Desafio Fintech: Como investir em Bitcoin e TUDO sobre criptomoedas

por Luciano Tavares

Se você não esteve vivendo em Marte nos últimos anos, com certeza ouviu falar no bitcoin.

O fenômeno se espalhou por todo o mundo, tornando-se o assunto obrigatório em dez entre dez conversas sobre tecnologia e futurologia.

Muitos alegam que é a maior invenção do homem desde a prensa de Gutenberg e irá transformar cada aspecto de nossas vidas. Outros, mais céticos, dizem que não passa de uma febre, uma bolha, uma paleta mexicana tecnológica.

A polêmica ganhou ainda mais força recentemente quando o valor de um bitcoin chegou a ultrapassar os US$ 16 mil, uma valorização de quase 2.000% somente em 2017!

Mas, afinal, o bitcoin vai de fato mudar o mundo? Ainda vale a pena "investir" em bitcoin?

Quando o assunto é tecnologia financeira, não poderia deixar de investigar a fundo para o Desafio Fintech. (Para quem não ainda não conhece, me propus o desafio de migrar todos os serviços financeiros tradicionais que utilizo para fintechs).

Assim, resolvi testar o bitcoin e descobri algumas coisas interessantes nessa jornada. Mas antes de compartilhar minhas conclusões, precisamos esclarecer alguns conceitos.

A breve história do bitcoin

A história da ascensão do bitcoin é tão intrigante que nem Tarantino seria capaz de conceber um enredo tão repleto de personagens misteriosos, reviravoltas, guerras entre facções, anarcocapitalistas e cibercriminosos. Se você duvidava que "a realidade é mais estranha que a ficção", o bitcoin o fará mudar de ideia.

O bitcoin começou oficialmente em outubro de 2008, quando um sujeito desconhecido publicou o artigo "Bitcoin: a Peer-To-Peer Electronic Cash System" sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. 

Nesse artigo, ele descreve um método através do qual seria possível registrar transações em um banco de dados compartilhado, sem a necessidade de uma entidade central para validá-las.

Por que isso é importante?

O banco de dados foi uma das maiores invenções da humanidade, que permitiu a organização e a expansão das primeiras grandes civilizações. Porém, todos os bancos de dados sempre dependeram de uma contraparte de confiança para garantir a integridade dos dados inseridos.

Quando você deposita dinheiro no seu banco, você confia que ele manterá seu saldo correto. O seu banco gasta literalmente centenas de milhões de reais todo ano para garantir que as transações realizadas são inseridas corretamente no banco de dados e que ninguém mais terá acesso para alterar essas informações.

Imagine o estrago que alguém faria se pudesse registrar qualquer transação no banco de dados do seu banco. "TED para pagar o aluguel? Deletada! Transferência de R$ 1 milhão para minha conta? Inserida!".

A genialidade do método proposto por Satoshi foi criar um banco de dados no qual qualquer pessoa pudesse registrar transações, que são inteiramente validadas por uma rede distribuída, sem a necessidade de uma entidade central. Essa rede usa códigos matemáticos para verificar essas operações, o que reduz a possibilidade de erros e fraudes.

O "banco de dados" utilizado para esse registro, conhecido como Blockchain, é essencialmente um grande livro-razão contendo todas as transações já realizadas em ordem cronológica. Cada transação possui um código único e não pode ser apagada ou cancelada, daí a confiabilidade dessas operações.

Não pretendo aqui me aprofundar em como funciona o Blockchain exatamente. Caso tenha interesse em conhecer mais, recomendo assistir esse vídeo explicativo (clique em "CC" para ativar a legenda):

Bitcoin é investimento?

Alguns meses depois do artigo, Satoshi publicou a primeira versão do software que criou a rede distribuída onde as primeiras unidades da criptomoeda bitcoin foram feitas. Inicialmente a novidade foi adotada por entusiastas, e gradativamente foi ganhando popularidade.

