Bolsa de Nova York: qual é a história e como investir?

por Luiza Caricati | 03/07/2019

Bolsa de Nova York: qual é a história e como investir?

A bolsa de Nova York é, de longe, a maior bolsa de valores do mundo. Para se ter uma ideia, o valor de mercado das empresas listadas lá chega a US$ 30 trilhões, enquanto, no mercado brasileiro, esse número alcança apenas US$ 1 trilhão.

Assim, cerca de 2.800 empresas, entre grandes corporações e empresas de alto crescimento, têm suas ações negociadas na bolsa de Nova York, também conhecida como NYSE (New York Stock Exchange).

Mas você sabia que, daqui do Brasil, é possível investir nas ações que são negociadas lá na NYSE?

Neste post, vamos explicar melhor o que é a bolsa de Nova York, como ela funciona, qual a sua história e quais são os caminhos possíveis para quem quer investir nos papéis que são negociados por lá. Acompanhe!

O que é a bolsa de Nova York?

Como dissemos, a NYSE é a maior bolsa de valores do mundo. Localizada em Wall Street, principal centro financeiro global, ali são negociadas, em média, 1,46 bilhão de ações por dia, correspondentes a um volume de US$ 170 bilhões.

As maiores corporações do mundo têm suas ações listadas na bolsa de Nova York. Por exemplo, a Coca-Cola, Bank of America, GE, IBM, Boeing, Nike e muitas outras. Existem empresas brasileiras que também abriram o capital no mercado americano, como a Vale e a Petrobras.

Dow Jones Industrial Average (DJIA)

O índice mais tradicional da bolsa de Nova York é o Dow Jones Industrial Average (DJIA), criado em 1896 por Charles Dow, então editor do The Wall Street Journal. Seu cálculo é bastante simples e se baseia na cotação das ações de 30 das maiores e mais importantes empresas dos Estados Unidos.

Quando foi criado, era mais limitado, com apenas 12 empresas. Sua pontuação inicial foi de 40,94 pontos. Apenas para fins de comparação, o Dow Jones fechou aos 26.062,68 pontos em 10 de junho de 2019.

Standard & Poor’s 500 (S&P 500)

Justamente pela simplicidade e abrangência restrita do DJIA, com o tempo houve a necessidade de criar outros índices que conseguissem fornecer um panorama melhor do mercado acionário norte-americano.

É nesse contexto que foi lançado o Standard & Poor’s 500, ou simplesmente S&P 500. Como o nome sugere, ele é composto por 500 ações, com pesos ponderados pelo seu tamanho de mercado, liquidez e representação de grupo industrial.

Qual a história da bolsa de Nova York?

A bolsa de Nova York foi fundada em 1792 por um grupo de 24 investidores que faziam negócios entre si. Nos primeiros anos eram negociados mais títulos do governo, embora houvesse papéis de algumas empresas, como é o caso do Bank of America.

Desde seu início, houve muitos altos e baixos, inclusive diversas quebrasA mais famosa aconteceu em 1929, no início da Grande Depressão.

Entretanto, esses eventos problemáticos serviram para aperfeiçoar a regulamentação do mercado, que ficou mais sofisticada e ganhou mecanismos de autoproteção.

Após os ataques terroristas às torres gêmeas do World Trade Center, em 2001, a NYSE permaneceu fechada por quatro pregões consecutivos, retomando os negócios em 17 de setembro.

Nesse dia, a bolsa recuou 7,1% e, após uma semana, tinha caído 14%. Estima-se que US$ 2,4 trilhões tenham sido perdidos nesses 5 dias de negociação.

Em 2006, a NYSE se fundiu com o grupo Euronext, criando a primeira bolsa pan-atlântica do mundo, o que deu início a um processo de fusões e aquisições com outros mercados do mundo.

A crise mais recente começou em 2008, quando a bolha do mercado imobiliário estourou. Isso contaminou o sistema bancário, gerando preocupações de que poderia haver um efeito dominó de quebras sistêmicas de instituições financeiras.

Algumas, de fato, fecharam as portas ou foram vendidas a preços simbólicos, como o Lehman Brothers e a Merrill Lynch.

Qual a importância da bolsa de Nova York?

Como maior bolsa de valores do mundo, a NYSE é o principal termômetro do humor dos investidores. Seu desempenho afeta as demais bolsas pelo globo.

Vamos dar um exemplo fictício, mas verossímil. Imagine que uma grande empresa brasileira divulgou resultados excelentes, acima das expectativas, e os investidores estão esperando que as ações daquela companhia vão subir no próximo pregão, refletindo os bons números.

No entanto, pouco antes da abertura da bolsa no Brasil, é divulgado um indicador nos Estados Unidos que mostra que o mercado de trabalho por lá está mais fraco do que se acreditava.

Com isso, os investidores começam a refazer as contas do quanto a economia norte-americana vai crescer e, consequentemente, do quanto as empresas podem lucrar.

Assim, naquele dia o mercado norte-americano pode cair e levar a bolsa brasileira, e de outras partes do mundo, consigo. Isso porque os Estados Unidos são o maior mercado consumidor do mundo e, se a economia norte-americana se enfraquece, os demais países também são afetados.

Obviamente esse é apenas um exemplo. E assim como a bolsa de Nova York pode puxar as demais para baixo, o efeito contrário também pode acontecer, o que ajudaria outras bolsas a serem impulsionadas.

Como investir na bolsa de Nova York?

Os brasileiros e brasileiras que têm interesse em negociar ações norte-americanas podem escolher dentre três opções:

Abrir conta em uma corretora nos EUA

Sim, uma pessoa de outro país pode abrir conta em uma corretora de valores nos EUA e negociar ações diretamente na bolsa de Nova York. No entanto, esse processo envolve uma burocracia razoavelmente grande e diversos gastos – que precisarão ser convertidos em dólar.

Nesse ponto, a menos que você tenha muito dinheiro ou algum motivo específico para abrir essa conta, pode não ser tão rentável quanto você imagina.

Aplicar em fundos que investem em ações no exterior

Existem diversos fundos oferecidos no mercado que têm ações e outros ativos estrangeiros na sua carteira. Essa é, certamente, uma opção para quem busca ganhar com a variação do mercado norte-americano.

Contar com uma gestão profissional é uma das grandes vantagens dos fundos de investimento, principalmente se você não tem tanta experiência em investir em investimentos de renda variável.

Fundos que investem em ações internacionais também podem ser uma ótima opção para quem tem interesse em diversificação de investimentos.

Isso porque a volatilidade de ações e outros investimentos de renda variável podem ser amenizados e equilibrados com ativos mais conservadores, mantendo o equilíbrio e uma rentabilidade mais estável.

Comprar ETFs que reproduzem os índices norte-americanos

ETFs, Exchange Traded Funds, na sigla em inglês, são fundos cujas cotas são negociadas na bolsa de valores. Na maioria das vezes, eles reproduzem a composição e desempenho de algum índice.

Na bolsa brasileira existem dois ETFs que reproduzem o S&P 500, que são o iShares S&P 500 (código IVVB11) e o It Now S&P 500.

Assim, por meio uma corretora, por exemplo, você mesmo pode comprar cotas desses fundos e aplicar em ações negociadas na bolsa de Nova York, sem nenhuma complicação, pelo próprio home broker.

Agora você já sabe como funciona a bolsa de Nova York e como investir em papéis negociados na NYSE, sem burocracia e sem precisar sair de casa. Aproveite para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto e aprenda a investir fora do Brasil a partir de apenas R$ 1 mil!

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