Como e onde investir R$ 1 mil?

por Mariana Congo | 14/12/2018

Como e onde investir R$ 1 mil?

Você sabia que não é preciso ter muito dinheiro para investir em opções melhores que a poupança? Com R$ 1 mil já é possível ter acesso a investimentos sofisticados e sem precisar ser especialista. Não saber como iniciar é uma situação muito comum para quem não tem experiência prévia. Você precisa entender um pouco mais sobre seu perfil de investidor, para então saber o caminho a ser percorrido.

R$ 1 mil é um bom valor para quem ainda busca equilíbrio na hora de aplicar e quer começar com pouco. A partir desse montante, dá para definir objetivos interessantes para o médio e longo prazos. Entretanto, é preciso investir certo para que o dinheiro renda de forma eficiente. Mas com a ajuda dos melhores profissionais e aplicando nos produtos certos, as chances de rendimento crescem.

Para se ter uma ideia de como a escolha certa pode fazer a diferença, preparamos um exemplo prático. Simulamos um investimento de R$ 1 mil com aplicações mensais de R$ 100, considerando o período dos próximos 10 anos. Consideramos os mesmos valores caso haja aplicação na poupança, em uma aplicação de renda fixa que segue o CDI e em uma carteira de baixo risco da Magnetis. Os resultados obtidos seriam:

  • R$ 19.098 se tivesse aplicado na poupança ;
  • R$ 20.767 se tivesse aplicado em papéis que rendessem 100% do CDI ;
  • R$ 20.924 se tivesse aplicado na Carteira Magnetis de baixo risco

Viu como faz diferença? Por isso, preparamos este post, para ajudar você a saber como ter bons resultados investindo R$ 1 mil. Continue a leitura para descobrir as várias possibilidades de investimento com esse valor. Confira!

Como investir R$ 1 mil: comece definindo um objetivo

Ter uma meta é importante quando pensamos em investimentos. Para realizar essa meta você deve não só economizar, mas também ter um planejamento financeiro. Infelizmente, muitos acabam ficando perdidos no meio do caminho por não terem definido onde querem chegar.Definir seus objetivos financeiros pode parecer um pouco complicado, mas na verdade não é. Ganhar mais dinheiro, por exemplo, pode ser uma boa meta. Mas qual a motivação por trás deste desejo? Viajar, casar, estudar fora, trocar de carro, dar entrada em um apartamento? De forma simples, seu objetivo financeiro pode ser qualquer coisa que você queira fazer e que demande recursos financeiros.

Conte com uma reserva de emergência

Quando pensar no seu objetivo para investir, você pode até mesmo ter diferentes deles. Mas é importante que você se faça algumas perguntas. Em quanto tempo pretende realizá-lo? Vai precisar dos rendimentos no curto ou no longo prazo?

Ter isso claro é importante, porque antes de pensar em investir para um objetivo de longo prazo, por exemplo, você deve ter pelo menos uma reserva de emergência. Ela é um elemento fundamental para qualquer investidor, e deve ser o primeiro passo para quem quer começar a investir.

Contar com uma reserva de emergência, também conhecida como reserva de segurança, é o que traz mais tranquilidade quando falamos em investimento. Trata-se de um montante que você mantém aplicado mas pode resgatar facilmente em caso de um imprevisto, por exemplo. É a certeza de ter um valor aplicado, mas que está sempre a sua disposição de forma fácil de acessar.

Não existe um valor certo ou errado para ser considerado uma boa reserva de emergência. Para definir qual deve ser o tamanho da sua é importante que você avalie qual o seu custo de vida mensal, e estime um valor para mantê-lo por cerca de 3 a 6 meses.

Descubra seu perfil de investidor

Outro definição importante antes de começar a investir é saber qual o seu perfil de investidor. Cada pessoa que quer começar a aplicar têm não só objetivos diferentes, mas também um posicionamento pessoal em relação ao seu dinheiro. Uns arriscam menos, enquanto outros estão dispostos até a perder para faturar alto.

