O que é benchmark financeiro? Aprenda a usá-lo a favor dos seus investimentos!

por Mariana Congo

Acompanhar o rendimento das suas aplicações financeiras é muito importante para saber se você está no caminho certo para atingir seus objetivos. A comparação do desempenho dos seus investimentos com um índice de referência é uma das principais formas de fazer essa avaliação. Uma ferramenta que você pode usar nessa análise é o benchmark financeiro.

Um benchmark financeiro é um índice de referência usado para avaliar o desempenho de uma aplicação. Ele é uma ferramenta bastante usada por bancos e fundos de investimento.

Há, inclusive, fundos que buscam superar um determinado benchmark financeiro. Além da taxa de administração, eles também cobram uma tarifa adicional quando seu desempenho ultrapassa o do benchmark escolhido. Essa tarifa é a chamada taxa de performance.

Cada tipo de investimento deve ser comparado ao benchmark financeiro adequado, de acordo com o nível de risco que oferece. Neste post, veremos mais detalhes de como fazer essa comparação corretamente.

Por enquanto, tenha em mente que investir bem é um ato de respeitar seu perfil de investidor e buscar as melhores aplicações para os seus objetivo. Um benchmark financeiro é apenas uma forma de auxiliar nesse processo. Está pronto para começar?

Quais são os principais benchmarks do mercado?

Existem diversos benchmarks financeiros e cada um serve para acompanhar um grupo diferente de investimentos. Os principais benchmarks utilizados hoje no mercado brasileiro são:

  • taxa CDI;
  • taxa Selic;
  • Índice Bovespa;
  • indicadores de inflação;
  • taxa de câmbio.

Imagine que um investimento tenha tido um retorno de 10% ao ano. Observando apenas o resultado em si, é possível dizer se esse retorno é aceitável, muito bom ou muito ruim? A resposta é: depende.

Depende do tipo de investimento, do risco que o investidor aceitou correr para obter esse retorno e do desempenho de outras aplicações semelhantes.

É aí que o benchmark  financeiro entra em cena. Ele servirá como parâmetro para comparar o retorno dessa aplicação com um determinado indicador.

Se o investimento for de renda fixa, por exemplo, não faz sentido compará-lo com benchmarks do mercado de ações ou com a taxa de câmbio, pois tratam-se de níveis de risco diferentes.

A seguir, veremos como usar corretamente os benchmarks na análise de aplicações financeiras.

Quais benchmarks utilizar em investimentos de renda fixa?

Os principais benchmarks usados para avaliar investimentos em renda fixa estão relacionados à inflação e à taxa de juros. Conheça os principais:

CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é a principal referência para os investimentos conservadores. No Brasil, ele equivale a um investimento livre de risco.

O CDI é a taxa média dos empréstimos negociados entre os bancos. Essa taxa é formada diariamente durante as negociações entre essas instituições. É nela que os bancos se baseiam para calcular os juros de uma aplicação oferecida ao investidor.

Títulos privados como CDB, LC, LCI e LCA têm sua remuneração expressa como um percentual do CDI.

Isso significa que o banco que oferece a aplicação pagará a taxa CDI acumulada no período do investimento (100% do CDI), apenas uma parte dela (83% do CDI, por exemplo) ou um valor superior (120% do CDI, por exemplo).

Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia. Mas o que isso quer dizer? Voltemos ao CDI.

Diariamente, os bancos precisam de ativos para fazer as operações de empréstimos entre si. Para isso, recorrem também aos títulos públicos.

Quando os bancos negociam títulos públicos, a taxa de juros negociada é a que o governo pratica. Essa é a taxa Selic.

A Selic e o CDI são taxas que caminham muito próximas. A diferença é que o CDI será o parâmetro para os títulos privados de renda fixa, enquanto a Selic servirá para os títulos públicos, como os investimentos no Tesouro Direto, por exemplo.

Ptax

A Ptax é a variação do dólar frente ao real, uma taxa de câmbio. Ela é usada como referência para investimentos que têm seu lastro em moedas, como fundos cambiais.

Essa taxa é calculada pelo Banco Central com base na cotação do dólar à vista negociado no mercado ao longo do dia.

São feitas quatro medições para verificar o valor praticado em diferentes horários. A partir desses levantamentos é obtida a taxa média praticada pelo mercado cambial.

Indicadores de inflação

A inflação é o processo de alta generalizada e persistente dos preços. Esse processo, ao mesmo tempo em que torna os produtos mais caros, faz com que o dinheiro perca o seu poder de compra com o passar do tempo.

Para monitorar esse efeito sobre as aplicações financeiras, é possível indicadores de inflação como benchmarks. No Brasil, o principal deles é o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA).

Outra análise interessante sobre um investimento é o ganho real que ele proporciona. Esse cálculo é feito descontando a inflação do desempenho de um investimento. A diferença é o retorno que o investidor obteve de fato, sem o efeito corrosivo da inflação.

Esse é o principal motivo pelo qual o rendimento da poupança é ruim. Ele é calculado como um percentual da taxa de juros e, diferente de outras aplicações de renda fixa seguras, não protege o investidor contra a inflação.

Quais benchmarks utilizar em investimentos de renda variável?

A renda variável é caracterizada pelo comportamento imprevisível. Porém mesmo essas aplicações possuem referências que facilitam a avaliação do seu desempenho. Confira!

Ibovespa

O Índice Bovespa (Ibovespa) é o principal benchmark financeiro quando se fala de investimento em renda variável. Ele indica o desempenho de uma cesta de ações negociadas na bolsa de valores que representam as principais empresas do mercado.

Quando você ouve falar no noticiário que a bolsa subiu ou caiu, é da variação do Ibovespa que estão falando.

Índices setoriais da bolsa

Assim como o Ibovespa, há diversos outros índices de ações na bolsa. Eles agrupam as ações das empresas por algum segmento específico, como empresas do setor financeiro, empresas com ações mais negociadas, empresas com menor capitalização e assim por diante. Veja a seguir os principais deles:

  • Índice Brasil 50 (IBrX50): reúne as 50 ações mais negociadas na bolsa;
  • Índice Brasil 100 (IBrX100): traz as 100 ações mais negociadas da bolsa;
  • Índice Small Cap (SMLL): reúne as ações das companhias de menor capitalização;
  • Índice MidLarge Cap (MLCX): apresenta o comportamento das ações de empresas de maior capitalização;
  • Índice do Setor Industrial (INDX): mostra a variação média das ações mais representativas do segmento industrial;
  • Índice Financeiro (IFNC): também é um índice setorial, só que reflete negociações de ativos do segmento financeiro
  • Índice Imobiliário (IMOB): é outro índice setorial, associado às variações médias de ações de empresas do mercado imobiliário e da construção civil.

Como você observou, existem diversos benchmarks financeiros e cada um será útil para acompanhar um determinado tipo de aplicação financeira.

Porém, antes de olhar a rentabilidade de um investimento, o mais importante é avaliar se essa aplicação é adequada para o seu perfil de investidor e será capaz de atender os seus objetivos financeiros. O benchmark será apenas um auxiliar nesse processo de acompanhamento.

Agora que você já sabe melhor como usar o benchmark financeiro em seus investimentos, que tal seguir em sua jornada rumo às melhores aplicações financeiras?  Faça uma simulação gratuita e descubra como a Magnetis pode ajudar você a investir melhor!

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

O que é benchmark financeiro? Aprenda a usá-lo a favor dos seus investimentos!
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