De acordo com as regras estabelecidas, qualquer pessoa com um computador poderia criar novos bitcoins.

Bastava ela contribuir para toda a rede, oferecendo a capacidade de processamento da sua máquina para verificar as chaves criptográficas e validar as transações registradas, um processo conhecido como mineração. Como recompensa, a pessoa recebia certas quantidades de bitcoin.

Uma característica importante do bitcoin é que existe um limite para a mineração de novas moedas. Seu protocolo determinou arbitrariamente que somente 21 milhões de bitcoins poderiam ser minerados. Isso significa que a oferta de bitcoins é pré-definida e finita.

A demanda, por outro lado, é ilimitada e depende da relevância que o bitcoin tiver no futuro. Se mais pessoas e empresas passarem a utilizar a sua rede no dia a dia, maior será a demanda pelo ativo.

A cotação do bitcoin, assim como a de qualquer outro item negociado livremente em mercado, é ditada basicamente pela oferta e demanda. Se a demanda for crescente e a oferta limitada, o preço tende a subir.

É isso o que tem acontecido nos últimos anos, à medida em que mais pessoas passaram a acreditar que a tecnologia será amplamente adotada e que, por isso, a demanda pela moeda será gigantesca.

A alta surpreendente do bitcoin tem levado muitos economistas a considerarem que o bitcoin é uma bolha. 

Veja a alta do bitcoin comparada com outras bolhas financeiras recentes:

Vale lembrar que o cenário de adoção em massa do bitcoin ainda não é uma realidade, mas apenas uma previsão. É possível que essa adoção seja muito inferior ao previsto, o que faria o preço do bitcoin cair. 

Essa incerteza explica a alta volatilidade do bitcoin, que somente nos últimos meses já chegou a cair 19% e subir 25% em um único dia.

Porém, à medida em que o bitcoin bate novos recordes de alta, a curiosidade das pessoas sobre as moedas virtuais aumenta.

Tanto que até o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dois órgãos reguladores do sistema financeiro no Brasil,  divulgaram notas alertando sobre os riscos desse tipo de investimento. 

Com enorme potencial de valorização, mas risco "tarja preta", é racional utilizar bitcoin como uma forma de investimento financeiro?

A boa e velha diversificação

Se você já acompanha a Magnetis, sabe que somos fortes defensores da diversificação  como ferramenta poderosa para gerar maiores retornos com menos risco.

É por esse motivo que nossas carteiras oferecem a maior diversificação entre os serviços de investimento tradicionais ou até mesmo os de outros robôs advisors.

Não buscamos somente os ativos com maior potencial de valorização isoladamente, mas também verificamos quais deles têm características verdadeiramente independentes. A partir daí, construímos combinações que produzem retornos mais estáveis.

As quantidades de cada ativo na carteira também são otimizadas para que o resultado final seja compatível com o perfil de risco do investidor.

Com o bitcoin, os mesmos princípios se aplicam caso o objetivo seja montar uma carteira que mira segurança e rentabilidade.

Portanto, a primeira pergunta que me fiz foi: como o bitcoin se comporta em relação aos demais ativos da minha carteira atual?

No gráfico a seguir, você vai ver como o bitcoin tem se comportado diante do investimento em ações da Bolsa de Valores brasileira, uma das aplicações tradicionais mais arriscadas do nosso mercado. 

bitcoin ibovespa

A primeira coisa que você vai notar é como a linha que mostra o comportamento do bitcoin oscila muito mais. Assim, houve momentos bastante felizes, mas também bem preocupantes para quem investiu na moeda virtual nesse meio tempo.

Note que o dia 18 de maio de 2017 (quando denúncias de corrupção contra o presidente da República repercutiram no mercado financeiro) foi o pior para o Ibovespa no período. As negociações na Bolsa até tiveram de parar por alguns minutos por causa do mecanismo de circuit breaker.

