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Como a Copa do Mundo impacta os investimentos? Entenda!

A cada 4 anos, a atenção do mundo se volta para uma competição internacional de futebol — a Copa do Mundo. Esse é um evento que envolve países de diversas partes do mundo e traz impactos econômicos consideráveis, especialmente no país-sede.

Por exemplo, o investimento público na Copa do Mundo no Brasil, em 2014, superou a casa dos R$ 25 bilhões. Grande parte desse custo é destinado à construção de estádios, infraestrutura, telecomunicações, turismo, segurança, entre outros pontos.

Já a Copa do Mundo do Catar, prevista para 2022, possui um gasto estimado de US$ 220 bilhões, podendo ser a copa mais cara da história. Mas como esse evento se relaciona com investimentos? Neste artigo, você saberá a resposta.

Continue a leitura e entenda melhor a relação entre Copa do Mundo e investimentos!

Contents

O que é a Copa do Mundo?

A Copa do Mundo é uma competição internacional de futebol, organizada pela FIFA — a Fédération Internationale de Football Association ou Federação Internacional de Futebol. O evento surgiu em 1930, tendo o Uruguai como país-sede e campeão da primeira competição.

No modelo vigente em 2022, a disputa envolve 32 equipes divididas em 8 grupos. Na primeira etapa, as 4 seleções de cada grupo se enfrentam, sendo classificadas as duas que melhor pontuarem. As 16 classificadas se enfrentam em partidas eliminatórias, iniciando com:

  • oitavas de final (16 equipes classificadas na fase de grupos);
  • quartas de final (8 equipes vencedoras das oitavas de final);
  • semifinal (4 equipes vencedoras das quartas de final);
  • final (2 equipes vencedoras da semifinal).

A equipe vencedora recebe o troféu da competição e uma premiação em dinheiro. Também há prêmios para o vice-campeão, bem como para o terceiro e o quarto colocado — que disputam essas posições após perderem a semifinal.

Como esse evento esportivo impacta o mercado financeiro?

Como você viu, a Copa do Mundo é um evento bastante famoso e aguardado no mundo inteiro. Mas talvez você queira saber como isso pode impactar o mercado financeiro. Afinal, o que o futebol tem a ver com investimentos?

A resposta pode ser bastante ampla. Isso porque, para que um país possa sediar uma competição dessa magnitude, ele precisará de investimentos. Será necessário realizar obras para melhorar a sua infraestrutura — como aeroportos, estádios, transporte público, rodovias, hotéis e muito mais.

Porém, nem sempre os Governos detêm os recursos necessários, tendo que recorrer à iniciativa privada. Então é bastante comum que sejam feitas parcerias para a preparação da competição, o que movimenta a economia do país e o mercado financeiro.

Ademais, considerando a visibilidade gerada pelo campeonato, muitas companhias se tornam patrocinadoras do evento. A expectativa é que a competição no Catar (em 2022) seja assistida por 5 bilhões de pessoas no planeta — ou seja, mais da metade da população mundial.

Além de investir na Copa, diversas companhias patrocinam atletas famosos como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, entre outros. Geralmente, esses jogadores entram no estádio com equipamentos, acessórios ou bebidas das marcas que os apoiam.

Ou seja, para quem investe, essa pode ser a chance de buscar oportunidades de participação nessas companhias. Muitas dessas marcas são gigantes do mercado e possuem ações negociadas na bolsa de valores, por exemplo.

No que é preciso ficar atento em relação à bolsa de valores nesse período?

Mesmo sabendo que é possível fazer investimentos na bolsa de valores para aproveitar os resultados de empresas ligadas à Copa do Mundo, vale tomar alguns cuidados. Afinal, no mercado, as ações são precificadas conforme a lei da oferta e demanda.

Nesse sentido, quando aumenta o número de interessados em comprar uma determinada ação, a tendência é o seu preço subir. Quanto mais intensa for essa procura, maior tende a ser a volatilidade no preço do ativo. O mesmo pode acontecer no sentido contrário.

Nas últimas três copas mundiais, economistas do Banco Central Europeu (BCE) acompanharam os movimentos financeiros de mais de 750 empresas, em 19 países. O resultado demonstrou que o comportamento das ações dessas companhias foi afetado durante a competição.

Isso ocorreu desde o anúncio da sede até durante os jogos e após o encerramento da competição. Após o anúncio do país-sede do evento, aumentou a movimentação das ações de diversas empresas, como negócios de construção civil, companhias aéreas, empresas de hotelaria e turismo, entre outras.

Já durante os jogos, foi comum ocorrer diminuição do volume de negociações, mesmo quando a seleção local não estava na partida. Segundo o estudo, o movimento tende a começar a partir do início do hino das equipes e pode durar até uma hora após encerrada a partida.

Considerando que, em muitos casos, os investidores também são torcedores, foi observado que a eliminação de uma equipe pode influenciar em suas decisões ao investir. 

Por exemplo, a STMicroelectronics de dupla nacionalidade (francesa e italiana) teve uma queda acentuada em seus papéis, após as seleções da Itália e França serem eliminadas da competição em 2010. Logo, é importante ficar atento a essas questões para evitar ter prejuízos financeiros no mercado acionário.

Como se proteger nesse caso?

Se você quiser aproveitar o período da Copa do Mundo para investir, será preciso saber como se proteger. O primeiro passo envolve avaliar se o seu perfil de investidor e objetivos financeiros suportam os riscos existentes no investimento em ações.

Depois, considerando que o volume financeiro do mercado diminui durante os jogos da Copa, pode ser pertinente evitar a negociação nesses períodos. Sobre a Copa do Mundo no Catar, ela ocorrerá entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

Considerando a primeira chave, a seleção brasileira joga nos dias:

  • 24 de novembro, às 16:00;
  • 28 de novembro, às 13:00;
  • 2 de dezembro, às 16:00.

Porém, conforme o campeonato avança, podem surgir novas datas. Outra forma de se proteger é pensar na diversificação do seu portfólio. Isso significa evitar alocar todo o seu capital em uma única alternativa, buscando opções que tenham riscos distintos para compor sua carteira.

Por fim, o investimento a longo prazo também pode ser uma forma de proteção. No mercado acionário, o fator tempo contribui para a diminuição dos riscos, pois reduz os efeitos da alta volatilidade de curto prazo. Logo, aumentar o prazo do investimento pode evitar prejuízos.

Neste artigo, você viu que a Copa do Mundo pode causar movimentações no mercado financeiro e trazer oportunidades para quem investe. Se você pretende aproveitar esse movimento para investir, não deixe de considerar o seu perfil e objetivos e de adotar estratégias de proteção.

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Andressa Siqueira, CFP®

Formada em Economia pela PUC-SP, é especialista em investimentos na Magnetis desde 2019. Possui as certificações CEA pela ANBIMA e de planejadora financeira CFP®, trabalha no mercado financeiro há mais de 8 anos.

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