COE: o que é Certificado de Operações Estruturadas

por Luciano Tavares, CFP® | 26/02/2018

COE: anatomia do Certificado de Operações Estruturadas
tipos de investimento

Investir bem o seu dinheiro requer uma estratégia adequada ao seu perfil. Mesmo que você queira arriscar um pouco mais, é necessário ter aquele “colchão financeiro” em caso de algum imprevisto.

Existe um tipo de investimento no mercado que oferece essa possibilidade, permitindo a devolução do dinheiro investido caso a estratégia dê errado. É o COE, sigla para Certificado de Operações Estruturadas.

Mas antes de colocar seu dinheiro em COEs, você precisa saber quais são as suas características para não ter surpresas desagradáveis. Para ajudar você, preparamos um texto com todos os detalhes sobre a anatomia do COE. Confira!

O que é o COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um título que combina elementos de renda fixa e variável, tendo como indexador um determinado indicador financeiro. Investir em COE é aplicar em um único produto que já é, em si, diversificado. As principais características desse investimento são:

  • Estabelece condições para aproveitar os ganhos ou amortecer as perdas;
  • Atrelado a um indexador (como a Selic, o IPCA ou o próprio Índice Bovespa);
  • Vencimento preestabelecido;
  • Valor mínimo de aporte.

O COE foi lançado no mercado brasileiro em janeiro de 2014, inspirado na chamada nota estruturada, aplicação financeira comum nos Estados Unidos e em países da Europa.

Assim como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), o COE é uma fonte de captação de recursos dos bancos emissores dos títulos. Até pouco tempo, a oferta desse tipo de investimento só poderia ser feita pelas instituições bancárias. Dessa forma, o acesso ficava restrito a investidores de alta renda.

Essa situação mudou a partir de fevereiro de 2016, quando foi permitida a oferta pública do COE por corretoras e distribuidoras de valores. Assim, o título começou a ganhar mais atenção do investidor de varejo, que passou a acessar essa modalidade nas prateleiras dessas instituições.

Em dezembro de 2017 o estoque de COE superou R$ 12,5 bilhões. Veja a evolução ano a ano:

AnoEstoque (R$)
20143.813.746.188
20157.697.619.451
20169.464.553.808
201712.503.674.875

Fonte: Séries Históricas/Cetip

Como funciona o COE?

O COE consiste, essencialmente, em projetar cenários futuros para o desempenho de determinado ativo financeiro ou índice, como dólar, inflação ou ações. Para cada possibilidade, o investimento estabelece uma regra em caso de ganhos e outra em caso de perdas.

O diferencial do COE está na combinação de aplicações para garantir um retorno definido previamente, que é estabelecido conforme o perfil do investidor. Da mesma maneira, os ativos que compõem cada COE também devem respeitar esse perfil.

Quais são as modalidades de COE disponíveis?

Ao investir em COE, é possível optar entre um título com Valor Nominal Protegido ou com Valor Nominal em Risco.

Valor Nominal Protegido

O COE de Valor Nominal Protegido (também conhecido como capital garantido) pressupõe um retorno financeiro mínimo, mesmo que a perspectiva traçada não se concretize. Assim, se a estratégia não sair conforme o planejado o investidor receberá de volta a quantia aplicada, porém, sem qualquer índice de correção ou rentabilidade.

A modalidade capital garantido representou a maior parcela (93,7%) das emissões de COE até abril de 2017, segundo apuração da B3 (fusão entre a BM&FBovespa e a Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados, Cetip).

Valor Nominal em Risco

Como o nome indica, há mais risco nessa opção. Ainda assim, é um risco limitado ao valor que foi aportado. O investidor assume a possibilidade de perder toda a quantia investida. No entanto, ele não será onerado além desse montante. Não haverá, portanto, um endividamento no encerramento da operação, já que o prejuízo não será superior ao total investido.

É importante observar que a escolha da modalidade determinará qual será a estruturação dos investimentos realizados. Nas duas modalidades, pode haver investimento tanto em renda fixa — como títulos públicos —, quanto em renda variável, como ações e derivativos.