Nesse momento é importante fazer uma autorreflexão e considerar algumas perguntas. Você se sente confortável com o risco? Tem uma vida financeira planejada ou cheia de altos e baixos? Como você lida com perdas financeiras?

A partir de perguntas desse tipo, é possível definir o seu perfil para assim poder separar opções de investimentos que sejam mais adequadas para você. Assim, é possível encontrar aplicações que conciliam rentabilidade, liquidez e risco, para atender a sua necessidade.

O perfil conservador

O investidor conservador é aquele que não gosta de ver uma flutuação muito grande no preço dos títulos e também rejeita a possibilidade de perdas no patrimônio. Em outras palavras, a pessoa preza pela segurança, mesmo que isso signifique ceder um pouco mais com relação às suas pretensões de rentabilidade ou de liquidez. Também pode ser quem já conseguiu conquistar um patrimônio um pouco maior ao longo da vida e deseja apenas que ele se multiplique no longo prazo, sem possibilidade de perdas.

O perfil moderado

Moderado é o investidor que mescla as características do perfil conservador com o arrojado. Assim, a carteira de investimentos combina produtos de renda fixa com renda variável, fazendo com que possa ter alguma segurança e, ao mesmo tempo, correr risco para ter uma possibilidade elevada de lucro.

O perfil arrojado

O investidor arrojado é aquele que prioriza a rentabilidade, mesmo que isso signifique um investimento um pouco mais arriscado. Na prática, ele pode experimentar enormes ganhos e, também, grandes perdas. No mercado, dizem que são pessoas com maior apetite a risco. Esse perfil pode, mas não necessariamente, combinar com jovens, casais sem filhos ou qualquer outra pessoa que ainda não tenha patrimônio expressivo e quem tem um horizonte de investimento de mais longo prazo.

Onde investir R$ 1 mil? Conheça as principais opções

Depois que você já tem ideia de como você lida com risco e para que você quer investir você precisa saber para onde direcionar seus investimentos. Como você viu no começo do artigo escolher as aplicações corretamente pode fazer uma enorme diferença no seu rendimento.

Existem diversas opções de investimento a partir de R$ 1 mil, para diferentes necessidades e perfis. Para quem está começando e não quer arriscar tanto, as aplicações de renda fixa são as melhores alternativas. Por outro lado, quem está disposto a se arriscar mais para ter aumentar as possibilidades de ganho, com R$ 1 mil, também já consegue investir em aplicações de renda variável.

Ou melhor ainda, com esse valor também é possível investir com diversificação e com a mesma diversificação de um milionário! A questão é: opções não faltam, você só precisa conhecê-las. A seguir, listamos as principais opções para investir R$ 1 mil:

  • Títulos públicos
  • CDB
  • LCI e LCA
  • Fundos de investimento
  • Ações e ETFs
  • Carteira diversificada de investimentos

Conheça mais detalhes de cada uma delas para descobrir qual a melhor para você!

Títulos públicos: Tesouro Direto

Se você se considera mais conservador, então os títulos da dívida pública já são uma boa forma de conseguir uma rentabilidade melhor do que a da poupança. Isso é possível de ser feito sem precisar elevar o risco de sua carteira de investimentos.

A partir de R$ 30 você já consegue começar a investir nesses títulos. Outro ponto positivo é que alguns títulos do Tesouro Direto têm liquidez diária. O Tesouro Selic, por exemplo, pode ser interessante para formar a sua reserva de emergência.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Os Certificados de Depósito Bancário, conhecidos como CDBs são títulos de renda fixa, que nada mais são que certificados emitidos pelos bancos para captação de recursos. É uma forma de um banco conseguir dinheiro por meio da emissão de títulos. Em outras palavras, ao contratar um CDB, você estará “emprestando” seu dinheiro à instituição financeira e será remunerado com juros de acordo com o prazo estabelecido.

Os riscos de colocar seu dinheiro em CDBs são baixíssimos, e caso aconteça de a instituição financeira que o emitiu quebrar, os valores são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), espécie de “seguro” para os investidores.