Porém, no caso do bitcoin, um desempenho negativo como aquele foi até pequeno perto de outros momentos de angústia mostrados no gráfico. Além, é claro, dos momentos de forte alta da moeda.

Outro detalhe interessante é que os momentos de alta ou de queda do bitcoin não estão relacionados aos da Bolsa brasileira. Ou seja, o bitcoin parece se comportar de forma independente dos outros ativos. No jargão financeiro, essa característica é conhecida como baixa correlação.

Calculando a correlação do bitcoin com os principais indicadores do mercado financeiro em um período de um ano, observamos os seguintes resultados:

O bitcoin possui uma correlação de:

  • -0.08 com o Ibovespa (índice referência do mercado de ações no Brasil);
  • 0.08 com o S&P 500 (índice de ações das maiores empresas dos EUA) em moeda brasileira;
  • -0.01 com o CDI (referência para investimentos conservadores no Brasil).

Quanto mais perto de 1 estiver a correlação entre dois ou mais ativos, mais eles tendem a “caminhar na mesma direção”. Ou seja: os mesmos fatores são capazes de afetar seus rendimentos.

Quando acontece o contrário e a correlação fica mais perto de - 1, significa que a ligação entre esses ativos não é tão forte (uma correlação 0 indica neutralidade).

Aqui vemos na prática uma lição importante sobre investimentos: se dois ativos sobem e caem juntos, comprá-los em conjunto produzirá pouco resultado. A diversificação só reduz riscos se os ativos tiveram correlação baixa ou negativa entre si.

Nesse caso, o bitcoin tem demonstrado um comportamento de baixa correlação com demais ativos e, portanto, com bom potencial de diversificação.

Daí, você deve estar se perguntando: "Quanto devo comprar?”.

Aqui a questão fundamental é entender a sua capacidade de assumir riscos. Um investidor conservador, por exemplo, não vai tolerar perdas e talvez devesse ficar de fora das criptomoedas. Na melhor das hipóteses, poderia investir um valor simbólico para conhecer melhor a tecnologia.

Já um investidor mais arrojado poderia ter um percentual um pouco maior de bitcoins em sua carteira, desde que reduzisse suas posições em ativos mais arriscados. Assim, seu portfólio de investimentos preservaria seu perfil de risco.

É importante sempre levar em conta que, como já mostrei anteriormente, a diversificação reduz o risco de perdas e aumenta as chances de ganhos.

Mas será que conseguimos melhorar ainda mais a diversificação de uma carteira com bitcoins e outras moedas virtuais?

Além do bitcoin

Por enquanto, comentei apenas sobre o bitcoin, a primeira e mais popular criptomoeda. Mas a realidade é que, assim como Satoshi lançou o bitcoin, qualquer pessoa também pode criar sua própria criptomoeda!

De fato, muitas outras pessoas já lançaram diferentes criptomoedas baseadas no blockchain. O site Coin Market Cap traz informações sobre nada menos do que 900 criptomoedas diferentes (!!!).

Uma plataforma alternativa que vem ganhando destaque é a Ethereum, que tem a própria criptomoeda, o ether. Diferente do bitcoin, ela oferece uma flexibilidade muito maior de uso. Além de registrar transações, ela permite também a execução segura de pequenos programas automatizados, conhecidos como "smart contracts".

Imagine que você queira comprar uma casa. Depois de fechar o negócio com o vendedor, o próximo passo é registrar que você se tornou o dono daquela propriedade.

O registro acontece quando você transfere determinado valor para o vendedor, um processo que depende da validação de diversos intermediários.

Na plataforma Ethereum, a transferência do imóvel pode ser automática. Nada de advogado, banco ou cartório.

Já existem milhares de aplicativos ("DApps") criados com base no Ethereum, desde cartórios, bolsas de valores, redes sociais, memórias virtuais, cassinos - todos eles descentralizados.

Além do Ethereum, há inúmeras outras criptomoedas com características particulares como a Ripple, especializada em remessas internacionais, ou a Monero que promete o anonimato em transações.

