Como Economizar Dinheiro: o Guia Definitivo

O ditado diz que dinheiro não traz felicidade. Pode ser que a expressão esteja realmente certa, mas existe uma variação desse conceito que encontra apoio em uma pesquisa realizada pelo banco americano Ally Bank: as economias, sim, trazem felicidade. Os números comprovam a tese: 85% dos entrevistados disseram que economizar dinheiro fazia bem a eles.

Esse bem-estar é reflexo da segurança que uma reserva de dinheiro gera. Saber que você pode desfrutar de prazeres proporcionados pela economia que fez ao longo da vida muda a sua relação com o dinheiro. Além disso, as reservas financeiras são a garantia que você e sua família têm para enfrentar problemas e imprevistos que aparecem ao longo da vida.

Mas então a grande pergunta é: como economizar dinheiro? A Magnetis preparou um guia definitivo para mostrar por que essa estratégia é importante para a sua vida e quais os melhores caminhos.

1. Por que economizar dinheiro é importante para sua vida?

Alcançar a independência financeira

Muitos pensam que alcançar a independência financeira é se tornar rico. Na verdade, é importante dissociar uma coisa da outra. De fato, todo rico é financeiramente independente, mas o inverso não vale. Você pode se encontrar em uma situação em que não dependa mais do salário sem necessariamente ter ficado rico.

Alcançar a independência financeira significa chegar naquele ponto em que você pode parar e pensar em mudar o rumo da sua vida. Por exemplo, tirar um ano sabático para estudar no exterior. Essa conta só pode ser feita quando você tem condições de passar um ano sem receber e ainda ter reserva para a sua volta.

Essa independência permite até que você troque de carreira. O período de estudos será bancado pelas economias que você fez até o momento.

Ao mesmo tempo, você pode sonhar e planejar empreender, iniciando um novo negócio. O investimento para viabilizar esse projeto e as despesas da sua família enquanto o negócio ainda não tiver decolado serão bancados pelas reservas acumuladas.

Toda mudança ou necessidade só encontra suporte quando você se prepara ao longo dos anos. Economizar dinheiro não só te prepara para os obstáculos que a vida apresenta, como também permite que você realize seus sonhos pessoais e profissionais.

(Seu salário é baixo e você acha que não consegue poupar dinheiro? Descubra como isso é possível em nosso artigo Como economizar dinheiro ganhando pouco).

Ter segurança para uma emergência ou mudanças inesperadas

Em um momento você está empregado, ganhando bem e realizado. Mas no momento seguinte esse cenário pode mudar, sem avisar. Em momentos de crise, nunca sabemos o que pode acontecer com a gente. Portanto, economizar dinheiro nos deixa preparados para momentos difíceis.

Perder o emprego é sempre um trauma. Vislumbrar o futuro próximo sem renda assusta as pessoas. Também envolve mudanças no padrão de vida e uma maior preocupação com a segurança da sua família.

A vida financeira deve ser organizada para suportar as circunstâncias mais graves. Desde o início, você deve se preparar para esses momentos, mesmo que você tenha uma certa segurança de que não vai acontecer. Economizar dinheiro para esses momentos é o que alimenta o bem-estar, pois você sabe que está pronto para ficar sem trabalho temporariamente e com condições de manter o padrão de vida, incluindo despesas como mensalidades de escolas, planos de saúde e pagamentos de contas.

Outro momento crítico que mostra que a independência financeira é sua maior segurança está no cuidado com a saúde. As emergências médicas surgem sem nos avisar. E para isso você tem que estar pronto para oferecer o melhor à sua família. Doenças e acidentes demandam cuidados com tratamentos, médicos e hospitais. Isso tudo custa dinheiro, mesmo que você tenha um bom plano de saúde. Preparar-se para problemas e imprevistos é um dos principais motivos para economizar dinheiro.

Infelizmente há relatos frequentes de pessoas que passam problemas de saúde que também acabam se tornando verdadeiros dramas financeiros, como esse caso do Carlos Alberto. Não deixe que isso aconteça com você!

Poder investir no seu futuro

Uma das maiores vantagens de poupar recursos é ter a capacidade de investir no seu futuro. Seja através do desenvolvimento pessoal, seja através da busca de realização profissional ou simplesmente por poder acumular recursos ao longo da vida.

Fazer cursos de pós-graduação, no Brasil ou no exterior, participar de seminários, entrar em escolas de línguas, ou seja, enriquecer seu currículo, é uma forma de investir no seu futuro. A educação é um ativo que não se perde nunca e torna você um profissional mais capacitado para se adaptar a mudanças.

Estar empregado e satisfeito com o resultado do seu trabalho não significa necessariamente que você esteja realizado profissionalmente. Hoje, somos apresentados a dezenas de oportunidades de negócios e de novas carreiras. O mercado vive uma grande transformação com a chamada Nova Economia e a chegada de novas tecnologias, o que traz grandes oportunidades.

Olhar para futuro pode também significar ter um negócio próprio, que continue a gerar renda após sua aposentadoria e que satisfaça um desejo atual. Para que esse tipo de investimento promissor realmente dê o retorno esperado, é necessário que você o contemple em seu planejamento financeiro o quanto antes.

(E ainda sobre esse assunto, muita gente acredita que é necessário abrir mão de conforto ou passar privações hoje para colher mais para frente. Veja aqui em nosso artigo Como economizar dinheiro para o futuro porque essa ideia é errada e como você pode garantir o amanhã sem sacrifícios no presente).