Existem no mercado, CDBs de diferentes valores, alguns deles a partir de R$ 1 mil, sobretudo de bancos médios que oferecem uma rentabilidade melhor que grandes bancos.

LCI e LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio)

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)  assim como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), são exemplos de investimentos em renda fixa emitida por bancos. Também são consideradas investimentos de baixo risco, porque são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que funciona como um seguro para os seus investimentos.

A diferença de que o destino do dinheiro aplicado nesses títulos, servem para financiar investimentos nos setores imobiliário e agrícola, respectivamente. Embora seja mais raro, também é possível encontrar títulos desse tipo a partir de R$ 1 mil. Com a vantagem de que também são isentas de Imposto de Renda, diferente do CDB, por outro lado costumam ter um prazo maior para resgate.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são uma boa opção de aplicação financeira para quem quer diversificar sua carteira de modo prático e sem complicação. Sua forma de funcionamento é simples: eles captam recursos de diversos participantes (os chamados cotistas) e aplicam esse dinheiro em diversos ativos financeiros. Cada cotista tem direito a uma parte do fundo (as chamadas cotas), conforme a quantidade de dinheiro aplicada.

Isso permite acessar investimentos a um custo relativamente menor e com valores mínimos mais baixos. O principal objetivo dos fundos é fazer com que as suas cotas se valorizem ao longo do tempo. Para isso, eles estabelecem parâmetros para investir o dinheiro dos cotistas, que variam de acordo com a política de investimento adotada. Ou seja, existem diferentes tipos de fundos de investimentos, de renda fixa, multimercados, ações, etc. É preciso ter atenção em qual tipo de fundo você vai aplicar seu dinheiro e qual o valor mínimo de investimento. Embora existam alguns com aplicação inicial com um valor mais alto, existem opções com cotas a partir de R$ 1 mil.

Ações e ETFs

Para quem tem um perfil arrojado, e está disposto a correr mais risco pela possibilidade de ter rendimento maior, investir no mercado de ações pode ser uma opção interessante. Porém, diferente da renda fixa, neste tipo de aplicações não é possível prever retornos. Você pode inclusive incorrer em perdas!

Exatamente por isso, estas aplicações são classificadas como sendo de renda variável e de alto risco. Ou seja só recomendados para investidores com perfil arrojado ou moderado, em menor parte. Caso este seja o seu caso, você pode investir em ações de diferentes empresas como forma de diluir o seu risco, mas se quiser investir neste mercado de forma mais eficiente a melhor opção são os chamados ETFs (Exchange Traded Funds).

Também conhecidos como fundos de índices, eles tentam replicar índices de ações como o Ibovespa por exemplo, e assim diminuir o risco além de garantir maior diversificação para o investidor. Ou seja investindo em um ETF que siga o Ibovespa, você estará investindo nas ações das mais de 60 companhias que ele acompanham. Essa é uma excelente vantagem, por seria quase impossível fazer tudo sozinho.

Carteira diversificada

Como você viu, mesmo com R$ 1 mil, existem diferentes opções de investimento para os três tipos de investidor. Mas a dica de ouro é que independentemente de seu perfil, procure sempre diversificar sua carteira, para controlar os riscos. Mesmo que decida aplicar todo o seu dinheiro na bolsa, por exemplo, certifique-se de que esteja comprando ações de empresas de segmentos diferentes. 

Assim, se um setor entrar em crise, você ainda tem os rendimentos relativos aos demais. Ou mesmo se quiser colocar tudo em renda fixa, tente aplicar em diferentes aplicações. Claro, isto é uma decisão bastante pessoal sua, mas volto a reforçar: contar com uma carteira de investimentos com diversificação costuma sempre ser a melhor saída. Quer ver na prática por que adotar a estratégia de ter uma carteira pode garantir melhores resultados? Confira as simulações nos cenários a seguir.

Quanto você pode ter investindo R$ 1 mil ao longo de 10 anos?

