Como calcular o CDI?

por Malena Oliveira | 27/05/2019

Como calcular o CDI?

Você sabe como calcular o CDI? Essa é uma dúvida muito comum e pode ser resolvida de forma simples. Mas qual a importância de saber como calcular o CDI? Isso pode te ajudar a saber qual rendimento esperar de uma aplicação.

Além disso, permite fazer comparações, sendo um elemento essencial para que você possa tomar sua decisão de onde e como investir seu dinheiro.

Neste artigo vamos explicar como calcular o CDI, como ele influencia os investimentos e quais aplicações têm rendimento próximo ao CDI. Confira!

O que é DI e CDI?

Diariamente, as instituições financeiras precisam encerrar suas operações com saldo positivo. Essa é uma exigência do Banco Central e, para cumpri-la, os bancos emitem títulos que são usados como empréstimo entre eles.

Dessa forma,  bancos fazem empréstimos para outros por meio de títulos, de forma que todos consigam fechar o dia com as contas equilibradas.

Esses títulos recebem o nome de CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Eles são negociados exclusivamente entre os bancos e não sofrem cobrança de imposto de renda.

Esses empréstimos têm vencimento em um dia útil, já que servem apenas para acertar as contas especificamente daquele dia.

Quem toma o empréstimo paga uma taxa de juros para quem o concedeu, assim como em qualquer outra operação de crédito. A média dessas taxas é conhecida como taxa DI (Depósitos Interbancários).

Então, recapitulando: CDIs são os títulos que são negociados, enquanto a taxa DI é a média dos juros praticados nesses empréstimos.

É muito comum, porém, que esses termos sejam tratados como sinônimos. Assim, se você escutar que o CDI está em 7% ao ano, por exemplo, já sabe que se trata da mesma coisa que a taxa DI.

Vale destacar que a taxa varia diariamente, mas costuma ser expressa como um percentual anual.

Outro ponto importante que você deve saber é que a taxa DI costuma ser muito próxima da taxa Selic, que é a taxa básica de juros dos empréstimos entre os bancos e o Banco Central.

Isso porque os CDIs têm lastro nos títulos do Tesouro, de forma que seus juros fiquem sempre próximos àqueles que o governo paga a quem empresta dinheiro a ele.

Como o CDI influencia os investimentos?

O CDI é negociado apenas entre bancos, mas a taxa se transformou em um dos principais parâmetros para boa parte das aplicações. Por isso, é comum ouvir que um investimento rende um percentual do CDI.

Assim, você já deve ter ouvido que determinada aplicação tem rendimento de 100% do CDI ou 120% do CDI, por exemplo.

Para ter uma ideia do que isso significa, vamos fazer uma comparação. Em 2018, o CDI ficou em 6,40%. Uma aplicação que tenha rendido 100% do CDI, portanto, teve essa valorização. Já a poupança rendeu 4,68% nesse período.

Assim, se você tivesse investido R$ 1.000,00 na poupança em 1º de janeiro de 2018, teria chegado a 31 de dezembro com R$1.046,80. Se tivesse aplicado em um investimento que rende 100% do CDI, teria R$1.064,00, antes de descontar o imposto de renda.

Como calcular o CDI?

A metodologia de cálculo da taxa DI foi estabelecida pela Cetip e seu valor é expresso pela taxa dos últimos 12 meses. Mas não é preciso compreender formas complexas para obter esse número.

Você pode consultá-la diretamente, utilizando uma Calculadora de DI. Basta informar as datas de início e de término para que a ferramenta calcule a variação correta da taxa DI no período.

Por exemplo, insira na data de início 01/01/2018 e na data final, 31/12/2018. No campo “taxa”, deixe marcado 100,00 (afinal, queremos saber quanto foi 100% do CDI) e, no campo valor, 1.000,00 (assim você conseguirá ver o rendimento que teria obtido se tivesse aplicado R$1.000,00 em um investimento que rende 100% do CDI).

Assim, a calculadora mostra que a taxa DI foi de 6,40% naquele ano, conforme mencionamos. Vale destacar que esse cálculo não considera a incidência de imposto de renda.

Quais investimentos têm rendimento próximo ao CDI?

Agora que você já sabe como calcular o CDI, vamos mostrar alguns dos principais investimentos que têm rendimentos próximos a essa taxa. Confira!

CDB

Muita gente confunde CDB com CDI. Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) são títulos de renda fixa, emitidos por bancos e outras instituições financeiras.

Diferentemente dos CDIs, que são negociados apenas entre os bancos, clientes pessoa física podem aplicar em CDBs.

No caso dos CDBs pós-fixados, seus rendimentos são expressos em um percentual do CDI, isto é, aqueles que pagam 100% do CDI, portanto, têm rendimento praticamente igual à taxa do DI.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público que qualquer investidor pode comprar, por meio do Tesouro Direto. Seu rendimento acompanha a variação da Selic, que, como já mencionamos, tem forte correlação com o CDI.

LCI e LCA

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é um título emitido por bancos para arrecadar recursos, com o objetivo de financiar o setor imobiliário. Seu rendimento também é um percentual do CDI.

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é muito parecida, com a diferença de que o dinheiro arrecadado pelo banco é usado para financiar o agronegócio.

Uma das grandes vantagens desse tipo de investimento é que ele é isento de imposto de renda.

Fundos DI

Esses são fundos de investimento cujo rendimento acompanha a variação do CDI. Aqui, o principal ponto de atenção está ligado à taxa de administração cobrada pelo fundo.

Essa taxa remunera o administrador por cuidar do fundo, mas, se ela for muito alta, acaba por corroer a lucratividade de quem aplicou seu dinheiro nele. Por isso, recomenda-se não investir em fundos DI com taxa de administração superior a 1% ao ano.

Agora você já sabe a diferença entre DI e CDI, como calcular o CDI, o que ele tem a ver com vários tipos de investimentos e quais são as aplicações que estão ligadas à sua variação.

Dessa forma, fica muito mais fácil tomar suas decisões de investimento, não é mesmo?

Aproveite para continuar aprofundando seus conhecimentos e entenda como funciona o serviço de consultoria de investimento.

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças pela B3 Educação e redatora na Magnetis.

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