A composição dos investimentos sempre terá uma parcela de renda fixa para COEs com capital garantido. Nas aplicações mais arriscadas (valor nominal em risco), por sua vez, há uma fatia maior de instrumentos de renda variável.

Em quais ativos é feito o investimento?

As operações estruturadas em um COE são baseadas nas perspectivas do mercado. O emissor traça um cenário para determinado indicador e faz investimentos ou programa aplicações para serem feitas até a data de vencimento do COE.

Caso a estratégia seja bem sucedida, o investidor terá lucro ao final da operação. Caso não, ele pode ter o seu dinheiro de volta, mas apenas se o COE for do tipo capital garantido.

O COE é elaborado levando em consideração o perfil do investidor. A formulação é feita a partir do investimento estruturado entre os seguintes ativos:

  • commodities
  • moedas;
  • ações nacionais e estrangeiras;
  • índices da bolsa local e de bolsas estrangeiras;
  • juros;
  • inflação.

Essas aplicações são feitas com o objetivo de obter maiores ganhos com a variação desses ativos ou indicadores financeiros. De acordo com dados do final de 2016 apurados pela Cetip, os indexadores mais frequentes no estoque total de COE são: inflação (44%), câmbio (20%), Ibovespa (13,5%), juros (10,5%) e índices internacionais (6%).

Qual é o valor mínimo de aporte?

Essa quantia depende da instituição distribuidora do título. Em geral, para investir em COE é exigida uma aplicação de, pelo menos, R$ 5 mil.

No entanto, o valor médio aplicado pelos investidores tem sido bem maior. Em 2016, foi de R$ 74,7 mil para investidores pessoa física, R$ 3,3 milhões (institucionais) e R$ 415,3 mil (pessoa jurídica não financeira).

O maior volume de operações foi realizado por pessoas físicas (89,5%), seguido de pessoas jurídicas não financeiras (8,9%) e investidores institucionais (1,6%).

Qual é o prazo de vencimento do COE?

Assim como o valor mínimo a ser investido, os prazos também são distintos de acordo com o título emitido e a instituição. De acordo com dados da Cetip, a maior parte das operações consideram um prazo entre um e dois anos. É possível encontrar certificados com vencimento inferior a 90 dias, porém em um percentual bem inferior ao dos demais prazos.

Por que o COE é um produto complexo?

COE é um produto em que há espaço para criatividade: o emissor pode traçar cenários muito variados e, para cada situação, criar uma regra de rentabilidade. Por isso, o COE pode ser um produto complexo.

O COE sempre terá um banco emissor e uma instituição que faz a distribuição, como uma corretora. Além disso, cada título tem características próprias, como valor de aplicação mínimo, prazo de vencimento, liquidez e regras de rentabilidade, criadas de acordo com a expectativa de desempenho do ativo ao qual ele está atrelado.

Vamos ver um exemplo.

Imagine um COE baseado na variação do Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, com vencimento em um ano, com as seguintes regras de rentabilidade:

  • Se o Ibovespa cair ou ficar estável no período, o investidor terá seu dinheiro de volta (capital protegido);
  • Se o índice valorizar até 25%, o investidor terá um ganho proporcional à valorização;
  • Se o índice subir mais do que 25%, o investidor terá seu ganho máximo fixado nesses 25%.

Assim, se você está confiante nos rumos da economia e acredita que o Ibovespa terá uma valorização no próximo ano, poderá ganhar até 25% aplicando dinheiro nesse COE.

Porém, se a valorização do índice for ainda maior, digamos 50%, investir nesse produto pode não ser tão vantajoso, pois outras opções, como ações ou ETFs, podem capturar melhor toda a alta do mercado.

Por outro lado, se você acredita que o Ibovespa pode cair, o COE dará proteção do valor investido, mas não pagará nada além disso.

Então, valeria a pena investir nesse COE?