O ‘risco Orkut’ do bitcoin

E se alguma dessas moedas virtuais se mostrasse superior ao bitcoin e eventualmente roubasse o seu espaço?

Quem se recorda do ICQ ou do Orkut? Ambos foram ferramentas inovadoras e líderes na sua época, mas hoje não passam de uma vaga lembrança na história da internet. As pessoas não deixaram de interagir via chats e redes sociais, mas migraram para outras plataformas mais modernas.

Ao investir somente em bitcoin, você corre o risco de prever corretamente que o futuro será transformado pelas criptomoedas, porém errar na plataforma que vai liderar a revolução.

Claro que existe uma grande vantagem competitiva em se ter o maior número de usuários, o chamado efeito de rede. Mas não é impossível que essa rede migre para outra moeda caso alguma delas se mostre mais adaptada às demandas dos usuários.

E como se proteger desse risco?

Uma forma simples é diversificar também a carteira de criptomoedas. Ou seja, ao invés de comprar somente bitcoins, a estratégia seria montar uma cesta com várias moedas virtuais.

Caso alguma delas ganhe popularidade, você vai capturar a valorização em parte da sua carteira. O contrário também pode acontecer, com uma moeda tendo uma grande queda. Porém, uma carteira diversificada seria capaz de reduzir o impacto da perda.

Mas como montar essa cesta? Quais moedas comprar? Quanto comprar de cada moeda?

Há várias formas de se construir uma cesta de ativos. Para o Desafio Fintech, resolvi adotar como critério o valor de capitalização das moedas, ou seja, o valor total de todas as unidades emitidas de cada moeda.

Esse método, também conhecido como "market cap weighting", é utilizado nos principais índices de bolsa, como o S&P500 e o Ibovespa.

O site Coin Market Cap mostra a lista de todas as criptomoedas ordenadas por capitalização. Em 29 de junho de 2017, data em que construi a minha carteira, a lista era essa:

Moeda

Preço original
(em US$)

Valor de capitalização
(em US$ bilhões)

Bitcoin

2792,00

45,34

Ethereum

192,09

20,95

Ripple

0,16

7,34

Litecoin

44,80

2,32

NEM

0,16

1,53 

Dash

186,42

1,50 

Ethereum Classic

14,21

1,49 

Monero

43,91

0,74

Eu selecionei arbitrariamente as 8 criptomoedas de maior capitalização. Também dividi o dinheiro aplicado entre essas moedas de modo que elas tivessem peso na carteira equivalente ao seu respectivo valor de capitalização.

Dessa forma, o bitcoin, que tem a maior capitalização entre todas as moedas, também manteve maior peso na carteira. Em segundo lugar, veio o Ethereum e assim por diante.

Essa abordagem é também conhecida como gestão passiva, amplamente utilizada por ETFs.

Veja aqui como ficou a composição da carteira:

Moeda

Símbolo

Peso na carteira

Bitcoin

BTC

55,81%

Ethereum

ETH

25,79%

Ripple

XRP

9,04%

Litecoin

LTC

2,86%

NEM

XEM

1,89%

Dash

DASH

1,86%

Ethereum Classic 

ETC

1,84%

Monero 

XMR

0,91%

Como comprar e guardar moedas virtuais

Para comprar a cesta de criptomoedas, primeiro eu abri uma conta em uma bolsa de bitcoins aqui no Brasil. Existem várias opções como Foxbit, MercadoBitcoin, Bitcointoyou, FlowBTC e Bitcointrade.

O processo é bem simples. Basta fazer o cadastro online nessas plataformas e enviar o dinheiro via TED, seguindo as instruções do respectivo site. Assim que o valor for creditado, é só comprar os bitcoins (cujo símbolo é BTC) pela cotação daquele momento.

