Entenda melhor sobre a classificação de fundos de investimento

por Fernando Reis

Entender a classificação de fundos de investimento é uma informação valiosa. Com as informações corretas, você poderá escolher os fundos que melhor se alinham aos seus objetivos.

Pensando nisso, preparamos este post para ajudar você a entender melhor essas classificações. Se você quiser saber mais sobre o assunto, continue lendo o texto!

O que são fundos de investimento?

Um fundo de investimento nada mais é do que uma categoria de aplicação financeira, na qual há a captação de recursos de vários investidores — também conhecidos como cotistas. A quantidade de cotas que um investidor tem é proporcional ao montante que ele investiu.

Assim, o gestor do fundo faz uso do montante que você investiu, bem como daquele investido por outras pessoas, para comprar ativos. À medida que o lucro é alcançado, o valor das cotas aumenta e, em um momento de resgate, elas são convertidas em dinheiro novamente.

Portanto, a grande finalidade de um fundo é valorizar o dinheiro aplicado. Para chegar a esse fim, determinados parâmetros e critérios de uma política de investimento são seguidos por quem o administra.

É em virtude desse fator que existem muitas variações entre cada um deles, sendo que alguns podem ser mais propícios para o seu perfil. Veja, logo abaixo, como eles funcionam.

Como é a classificação de fundos de investimento?

No ano de 2015, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) alterou essa classificação, separando-a em quatro classes principais: renda fixa, ações, multimercados e cambiais. Dentro delas, há categorias e subcategorias, que facilitam a análise e a comparação entre os tipos de gestão e as estratégias adotadas pelos fundos.

Ou seja, as diferenças mais notáveis resultam das divergências ou semelhanças entre os seguintes fatores:

  • a administração, que pode ser passiva ou ativa;

  • os ativos a serem escolhidos;

  • a política de investimento — agressiva e exposta a riscos, moderada ou segura e conservadora.

1. Fundos de renda fixa

Como diz o próprio nome, os fundos de renda fixa investem 80%, no mínimo, nessa classe de ativos. A ideia é sempre buscar por uma boa rentabilidade, seja pela taxa básica de juros da economia, seja pela inflação.

Outra característica marcante da categoria é a previsibilidade dos retornos. É por isso que eles costumam a ser a opção preferida de quem está iniciando no mundo dos investimentos. Além disso, dificilmente exigem grandes quantias iniciais e são boas alternativas para quem deseja manter o dinheiro com um bom poder de compra.

A liquidez imediata em alguns deles, ou seja, a possibilidade de resgatar o dinheiro em casos de emergência, também é atrativa. Em alguns casos, você pode receber seu montante no mesmo dia da solicitação.

Essas aplicações podem ser, em linhas gerais, prefixadas ou pós-fixadas, segundo a forma de calcular os rendimentos. Estas se adequam às modificações do mercado e são bastante conservadoras. Já as prefixadas, por sua vez, permitem saber antecipadamente quanto o dinheiro renderá.

1.1 Simples

Os fundos dessa categoria investem cerca de 95% do patrimônio líquido em títulos da dívida pública federal (Tesouro) ou semelhantes. As informações e os documentos do fundo são comumente veiculados por meios eletrônicos.

1.2 Indexados

São aqueles que acompanham índices do mercado financeiro. Esses indicadores podem estar atrelados aos juros (CDI) ou à inflação (IPCA). Também são conhecidos como “passivos”.

1.3 Gestão ativa

São fundos que não se encaixam nas categorias anteriores. São classificados dependendo da duração média da carteira e do risco de crédito dos títulos. Você pode encontrar, nesta publicação, as diferenças entre as subcategorias.

1.4 Investimento no exterior

Tem duas subdivisões, sendo que uma delas destina 40% do patrimônio líquido em ativos financeiros fora do Brasil e a outra investe 80%, no mínimo, na dívida externa.

2. Fundos de ações

Segundo os padrões estabelecidos pela Anbima, esses fundos são caracterizados por investirem mais de 67% em renda variável: ações à vista, certificados de depósito de ações, bônus ou recibos de subscrição, entre outros.

2.1 Indexados

Têm como objetivo replicar as variações dos índices do mercado de ações. Como o Ibovespa por exemplo.

2.2 Ativos

São aqueles que tentam superar os indicadores de referência ou não acompanham nenhum índice. Suas subcategorias variam de acordo com o tipo de empresa escolhida, resumidamente. Dessa forma, podem ser selecionados empreendimentos de um mesmo setor ou não, que tenham uma boa perspectiva de crescimento, que sejam mais estáveis e assim por diante.

2.3 Específicos

Fundos que adotam como principal estratégia a aquisição de ações que seguem uma regulamentação específica, como as de um condomínio fechado, por exemplo.

2.4 Investimento no exterior

Assim como os de renda fixa, 40% do patrimônio líquido, pelo menos, é destinado a ativos do exterior.

3. Fundos multimercado

Um fundo multimercado se vale da flexibilidade da gestão para investir em diferentes tipos de ativos. Por conta de sua versatilidade, ele consegue se adaptar bem às variações econômicas do país.

3.1 Alocação

Investem em classes variadas (renda fixa, ações, câmbio, outras cotas etc.) visando ao rendimento a longo prazo.

3.2 Estratégia

Essa categoria depende bastante das estratégias adotadas pelo gestor. Sendo assim, é importante entender quais são os objetivos previamente determinados.

3.3 Investimento no exterior

Sua regra é igual a dos de investimento no exterior de fundos de ações.

4. Fundos cambiais

O desempenho dessa modalidade está associado às variações, compras e vendas das moedas estrangeiras, que representam 80%, no mínimo, da carteira de investimentos do fundo.

Como escolher o melhor fundo de investimento?

Entender a classificação de fundos de investimento é um passo importante para que você fuja da poupança e invista de forma condizente com seus objetivos. Outra medida essencial é entender as taxas aplicadas para avaliar se compensa o investimento. Mas, um fator fundamental para decidir qual o melhor fundo de investimento para aplicar é conhecer o seu perfil de investidor, assim fica mais fácil saber qual é o mais recomendado para você.

Por isso, pensar em um plano de investimentos é recomendável. Fazendo-o, você terá a diversificação necessária em termos de risco e rentabilidade dos fundos e, a partir disso, será possível montar uma carteira que resolva suas demandas.

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Fernando Reis é administrador e Analista de Marketing de Conteúdo da Magnetis.

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