A resposta é: depende do perfil de cada investidor e de seus objetivos financeiros. Se a pessoa acreditar que o Ibovespa vai subir no próximo ano, mas não quiser fazer um investimento em ações ou ETFs, o COE pode ser um bom instrumento para colocar um pé na renda variável sem o risco de perder o dinheiro investido.

Porém, se houver grandes chances de o Ibovespa ir no sentido contrário, uma alternativa mais interessante seria investir em uma aplicação que acompanhe a taxa de juros (Tesouro Selic, CDB) ou a inflação do período (Tesouro IPCA+). Assim, o investidor teria pelo menos a correção do valor aplicado. Dessa maneira, esse COE seria mais vantajoso apenas em um cenário intermediário, no qual o índice Bovespa tivesse uma alta moderada. Nesse caso, o investidor teria o mesmo retorno da Bolsa assumindo menos risco.

Como é feita uma operação estruturada?

Você pode estar se perguntando: o que há por dentro dessa operação estruturada? Quanto eu estou pagando por isso? A resposta não é simples e exige alguns cálculos sofisticados:

Digamos que você invista R$ 100 mil no COE que descrevemos acima. Ele pode ser composto da seguinte forma:

Renda fixa

Para garantir seu capital, o banco emissor do COE usará parte dos seus R$ 100 mil para captação própria. É como se ele estivesse emitindo um título de renda fixa, como um CDB.

Como ele sabe que precisará lhe devolver pelo menos R$ 100 mil ao final da operação, ele fará o cálculo de quanto ele deve captar hoje para disponibilizar esse montante para você no vencimento. 

Renda variável

Além do capital garantido, o emissor promete pagar a variação do índice Bovespa da seguinte forma:

  • para queda ou estabilidade: capital garantido
  • para alta de até 25%: variação do Ibovespa
  • para alta de mais de 25%: rentabilidade fixa de 25%

Quer dizer então que se o Ibovespa subir 25% ou mais, o banco emissor terá um prejuízo?

Não. Ele usará parte da sua aplicação para operar no mercado de derivativos, comprando opções de compra ou venda do ativo numa data futura. O banco faz essa operação para ficar protegido — independentemente do cenário futuro — e para garantir a rentabilidade prometida.

A precificação dos derivativos é realizada por meio de modelos matemáticos sofisticados e de forma pouco transparente. Portanto, muitas vezes é difícil saber quanto o banco emissor paga de fato para adquirir as opções.

Segundo as estimativas do nosso time de pesquisa, nesse caso seria necessário gastar R$ 9.970 em prêmios de opções para garantir os cenários de rentabilidade prometidos no vencimento.

Custos

Portanto, dos R$ 100 mil recebidos do investidor, o banco emissor utilizou R$ 87.719 para garantir o principal por meio de uma operação de renda fixa. Além disso, utilizou R$ 9.970 para se proteger da variação prometida do Ibovespa.

Opa! Sobraram R$ 2.311. Para onde vai esse dinheiro? Essa é a remuneração da corretora que vendeu o produto. Apesar do COE não cobrar taxas de administração explícitas, esses custos já vêm embutidos.

Nesse exemplo, o custo seria o equivalente a 2,31% do valor investido no período, valor que é embolsado pela corretora e pelo banco emissor. Assim,

tipos de investimento
  • valor investido no COE de Ibovespa, vencimento em um ano: R$ 100 mil
  • parcela aplicada em renda fixa: R$ 87.719
  • parcela usada para pagar prêmios de opções: R$ 9.970
  • valor restante, usado para remunerar a corretora e o banco: R$ 2.311
  • custo embutido: 2,31%

Quais são as vantagens do COE?

Investir em COE gera quatro benefícios principais:

  • tributação única;
  • perdas limitadas.

Confira, em detalhes:

1. Diversificação da carteira de investimentos

Diversificar a carteira de investimentos, reunindo aplicações em renda fixa e variável de acordo com o perfil é fundamental no gerenciamento de riscos, além de possibilitar um retorno médio melhor. Investir em COE pode ser o primeiro passo para quem quer ampliar o portfólio de investimentos.