Note que as demais criptomoedas não são negociadas diretamente nas bolsas brasileiras. Portanto, o segundo passo foi realizar o mesmo processo de abertura de conta em bolsas de criptomoedas no exterior. Algumas das bolsas mais conhecidas são Poloniex, Bitfinex, Bittrex e Kraken.

O terceiro passo foi enviar os respectivos BTCs da bolsa brasileira para as bolsas internacionais. Por lá, troquei meus BTCs pelas demais moedas, completando assim a minha cesta.

Após realizar a compra nas bolsas, o último passo foi transferir as criptomoedas da carteira para uma opção segura de armazenagem.

Um alerta! Por questões de segurança não é recomendável manter suas moedas diretamente nas bolsas. Já houve inúmeros casos de bolsas que foram hackeadas e perderam as moedas dos seus clientes.

Existem alternativas mais seguras de armazenagem. Elas vão desde carteiras virtuais, como Xapo ou Coinbase, ou até mesmo carteiras físicas, offline.

Não se esqueça do Leão

A Receita Federal trata o investimento em moedas virtuais como a compra de um bem. Se você tiver R$ 1 mil ou mais em criptomoedas, elas deverão ser incluídas na sua declaração de Imposto de Renda (IR).

Além disso, o IR é cobrado sobre os ganhos de capital obtidos com a venda, mas apenas para valores acima de R$ 35 mil. A alíquota é de 15% sobre o lucro.

Um exemplo: suponha que, no ano passado, eu tenha comprado 10 BTCs cotados a R$ 10 mil cada (totalizando um investimento de R$ 100 mil). Se este ano eu vendesse esses mesmos bitcoins por R$ 20 mil cada, lucraria R$ 100 mil, mas teria de pagar R$ 15 mil para o Fisco. Resultado líquido do investimento: R$ 85 mil.

Resultados parciais

Depois de todo esse trabalho, agora resta acompanhar o desempenho da minha carteira. De 29 de junho até 30 de novembro de 2017, o comportamento foi o seguinte:

A rentabilidade da carteira foi extremamente alta, com destaque para bitcoin, Dash e Monero. Para ajudar na comparação, o Ibovespa teve um retorno de 15,64% nesse período. A performance do CDI foi de  3,54%.

Você agora deve estar se perguntando por que eu escolhi diluir o meu investimento entre diversas moedas, uma vez que eu provavelmente teria ganhado muito mais dinheiro se tivesse investido só em bitcoin por mais tempo.

A questão é: como saber, no momento em que eu fiz a minha aplicação, que essas moedas se comportariam dessa forma? E se tivesse acontecido algum imprevisto que tivesse derrubado a cotação do bitcoin?

Só porque um ativo teve maior performance do que o outro, não quer dizer que a estratégia de diversificação é ruim. Na verdade, qualquer carteira diversificada sempre terá um ativo cuja performance será melhor, por definição!

E, como já mencionamos, a diversificação é o princípio número um da estratégia que usamos para montar as Carteiras Magnetis. Se você quer saber mais sobre como ela funciona, basta responder a um questionário para definir seu perfil de investidor e montar gratuitamente o seu próprio plano de investimentos.

Ainda não temos bitcoins em nossas carteiras, mas usamos os mesmos princípios que eu comentei acima para, com segurança, obter a melhor rentabilidade de investimentos em renda fixa e renda variável.

A experiência de investir em uma cesta de criptomoedas foi fascinante, mas a aventura está apenas começando. No próximo post, vou contar sobre minha incursão no mundo dos ICOs, que podem ser comparados aos IPOs das empresas na bolsa de valores... aguarde! 

E você, o que acha? A alta do bitcoin é uma bolha ou apenas o começo de uma grande escalada? Comente abaixo!

Luciano

Luciano Tavares é fundador e CEO da Magnetis. Administrador de carteiras credenciado pela CVM e planejador financeiro CFP ®, tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

AVISO LEGAL: A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. O investidor não deve se basear nesses dados para tomar uma decisão de investimento.

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