesar de a novidade ser relativamente recente.

Um deles é o Banco Original, criado em 2008 como Banco JBS. Em 2016, o Original lançou as operações como banco digital.

Outra instituição que se destaca pelo número de clientes é o Banco Inter. Depois de atuar por 23 anos como Intermedium, mudou de nome em 2017 e lançou ações na bolsa de valores em abril de 2018, tornando-se a primeira fintech listada na bolsa de valores brasileira, a B3.

A maior vantagem dos bancos digitais é a economia de tempo e de dinheiro, afinal muitos serviços já são gratuitos. Assim, você economiza na hora de usar os serviços e pode até investir seu dinheiro por meio dessas plataformas.

E você? Já tem conta em algum dos bancos digitais? Deixe aqui nos comentários a sua experiência. E se quiser saber mais sobre as opções de aplicações financeiras à sua disposição, baixe grátis o nosso Guia Completo sobre os Tipos de Investimento!

(Post originalmente publicado em abril de 2018)

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