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CDI ou Selic: qual é a diferença entre eles?

Ao escolher tipos de investimentos mais seguros, é comum nos depararmos com a taxa CDI como referência à rentabilidade da aplicação. Por exemplo, um CDB que paga 105% do CDI ou uma LCA que paga 97% do CDI. Ao mesmo tempo, é comum vermos no noticiário que, quando a Selic cai, a rentabilidade dos investimentos diminui e vice-versa. Mas se as taxas CDI e Selic servem como base para a rentabilidade dos investimentos, qual é a diferença entre elas?

A taxa CDI e a taxa Selic são utilizadas como remuneração em empréstimos entre bancos no curtíssimo prazo, geralmente durante um dia. O objetivo é complementar o caixa para encerrar o dia com o valor mínimo definido pelo Banco Central.

Se os bancos passam a pagar uma taxa menor em tais operações, podem repassar essa economia de custo em todas as suas operações. É por isso que alterações na Selic e na taxa CDI movimentam toda a economia.

Quer entender melhor? Veja neste post quais são as diferenças e semelhanças entre CDI e Selic.

O que é CDI e Selic?

A taxa Selic é usada em empréstimos feitos entre bancos no curtíssimo prazo com garantia de títulos do Tesouro Nacional. Isso porque essas operações são registradas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), que armazena informações sobre títulos públicos.

Essa taxa, chamada de Selic Over, costuma ser um pouco menor do que a Selic Meta. A Selic Meta é a taxa mais conhecida, definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

A taxa é um instrumento da política econômica, cuja principal função é controlar a inflação no país. Para fazer com que a Selic Over acompanhe a Selic Meta, o BC atua no mercado de títulos públicos.

Já a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é aplicada quando bancos emprestam dinheiro entre si utilizando seus próprios recursos. Ela é formada pela média dos negócios no mercado interbancário e registrada pela Centro de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip).

A taxa DI (taxa de Depósitos Interbancários) é a média das taxas CDI em um determinado período, já que a oscilação do indicador é diária.

Quais são as diferenças entre essas taxas?

Historicamente, a taxa CDI costuma ficar um pouco abaixo da taxa Selic. Isso porque o risco de empréstimos com garantia de recursos dos bancos é similar ao de títulos públicos, mas não é idêntico.

A taxa Selic tem o risco do governo, pois é calculada com base nos financiamentos diários para os títulos públicos. Já a taxa CDI tem o risco de títulos privados emitidos pelos bancos.

Como a Selic tem risco zero, é chamada de taxa básica de juros da economia. Ela serve como base para os juros pagos às instituições financeiras e as taxas de remuneração de investimentos concedidas pelos bancos. Isso inclui a taxa CDI.

Por conta disso, apesar das diferenças, os valores de ambas as taxas costumam estar alinhados. Existe apenas uma distinção residual entre elas. A diferença de valor entre as taxas fica ao redor de 0,2%. Veja como calcular o CDI.

Qual é a relação entre CDI, Selic e seus investimentos?

A taxa CDI e a taxa Selic têm relação direta com a rentabilidade dos investimentos. Isso porque são a principal referência para a taxa de remuneração das aplicações.

Vamos considerar que quem aplica está, na verdade, emprestando dinheiro ao banco. Se a instituição está pagando mais juros para pegar dinheiro emprestado, vai remunerar mais quem está concedendo esse empréstimo a ela, e vice-versa.

As duas taxas estão atreladas de forma direta ou indireta em aplicações de renda fixa. Nessa modalidade de investimento, é possível saber qual retorno você terá ao aplicar nos ativos. Entre as opções atreladas à taxa DI, estão CDBs, LCIs, LCAs e fundos DI. Já a poupança e o Tesouro Selic figuram entre as aplicações que seguem a taxa Selic.

A diferença entre as taxas parece pequena, mas pode se tornar relevante no longo prazo por conta dos juros compostos. Por isso, é preciso analisar qual é a melhor opção como indexador: CDI ou Selic.

A remuneração de aplicações pós-fixadas acompanha a oscilação dos dois indicadores. Portanto, são indexadas a eles. Já as prefixadas se baseiam nas duas taxas para definir a sua remuneração.

A rentabilidade de cada título que se baseia na taxa CDI ou Selic pode ser menor do que os indicadores, ou pode superá-los. Isso varia conforme o prazo de vencimento, as condições de resgate, o perfil de risco do emissor e a demanda do mercado.

Como investir?

A recomendação a quem deseja aplicar em renda fixa é escolher investimentos que tenham taxa igual ou superior à taxa CDI.

Essa opção é indicada principalmente porque muitos investimentos na modalidade têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, caso você invista um valor igual ou inferior a R$ 250 mil, não precisa se preocupar com o risco da aplicação. Em caso de quebra da instituição financeira, o dinheiro é devolvido a quem investiu.

Além disso, é indicado que você entenda o valor atual das taxas CDI e da taxa Selic. É uma forma de saber com mais precisão quanto a aplicação está pagando.

Também é necessário atentar à tendência de movimento da Selic. Uma das formas fazer isso é acompanhar o boletim Focus, divulgado periodicamente pelo Banco Central. O documento compila a expectativa média de analistas sobre para onde vai a taxa de juros em diferentes períodos.

Caso a expectativa seja de queda da Selic, é aconselhável optar por aplicações prefixadas. Essa é uma forma de manter a taxa mais alta por mais tempo na carteira.

Se a tendência for de alta da Selic, as aplicações pós-fixadas são mais adequadas, já que acompanham a taxa ao longo do investimento. Quando a Selic sobe, a tendência é que a inflação caia. Esse movimento diminui a rentabilidade de títulos atrelados a índices de preços, como o IPCA, e vice-versa. Agora que você já entendeu a diferença entre CDI e Selic, ainda tem dúvida sobre onde investir? Conheça os tipos de investimentos!

Luiza Caricati

Luíza Caricati é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

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