Como você acompanhou aqui, esse título já é, em sua essência, uma aplicação diversificada. Conhecer e acompanhar seus fundamentos ajuda o investidor que ainda está inseguro a se familiarizar com outras modalidades de investimento.

2. Acesso a instrumentos financeiros mais sofisticados

Investir em COE facilita o acesso a produtos com estratégias de investimento mais sofisticadas sem que seja necessário estruturar uma carteira com diversas aplicações. É possível, por exemplo, comprar ações de índices americanos, como S&P500, de maneira mais prática.

3. Tributação única

Outro ponto favorável ao COE é a tributação única, independentemente dos investimentos que fazem parte do produto. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva, diminuindo a alíquota conforme aumenta o prazo do investimento.

A taxa aplicada ao IR parte de 22,5% para aplicações de até 180 dias. O menor percentual aplicado à base de cálculo (retorno obtido) é de 15% no caso dos investimentos mantidos por mais de 720 dias.

4. Perdas limitadas

Independentemente de optar pelo COE com valor nominal protegido ou em risco, o investidor já sabe, antecipadamente, quanto pode perder. Ou seja, no pior cenário, pode receber o valor investido sem correção ou sofrer um prejuízo limitado ao montante aplicado.

Quais são as desvantagens de investir em COE?

Investir em COE também tem desvantagens. Elencamos cinco:

  • custo de oportunidade;
  • risco de crédito;
  • baixa liquidez;
  • alto custo;
  • ganhos limitados.

Confira:

1. Custo de oportunidade

Mesmo quando a escolha de investir em COE é feita com base no capital protegido, há prejuízo. Falamos aqui que, nessa modalidade, o título prevê a devolução do valor investido, sem rentabilizá-lo.

O investidor perde ao deixar de remunerar o capital aplicado, pois terá deixado de ganhar dinheiro em outra aplicação financeira. Há, portanto, um custo de oportunidade.

2. Risco de crédito

Outro risco importante é o de a instituição financeira emissora quebrar. Diferente de um CDB, por exemplo, o COE não tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em caso de falência da instituição, portanto, você pode perder todo o dinheiro que aplicou.

Por isso, é importante conhecer bem o banco que emite o título antes de fazer a aplicação. Vale a pena pesquisar as notícias mais recentes sobre a instituição, assim como sua avaliação de crédito (rating).

3. Liquidez

O COE possui uma data de vencimento definida no momento da emissão. Embora, em alguns casos, exista a possibilidade de resgatar o montante aplicado antes do prazo final, o investidor corre o risco de ter prejuízo ao revender o papel ao banco com deságio. Ou seja: pode receber um valor menor do que o aplicado.

Outra característica em relação à liquidez é que o capital investido só é garantido em sua totalidade no vencimento do papel. Assim, o dinheiro aplicado em COE deve ser aquele cujo investidor não tem necessidade de liquidez imediata.

4. Alto custo

Para o investidor, aparentemente não há custo nem taxa de administração do COE. Mas, como demonstramos no exemplo acima, esses custos estão embutidos no produto.

Vale observar que, dependendo do cenário, o custo total do investimento pode ser maior ainda. Em caso de uma aplicação frustrada, por exemplo, o investidor perde a rentabilidade do capital. Essa é uma perda que precisa ser considerada também.

Quando o ganho se concretiza, é preciso considerar ainda que sua rentabilidade foi limitada a um patamar predefinido na aquisição do título. Então, pode não ser tão evidente, mas você deixou de ganhar um valor maior, como explicaremos a seguir.

5. Ganhos limitados

Aqui, vale a pena aprofundar um pouco mais. Assim como as perdas são limitadas, os ganhos também acabam ficando restritos às condições de rentabilidade do título.

Isso porque ele vai oferecer determinada remuneração considerando a concretização do cenário traçado pelo emissor. Já há, de início, uma barreira de retorno.

Retomando o exemplo do COE de Ibovespa,, o percentual de retorno já está definido para o seu investimento. Isso quer dizer que mesmo que a variação do índice seja excepcional, seu retorno ficará dentro do limite de 25% imposto pelo título.