Você pode começar a investir com R$ 1 mil ou com mais, e também aplicar mensalmente o que couber no seu bolso. As diferentes realidades são válidas na hora de aplicar, e com disciplina e paciência você obtém ótimos resultados no longo prazo. Seus objetivos podem ser a casa própria, a viagem dos sonhos, um carro novo, um pé-de-meia ou até mesmo a tranquilidade na aposentadoria.

A seguir fizemos algumas simulações considerando um investimento inicial de R$ 1 mil com aplicações mensais de R$ 100, considerando o período dos próximos 10 anos.

Vale destacar que esses valores são projeções futuras, baseadas nos cálculos do nosso algoritmo, e servem apenas para se ter uma ideia das possibilidades de investimento. Mas não é possível afirmar os resultados com certeza porque o mercado financeiro é imprevisível.

Consideramos os mesmos valores caso haja aplicação na poupança, em uma aplicação de renda fixa que segue o CDI e em três diferentes carteiras diversificadas da Magnetis. 

Cenário 1: Carteira de baixo risco 

Se você tem o perfil conservador e não quer correr riscos, saiba que também existe uma opção de carteira diversificada para você. Na Magnetis temos a carteira de Risco 1, que é a considerada menos arriscada. Basicamente ela aloca os seus investimentos em títulos de renda fixa de médio e longo prazos e em fundos de curto prazo.

 Os resultados obtidos seriam:

  • R$ 19.098 se tivesse aplicado na poupança ;
  • R$ 20.767 se tivesse aplicado em papéis que rendessem 100% do CDI ;
  • R$ 20.924 se tivesse aplicado na Carteira Magnetis de baixo risco


Carteira Magnetis de Risco 1  vs. Poupança


Carteira Magnetis de Risco 1  vs. CDI

Cenário 2: Carteira de médio risco 

Supondo agora que você estivesse disposto a correr riscos um pouco mais, e tivesse investido os mesmos R$ 1 mil em uma outra carteira nossa, distribuída não só em renda fixa mas também com um percentual em renda variável.

 Os resultados obtidos seriam:

  • R$ 19.098 se tivesse aplicado na poupança ;
  • R$ 20.767 se tivesse aplicado em papéis que rendessem 100% do CDI ;
  • R$ 23.798 se tivesse aplicado na Carteira Magnetis de médio risco


Carteira Magnetis de Risco 3  vs. Poupança


Carteira Magnetis de Risco 3  vs. CDI

​​​​Cenário 3: Carteira de alto risco 

Agora se você tem o perfil arrojado e se dispõe a correr riscos, mesmo que isso gere perdas, existe uma carteira com um percentual maior de ações. Na Magnetis temos as carteiras de Risco 4 e 5, que são consideradas as mais arriscadas. Para essa simulação consideramos a carteira de risco 4, para demonstrar que mesmo tendo um percentual menor que a carteira 5 (mais arriscada) tem um resultado interessante.

 Os resultados obtidos seriam:

  • R$ 19.098 se tivesse aplicado na poupança ;
  • R$ 20.767 se tivesse aplicado em papéis que rendessem 100% do CDI ;
  • R$ 25.966 se tivesse aplicado na Carteira Magnetis alto risco


Carteira Magnetis de Risco 4  vs. Poupança


Carteira Magnetis de Risco 4  vs. CDI

Faça a sua simulação gratuita e descubra onde investir R$ 1 mil

Agora você já sabe que existem diversas possibilidades para investir R$ 1 mil! A partir das simulações, você deve ter percebido que as opções são melhores para quem investe com diversificação.  Mas essas são apenas simulações. Você pode fazer outros testes de acordo com o seu caso, os seus objetivos e seu perfil. Um plano de investimentos personalizado é fundamental para conquistar bons resultados.

Faça o seu gratuitamente, na plataforma da Magnetis e comece hoje mesmo a melhorar seus investimentos!

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

Como e onde investir R$ 1 mil?
5 (100%) 8 vote[s]