Bem-estar financeiro no exterior: bom para colaboradores e empresas

por Tais Ruzzi

Os programas de bem-estar financeiro no exterior são uma pauta cada vez mais frequente e relevante, em busca da saúde financeira dos colaboradores a longo prazo. Para isso, novos métodos e orientações têm sido aplicados ao redor do mundo, com a proposta de ajudar os interessados a aprenderem a lidar com o dinheiro.

Este post mostra como as empresas de fora do Brasil tratam o assunto e como essa prática pode se tornar tendência também no cenário nacional. Confira!

O entendimento da realidade econômica

Talvez um dos aspectos mais complexos de serem entendidos, a autoavaliação da própria realidade econômica faz toda a diferença ao lidar com o dinheiro. Poucos param para pensar no que está a seu alcance e como isso reflete na forma de administrar as finanças pessoais.

Esse entendimento é possível a partir de um diagnóstico inicial, que pode apontar se, por exemplo, as despesas e os custos são compatíveis com os rendimentos. Afinal, há quem gaste mais do que ganha, o que naturalmente leva a uma situação financeira insustentável.

Há também quem não chegue a esse ponto, mas tenha de direcionar todo o salário para quitar dívidas, despesas, faturas de cartão de crédito e outros compromissos, sem que reste nada para uma reserva financeira. Por mais que permita cumprir as obrigações, claramente essa não é a maneira mais saudável de lidar com o próprio dinheiro.

O que a realidade econômica proporciona

Nas orientações de bem-estar financeiro no exterior, praticadas principalmente em países como os Estados Unidos da América (EUA), a prioridade é que os colaboradores saibam exatamente como se relacionam com suas finanças. Entender esse quadro — se gasta mais do que ganha ou se gasta tudo com dívidas — permite compreender o que precisa ser mudado.

O entendimento da realidade econômica é o primeiro passo para a definição de um plano de adequação. Só a partir disso é possível entender corretamente o status financeiro e passar a adotar práticas mais saudáveis. Assim, a realidade financeira é replanejada, de modo que se possa chegar a um momento de maior consciência sobre o dinheiro e sobre como ele é gasto.

A importância do planejamento

Essas políticas prezam pelo planejamento financeiro. Por mais que não seja um tema tão distante da realidade dos colaboradores, poucos dão o devido valor a ele. Muitos já refletiram, pelo menos uma vez, que se planejar é importante, mas quantos realmente já colocaram isso em prática?

É muito comum que as pessoas gastem seu dinheiro da maneira como as situações se apresentam. Pagam contas, gastam com lazer, compram o que precisam e o que desejam, tudo isso em ações quase automáticas. As consequências podem ser mais complicadas do que se imagina.

Durante os exercícios e as consultorias sobre o tema, os colaboradores são motivados a desenvolver um planejamento. Simplesmente colocar na ponta do lápis as despesas básicas, os gastos com supérfluos e tudo o mais que há em seus orçamentos.

A proposta é que eles entendam como a falta de planejamento e disciplina afeta a saúde financeira. Muitos deles nem mesmo pensam em uma reserva emergencial ou mesmo no direcionamento de capital para investimentos. No futuro, essa falta de cuidado pode ter consequências mais graves, além de provocar preocupação e estresse.

O reflexo do estresse financeiro no trabalho

O estresse financeiro é o principal problema que toda essa falta de cuidado e consciência financeira pode causar. Cada vez mais comum nos ambientes empresariais, esse quadro afeta o desempenho dos colaboradores.

O resultado pode ser mensurado e observado pela empresa: atrasos, faltas, diminuição de produtividade, problemas de relacionamento no trabalho e pedidos de empréstimo são alguns dos sinais que podem indicar o estresse financeiro. Nesse quadro, o colaborador tem um problema que se reflete diretamente em seu rendimento profissional.

As consequências são absorvidas pela companhia, que tem pessoas sem foco e concentração para executar suas tarefas. Por isso, os programas de bem-estar financeiro no exterior buscam educar os colaboradores lidando diretamente com baixa produtividade que atrapalha a estratégia da empresa.

A proatividade, nesse caso, tem papel fundamental para garantir que nada atrapalhe o desenvolvimento da companhia. Profissionais disciplinados têm total consciência de suas realidades financeiras e sabem lidar com o dinheiro e os compromissos de maneira certa.

Dessa forma, com menos preocupações e mais segurança, ameniza inquietações externas causadas por estresse financeiro. Assim, os colaboradores terão mais tranquilidade para se doar e manter o foco em suas obrigações no trabalho.

O que as empresas podem fazer a respeito

A tendência dos programas de bem-estar financeiro no exterior mostra como é fundamental falar sobre dinheiro no ambiente de trabalho. Por isso, cada vez mais essa prática é quase obrigatória para as companhias que se importam com a produtividade da equipe.

É fundamental trazer pessoas e empresas qualificadas para ajudar os colaboradores a entenderem melhor como lidar com o dinheiro. Esse trabalho busca orientar, solucionar dívidas e, de forma geral, educar financeiramente. Colaboradores que sabem administrar suas finanças têm menos propensão a entrar em um quadro de estresse financeiro.

Esses planos de orientação, naturalmente, têm um custo para a empresa e podem trazer o questionamento se realmente vale a pena pagar para que os funcionários aprendam a lidar com as finanças. Nesse contexto, é preciso lembrar que, sem orientação, a tendência é que eles cada vez mais tenham quadros de estresse, produzam menos e tenham custos para a companhia.

Portanto, investir nessa estratégia é apostar no desenvolvimento dos colaboradores. Quando eles têm mais consciência econômica, a tendência é que invistam mais até em si próprios. Dessa forma, há grandes chances de que se desenvolvam como profissionais e ofereçam mais no ambiente de trabalho.

Os programas de bem-estar financeiro no exterior já chegam ao Brasil, prontos para fazer a diferença nas companhias nacionais e nas estrangeiras que se instalaram por aqui. Adotar essa prática é uma atitude valiosa, que ajuda os colaboradores e intensifica a produtividade e os resultados nos negócios.

Seria ótimo se mais pessoas pudessem saber sobre esse assunto! Que tal, então, compartilhar este post em suas redes sociais? Assim, você ajuda a divulgar a importância do tema.

Tais Ruzzi é responsável pela Experiência do Cliente da Magnetis para Empresas e economista especializada em finanças pessoais.

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