É interessante ter essa condição em mente porque há outras modalidades de investimentos que também se destacam pela diversificação dos ativos, mas que não têm uma regra limitadora dos ganhos.

Em comparação com o exemplo citado, há fundos de investimento indexados ao Ibovespa, por exemplo, que geram retorno próximo ao do índice, sem que o percentual de ganho esteja preestabelecido.

É evidente que o mesmo ocorre no cenário de perda. No entanto, vale fazer essa reflexão. Se você está adquirindo um COE porque aposta na alta do Ibovespa, talvez seja interessante comparar os cenários de ganhos com outras aplicações.

7 características do COE, Certificado de Operações Estruturadas

1. Quem emite

O COE é emitido geralmente por grandes bancos, como Bradesco, Itaú, Santander, Safra, Morgan Stanley, entre outros.

2. Onde comprar

É possível aplicar em COE nas próprias instituições emissoras (bancos) ou por meio de plataformas online de corretoras e distribuidoras de valores, como a Easynvest. Basta ter conta em um banco que emita o certificado ou em uma corretora que faça a distribuição do produto.

3. Aplicação mínima

Com a regulamentação das ofertas públicas, hoje o investidor encontra COE com aplicação mínima de R$ 10 mil em corretoras independentes. Em grandes bancos, o tíquete costuma ser maior.

4. Como é tributado

O COE tem incidência de Imposto de Renda conforme a tabela regressiva, válida para investimentos de renda fixa:

– 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;

– 20,0% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias;

– 17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias;

– 15,0% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

5. Tipos de COEs no mercado

Existem COEs atrelados a câmbio, ações individuais , inflação ou índices, como o Ibovespa. A modalidade de capital garantido protege o principal aplicado pelo investido, enquanto no capital em risco não há nenhuma garantia.

6. Documento de informações essenciais

O COE é sempre apresentado ao investidor com o chamado DIE (Documento de Informações Essenciais), uma espécie de prospecto que existe nos fundos de investimentos. Trata-se de um documento que traz informações sobre as principais características e os fatores de risco daquele produto.

O chamado suitability (adequação) de determinada pessoa àquela aplicação financeira faz parte desse processo de venda do produto e ajuda a enxergar se o COE deve ou não compor a cesta de ativos do investidor.

7. Para quem é indicado

O COE com capital protegido é indicado, geralmente, para investidores com perfil no mínimo “moderado”, ou seja, que buscam exposição a algum indexador de renda variável sem correr risco de perda do principal investido. Já o produto sem a proteção do capital, chamado de “capital em risco”, costuma valer para o investidor de perfil mais arrojado, cuja tolerância a risco é maior. Nessa modalidade, há possibilidade de perda parcial ou de todo o dinheiro investido se o cenário não tiver se concretizado no vencimento do papel.

Qual é a nossa opinião sobre o COE?

O COE é um produto bastante flexível e que pode ser utilizado em estruturas vantajosas ao investidor, dependendo de seu perfil e de seus objetivos financeiros.

Mas, você deve ter:

Cuidado Onde Entrega seu dinheiro!

Para garantir uma condição vantajosa de rentabilidade, você deve analisar cuidadosamente as condições do título e a credibilidade da instituição emissora de um COE.

É fundamental verificar não só o quanto você pode ganhar, mas também o quanto pode perder ao deixar de investir em outras aplicações.

Por isso, busque sempre as melhores opções de investimentos para o seu perfil. Assine a nossa newsletter e receba semanalmente conteúdos sobre cada um dos produtos financeiros em que você pode investir.

E se tiver alguma dúvida sobre a anatomia do COE ou quiser compartilhar a sua experiência, deixe aqui o seu comentário.

Luciano

Luciano Tavares é fundador e CEO da Magnetis. Administrador de carteiras credenciado pela CVM e planejador financeiro CFP ®, tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

*Texto atualizado em 26 de fevereiro de 2018. Originalmente publicado em 21 de março de 2017.

COE: o que é Certificado de Operações Estruturadas
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