CDB ou Poupança: afinal, qual é a melhor opção de investimento?

por Luiza Caricati | 22/05/2019

CDB ou Poupança: afinal, qual é a melhor opção de investimento?

Se você pudesse escolher apenas um tipo de investimento, escolheria aplicar seu dinheiro em um CDB ou em uma poupança?

Na teoria, pode parecer complexo calcular a rentabilidade das duas opções, mas na prática é mais simples e já te damos a resposta: CDBs rendem mais do que a poupança.

Para você acertar na estratégia de investimento, é preciso entender melhor o funcionamento dos Certificados de Depósitos Bancários em relação ao desempenho da caderneta de poupança.

Por isso, com este texto você entenderá as principais diferenças entre CDB e poupança. Acompanhe!

O que é CDB?

O Certificado de Depósito Bancário pode ser comparado a um acordo formal de empréstimo entre você e uma instituição financeira. Só que, nesse caso, quem está pegando o dinheiro emprestado é a instituição financeira.

Com os recursos em mãos, as instituições realizam investimentos. Os ganhos obtidos nessas transações servirão para remunerar você no futuro.

Para que isso aconteça, títulos privados são emitidos pela instituição bancária e comercializados entre os clientes dela, em forma de crédito financeiro, a fim de captar recursos ao longo do tempo.

Em outras palavras, os investimentos em CDB são uma excelente maneira de pessoas jurídicas ou físicas fazerem o próprio dinheiro render com os juros compostos, como veremos a seguir.

Qual é o rendimento do CDB?

Diferentemente da poupança, a rentabilidade do CDB não é prefixada por lei, mas atrelada percentualmente à taxa básica CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Ou seja, os rendimentos de um CDB podem mudar.

Os rendimentos variam de uma instituição para a outra, principalmente porque eles estão relacionados a fatores como o tamanho da instituição (as menores remuneram mais), o volume investido (quanto maior, melhor), a liquidez e o vencimento dos títulos.

Veja como a liquidez interfere em um CDB:

CDB com liquidez diária

liquidez de um ativo está relacionada ao momento em que o investidor precisa fazer um resgate. Neste caso, o ativo volta a se tornar dinheiro.

CDBs com liquidez diária, então, podem ser resgatados a qualquer momento, corrigidos e sem prejuízos nos rendimentos. Geralmente 24 horas depois da solicitação de resgate, os recursos já estão em uma conta.

CDB com liquidez no vencimento

As instituições financeiras remuneram melhor quem decide deixar o dinheiro rendendo por mais tempo. 

Dessa forma, os CDBs com liquidez no vencimento são opções muito atraentes para quem se planeja para fazer um resgate dentro do prazo preestabelecido.

O CDB com liquidez no vencimento não tem cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a alíquota do Imposto de Renda diminui, à medida em que se aproxima o momento do resgate.

  • Resgates em até 180 dias: cobrados 22,5% de IR;
  • De 181 até 360 dias: 20%;
  • De 361 até 720 dias: 17,5%;
  • De 721 dias em diante: 15%.

É importante lembrar que a alíquota do IR incide somente sobre os juros do investimento. Já o IOF é cobrado apenas de quem solicita o resgate em até 30 dias após o início da aplicação.

O que é poupança?

Desde 1861, a aplicação em caderneta de poupança se faz presente no Brasil, sendo concebida inicialmente por Dom Pedro II, com finalidade de melhoria das condições de bem-estar social.

Hoje em dia, a poupança é isenta de Imposto de Renda e de IOF, o que, na teoria, deveria tornar a opção de investimento atraente e rentável, mas não é o que ocorre na prática.

Definida pelo Banco Central, a correção das cadernetas é a mesma para todos os bancos, e não tem variações, como vimos anteriormente com a correção do CDB.

O rendimento de uma poupança ocorre sempre no dia de aniversário da aplicação. Isso significa que qualquer valor resgatado antes do vencimento não será acrescido dos ganhos.

Qual é o rendimento da poupança?

As aplicações em poupança podem sofrer com variações da inflação. O capital investido pode valer menos quando o índice anual é maior do que a taxa de correção da caderneta.

O rendimento da poupança é calculado com base na taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira, estipulada pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Quanto maior for essa taxa, maior é o rendimento da aplicação em poupança.

Por um lado, quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a caderneta de poupança tem rendimento de 0,5% mais a alíquota da TR (Taxa Referencial). Esse é um percentual pequeno, se comparado à a média ponderada dos juros em um CDB.

Por outro lado, quando a taxa de juros está abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR.

As duas opções são seguras?

Outra questão muito importante para levar em consideração é a segurança dos seus investimentos: tanto o CDB quanto a poupança são seguros? A resposta é sim!

Durante o período em que seu montante fica investido, tanto no CDB, quanto na poupança, ele permanece resguardado pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

O FGC cobre eventuais calotes de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, podendo chegar a um ressarcimento de até R$ 1 milhão por pessoa.

CDB ou poupança: o que vale mais a pena?

Seja CDB ou poupança, todo investimento está exposto a algum tipo de risco de perda, e tal variável afeta diretamente o rendimento do capital aplicado.

Os riscos dos CDBs não são maiores do que os da poupança, mas como vimos acima, as diferenças se destacam mais no que diz respeito à liquidez e rentabilidade. 

Para facilitar a compreensão, é possível comparar as opções conforme listamos a seguir.

Poupança

Confira as vantagens da poupança:

  • isenção de IR;
  • ausência de limite para investimento mínimo;
  • possibilidade de saques ou depósitos serem feitos a qualquer momento;
  • proteção do seguro FGC.

Veja as desvantagens:

  • rentabilidade abaixo da média;
  • possibilidade de retorno negativo, abaixo da inflação;
  • regras complexas de apuração de resultados, principalmente após a “nova poupança”, implantada a partir de 2012.

CDB

Confira as vantagens do CDB:

  • proteção do FGC;
  • redução da alíquota de IR no longo prazo;
  • variedade de opções no mercado para atender a variados perfis;
  • possibilidade de resgate rápido e corrigido em alguns casos.

Agora veja as desvantagens:

  • cobrança de IOF em saques realizados antes de 30 dias do início da aplicação;
  • incidência de IR sobre os rendimentos;
  • grande variedade de opções nas instituições — o que pode atrapalhar a decisão de quem está começando a aplicar.

Decidir sobre investir em CDB ou poupança é simples, visto que os CDBs reservam chances de retorno bem atrativas. 

Se você quer saber mais sobre esses e outros tipos de investimento, faça mais comparações e saiba um pouco mais sobre esse assunto para investir bem e atingir seus objetivos!

Luiza Caricati, da Magnetis

Luíza Caricati é jornalista e redatora na Magnetis.

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