Você sabe como calcular o ROI de benefícios da sua empresa?

por Juliana Volpe

Retorno sobre investimento (ROI) é uma métrica bastante importante na gestão de negócios. Na área de recursos humanos, por exemplo, calcular o ROI de benefícios é uma tarefa essencial para a empresa identificar se as estratégias adotadas têm gerado os resultados esperados ou não.

Nesse sentido, ter uma base de dados confiável para medir o antes e o depois das ações tomadas é um fator fundamental para fazer uma análise criteriosa dos resultados dos investimentos.

Enquanto no setor de vendas essa tarefa é algo mais fácil — já que envolve basicamente as receitas obtidas com o faturamento de produtos ou serviços —, no departamento de gestão de pessoas o cálculo envolve variáveis diferentes.

Continue a leitura deste artigo, confira o conceito de retorno sobre investimento e saiba como aplicá-lo à área de recursos humanos.

O que é o ROI?

Retorno sobre investimento (ROI) é uma métrica que serve para apontar o quanto uma organização ganhou ou perdeu em relação a uma quantia de dinheiro aplicada em determinada iniciativa.

Em termos práticos, uma empresa pode saber o lucro ou o prejuízo para cada real investido em determinado período. Com isso, ela pode avaliar se a ação tomada valeu a pena ou se houve desperdício de recursos.

O ROI é uma métrica bastante útil para programar o orçamento de um negócio como um todo ou de apenas um departamento.

Como calcular o ROI?

Em geral, o retorno sobre investimento pode ser calculado por meio da seguinte fórmula:

(Receita - custo do investimento / custo do investimento) x 100

Vamos supor que uma empresa investiu R$ 5 mil em publicidade para divulgar o lançamento de determinado produto na internet. Depois de realizados os anúncios, a receita obtida foi de R$ 35 mil.

Pela aplicação da fórmula, temos (35 mil - 5 mil / 5 mil) x 100 = 600%. Assim, para cada 1 real investido em publicidade, a empresa gerou 6 reais.

Por que calcular o ROI no RH da empresa?

A área de recursos humanos é estratégica para uma empresa, pois impacta praticamente todos os setores do negócio. Ainda assim, nem sempre o esforço desenvolvido pelo setor de RH é recompensado pela alta direção da organização, justamente pela falta de mensuração dos resultados obtidos.

Ao passar a medir o efeito das iniciativas realizadas na empresa, a área de gestão de pessoas não só produz subsídios para tomadas de decisões futuras como também ganha condições de demonstrar a relevância das ações executadas pelo setor.

É bem verdade que nem sempre calcular o ROI de benefícios ofertados é uma tarefa fácil. Afinal, mensurar os resultados dessas iniciativas requer uma coleta frequente de dados, de modo a se evidenciar o antes e o depois das ações.

Para saber se um treinamento para a equipe surtiu o efeito esperado, por exemplo, é necessário medir o desempenho anterior à capacitação e o posterior.

Como calcular o ROI de benefícios flexíveis?

Calcular o ROI de benefícios flexíveis é importante para que o setor de recursos humanos avalie o impacto individualizado de cada iniciativa. Como esse tipo de benefício pode ser escolhido pelo colaborador, faz-se necessário mensurar o efeito das ações na produtividade e nos resultados financeiros da empresa.

No entanto, é importante destacar que nem sempre se consegue identificar corretamente o impacto da “receita” do investimento. Na verdade, por vezes o ganho da empresa se mostra justamente na redução de uma perda, como quando um benefício contribui para a diminuição do absenteísmo e do turnover.

Em outros casos, o aumento da produtividade reduz o chamado “presenteísmo”, que é a situação de quando o colaborador bate ponto na empresa mas está mentalmente distante, não gerando o desempenho esperado.

Via de regra, utiliza-se a fórmula padrão do retorno sobre investimento para calcular o ROI de benefícios flexíveis. A diferença principal em relação àquele jeito de calcular é que será necessário definir um indicador para substituir as receitas, quando essas não puderem ser facilmente identificadas.

Para tanto, é preciso ter um panorama da situação anterior ao investimento para poder compará-lo ao resultado obtido. A empresa pode monitorar o número de faltas dos funcionários e, inicialmente, calcular o custo da ausência dos profissionais, por exemplo.

Por vezes, pode ocorrer de esse custo variar de um departamento para outro. Logo, o ideal é ter uma espécie de planilha com os valores para cada setor ou um custo médio.

Em seguida, a organização deve mensurar se houve ou não redução do número de faltas devido à oferta de plano de saúde, por exemplo. Mais tarde, a quantidade de ausências diminuídas deve ser multiplicada pelo custo de cada falta para se obter o “ganho” da empresa — que, nesse caso, ocorrerá devido à redução de uma perda.

Vale mencionar que o tempo para notar o efeito do investimento pode mudar conforme o tipo de benefício oferecido. Por isso mesmo, o setor de RH deve cuidar para que as métricas analisadas estejam corretamente correlacionadas, evitando distorções nas avaliações.

O cálculo do benefício de bem-estar financeiro da Magnetis é feito pela seguinte fórmula:

ROI = (redução de custo - investimento total) / investimento total

Para chegar a um valor mensurável, o detalhamento do cálculo inclui outras fórmulas, como a do custo total com estresse financeiro — que inclui os perfis de colaboradores “Insolvente”, “Gerenciador de Dívidas” e “Pagador de Contas”.

Por que investir em um benefício de saúde financeira?

A Magnetis para Empresas oferece um benefício de bem-estar financeiro para colaboradores de empresas, pelo qual auxilia os colaboradores a lidar com o dinheiro. Na prática, os funcionários aprendem a economizar, a poupar e a investir. Como consequência, eles reduzem os níveis de endividamento e, com isso, passam a se preocupar menos com a falta de recursos.

Por que isso é importante para um negócio? A consultoria financeira, entre outros aspectos, contribui para a redução tanto do absenteísmo quanto do presenteísmo. Veja, a seguir, alguns exemplos de comportamentos do trabalhador que estão relacionados a esses dois aspectos:

  • o colaborador arranja uma forma de ganhar renda extra, tem uma falta abonada ou apresenta um atestado para gerar uma renda adicional;
  • o colaborador precisa ir ao banco ou a uma empresa de crédito para resolver os problemas financeiros, o que causa falta ou atraso;
  • o estresse financeiro do colaborador culmina no surgimento de doenças e ele falta ao trabalho para ir ao médico.

Como se pôde notar, essas são apenas algumas situações em que problemas financeiros do trabalhador ocasionam impactos negativos no desempenho da empresa como um todo. Por isso, ao investir em consultoria financeira para os colaboradores, o empreendimento age de modo “preventivo” e “curativo” para evitar que conflitos pessoais dos funcionários acabem por diminuir a produtividade do negócio e até arruinar o clima organizacional.

Quer saber mais sobre como a sua empresa pode oferecer consultoria financeira para os colaboradores? Entre em contato com a Magnetis e obtenha todos os detalhes desse serviço!

Juliana Volpe é Gerente de Negócios na Magnetis.

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