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Quer saber como funciona o BRAX11 e se vale a pena investir?

Com a taxa de juros na mínima histórica, a bolsa de valores nunca foi tão popular. Você quer aumentar os rendimentos de suas aplicações investindo em ações, mas não sabe por onde começar? É um consenso de que os fundos de índice (ETFs) são uma forma simples de aplicar no mercado de capitais. E uma das alternativas disponíveis é o BRAX11.

Os ETFs funcionam de forma parecida a de fundos de investimento em ações. Contudo, entre os seus diferenciais estão custos reduzidos e maior segurança. Quem aplica está investindo, na verdade, em uma cesta de ações, gerida de forma passiva.

Veja abaixo o que é e quais as vantagens e desvantagens de investir no ETF BRAX11!

análise de investimentos

O que é BRAX11?

O iShares IBrX Índice Brasil é um ETF que segue o desempenho do índice iBrX-100, que agrupa as 100 ações mais negociadas da bolsa. Suas cotas são diariamente negociadas na B3, como ações.

O fundo de índice foi lançado em 22 de fevereiro de 2010, é administrado pelo banco BNP Paribas e gerido pela Blackrock. A instituição financeira global é responsável por monitorar diariamente o ativo e realiza trocas de papéis da carteira, caso sejam necessárias.

Sua cota custa cerca de R$ 83, segundo análise no dia 8 de setembro. O lote padrão negociado é equivalente a 10 cotas. Atualmente, existem 18 ETFs listados na bolsa de valores. Entre eles está o BOVA11, que segue o principal índice da bolsa, o Ibovespa. Para adquirir uma cota do BRAX11 basta acessar o home broker da corretora.

Quais são as principais características do ETF?

O BRAX11 investe no mínimo 95% de sua carteira nas ações incluídas no iBRx-100. Os 5% restante podem ser investidos em derivativos e outras aplicações não relacionadas ao índice. 

Veja abaixo as principais características do fundo de índice!

Ativos

Entre as ações que compõem a carteira do BRAX11 estão grandes empresas brasileiras, pertencentes aos mais diferentes segmentos da economia. São nomes conhecidos, como Vale, B3, Itaú, Petrobras, Bradesco, Magazine Luíza e Ambev. O ETF não inclui em seu portfólio ações ou recibo de ações estrangeiras, que estejam em recuperação judicial ou extrajudicial, ou estejam sujeitas a intervenções.

Referência

Os ativos incluídos na carteira do ETF seguem as regras do IbrX-100, criado e atualizado pela própria B3. Ou seja, reflete as 100 ações mais negociadas na bolsa em um período de três carteiras. 

Esses papéis têm de ter sido negociados em 95% dos pregões e não podem ter um valor muito baixo. A carteira é atualizada a cada quatro meses.

Rentabilidade

A rentabilidade do ETF e, como consequência, do iBRx-100 sofreu o impacto da pandemia, assim como o principal índice da bolsa, o Ibovespa. No acumulado do ano até o dia 4 de setembro, o BRAX11 acumula queda de 11,7%.

Contudo, desde quando foi criado em 2010 até o dia 31 de agosto de 2020 o fundo rendeu 95,33%. Esse valor é bem próximo ao índice de referência, o iBRx-100, que no mesmo período registrou alta de 98,69%.

Quais são as vantagens de investir no BRAX11?

Veja abaixo os principais benefícios de aplicar dinheiro em cotas do BRAX11:

Diversificação

Ao comprar uma cota do ETF, na verdade a pessoa está adquirindo uma cesta de ações. Ou seja, diversifica seus investimentos com apenas uma aplicação.

Por conta disso, é indicado para iniciantes, já que costuma oscilar menos do que no caso de compra direta de ações.

Custos

Fundos de índice costumam cobrar taxas inferiores às de fundos de ações tradicionais.

Em fundos de investimento é cobrada uma taxa de administração e performance. A taxa de administração varia entre 1% e 2%. Por sua vez, a taxa de performance cobrada nos fundos costuma girar em torno de 20% sobre o que exceder o índice de referência.

Já no BRAX11 é cobrada apenas uma taxa administração equivalente a 0,20% ao ano. Isso porque os ETFs têm gestão passiva: seu objetivo é acompanhar o desempenho de um índice. Enquanto isso, um fundo de ações tradicional tem como objetivo oferecer uma rentabilidade maior do que a de um índice de referência, geralmente o Ibovespa.

Outra vantagem é que emolumentos cobrados pela B3, além da taxa de corretagem (caso cobrada pela corretora), incidem apenas uma vez sobre a cota. Caso cada ação fosse comprada diretamente, essas taxas seriam cobradas em cada operação.

Diferente dos fundos de investimento, tradicionais, não há a cobrança de come-cotas em ETFs. Os dividendos distribuídos pelos papéis são reinvestidos automaticamente no fundo.

Quais são as desvantagens de investir no ETF?

Aplicar dinheiro no BRAX11 também tem desvantagens. Confira as principais a seguir.

Taxas

Apesar de a taxa de administração do ETF ser menor que a de fundos tradicionais, não deixa de ser uma taxa adicional cobrada pelo gestor profissional. 

Quem investe, portanto, deve ter consciência que essa taxa poderia ser reinvestida na aplicação caso resolvesse adquirir ações diretamente.

A alíquota do Imposto de Renda sobre o lucro obtido na aplicação é equivalente a 15%. No investimento direto em ações, há isenção para vendas de até R$ 20 mil em um mesmo mês.

Falta de fundamentos

A metodologia do BRAX11 é única: seguir o índice IbrX-100, ainda que o índice careça de fundamentos. 

Por exemplo, um papel que está entre os mais negociados não será necessariamente o que tem o maior potencial de crescimento no futuro. Por conta disso, na cesta de ações podem existir papéis bons e ruins.

Ausência de controle

Investir no ETF BRAX11 significa estar sempre exposto às ações das empresas mais negociadas da bolsa. 

Isso pode se tornar um problema. Uma ação pode estar sendo negociada por traders no mercado como forma de alavancar o papel ou especular seu preço. Nesse caso, quem investe no ETF fica refém desses movimentos.

Agora você sabe que aplicar dinheiro no BRAX11 pode ser uma forma prática de começar a investir na bolsa de valores. Que tal verificar também se o ETF é o mais adequado ao seu perfil de investimento? Crie seu plano na Magnetis e encontre a solução ideal para você!

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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