Criar uma relação mais saudável com o dinheiro

Estamos cercados pelo consumismo. Não só por meio das propagandas de TV, mas agora, principalmente, pelos anúncios que estão literalmente dentro do nosso bolso, na tela do celular, quando navegamos por redes sociais ou fazemos uma busca.

Consumismo este que não se resume somente em comprar coisas do uso cotidiano, como roupas e calçados. Agora, as ofertas que mais nos seduzem vão desde gadgets, como tablets e celulares de última geração a viagens de fins de semana para resorts.

Pense no ato de trocar o celular a cada ano. É necessidade ou sedução? Por que não realizar uma reunião de amigos em casa em vez de ir a um restaurante caro da moda? Sem abrir mão do conforto e das coisas boas, você pode começar a construir uma relação mais saudável com o dinheiro.

É possível ter uma vida confortável, com o que existe de melhor, sem ter que esbanjar e gastar compulsivamente. Pensar no futuro faz com que você e sua família analisem com mais cuidado os gastos no presente.

Sobre levar uma vida confortável sem ter que esbanjar compulsivamente, vale muito conhecer o relato do Marco Gomes, fundador de uma grande empresa de internet, onde ele revela como conseguiu aprender a viver bem com menos.

2. Faça um orçamento pessoal/familiar

Agora que você se convenceu sobre a importância de economizar dinheiro, o primeiro passo é botar a casa em ordem. A maneira mais fácil de organizar as finanças é criar um orçamento pessoal e familiar, assim como fez a Karine Drumond, do Negócio de Mulher. Veja como é mais fácil do que você pensa.

Defina um objetivo claro (SMART)

O primeiro passo para se criar um orçamento familiar é ter um objetivo muito claro e bem definido. Ele pode ser quitar todas as dívidas ou comprar uma casa, mas o importante é que ele seja "SMART".

Na sigla em inglês, a definição de "SMART" é Specific, Measurable, Assignable, Realistic e Time-Related. Em uma tradução livre para o português, a sigla significa que a meta tem de ser especifica, mensurável, atribuível, realística e com prazo definido.

Dessa forma, você deve estabelecer uma meta que seja atingível e um método realista para alcançá-la dentro de um prazo específico. Se você quer comprar um carro, por exemplo, deve pensar no valor exato do veículo, em quanto pode poupar todo mês para em um período determinado de tempo ter a quantia necessária para realizar a aquisição. Não adianta achar que vai conseguir comprar um carro de R$ 60 mil em 2 anos poupando R$ 500 reais por mês, pois isso não seria realista.

Dê a cada centavo um destino

Agora que você já definiu seu objetivo SMART, o próximo passo é utilizar a técnica de "dar a cada centavo um destino específico e pré-determinado". Essa etapa é fundamental porque te ajudará a tomar decisões de gastos mais inteligentes e atingir seus objetivos financeiros como você planejou.

Para entender o que é essa técnica e porque ela funciona, imagine a seguinte situação: você acabou de receber o salário na sua conta - vamos supor R$ 2.000,00 líquido - e, sem qualquer planejamento, sai para jantar num restaurante mais caro, esperando gastar algo em torno de R$ 100.

Sem problemas, certo? Afinal, você tem R$ 2.000,00 na conta e pode pagar tranquilamente. Errado!

À primeira vista, pode parecer que você está dentro do seu orçamento porque tem saldo para cobrir essa despesa no momento. Mas e depois? E quando as contas fixas e demais gastos do mês começarem a aparecer? Como saber se você pode ou não gastar - e quanto - para ficar dentro do seu orçamento ao final do mês?

Sem um planejamento adequado você fica perdido e não conseguirá se manter dentro das suas metas de gasto. E é justamente aqui que a técnica de "dar a cada um dos seus centavos um destino" pode ajudar. Nela, você divide seu orçamento em categorias para decidir onde, quanto e como gastar de modo mais inteligente, alocando cada um dos seus centavos numa dessas categorias.

Para aplicá-la, é simples. A primeira coisa a fazer é dividir os seus gastos previstos em tipos ou categorias, e então estabelecer quanto poderá gastar em cada uma delas durante todo o mês. Assim, na situação acima, você poderia por exemplo definir as categorias e o orçamento para cada uma delas da seguinte forma: alimentação (R$ 500,00), aluguel (R$1.000,00), transporte (R$ 150,00), contas da casa - água, luz, gás (R$ 350,00). Total: R$ 2.000,00.

É muito importante que você direcione cada centavo do que recebe em uma dessas categorias que definiu, não deixando nem um centavo se quer sem destino. No nosso exemplo, alocamos todos os R$ 2.000,00 recebidos.

Feito isso, ao analisar a possibilidade de gastar R$ 100,00 numa única refeição com esse novo cenário, você verá que pode ser complicado comprometer um quinto do seu orçamento de alimentação para todo o mês com uma única refeição, e então você toma a decisão de ir comer num lugar mais barato.

Durante o período, muito provavelmente poderão ocorrer também despesas não planejadas. Nesse caso, você pode (e deve) fazer ajustes entre as categorias para que, ao final, você consiga ficar dentro do seu orçamento total. Essa flexibilidade do método justifica porque mesmo em caso de gastos imprevistos ele continua válido: não existem falhas no orçamento.

De início você pode duvidar que algo assim tão simples de fazer possa ser tão eficaz para te ajudar a planejar um orçamento familiar e se manter dentro dele, mas não se engane: há pessoas que chegam a dizer que tem a sensação de ter recebido um verdadeiro aumento de salário ao colocar isso em prática.

Em tempo: esse método pode ser colocado em prática também com o uso de uma dentre algumas das melhores ferramentas de controle financeiro que analisamos aqui.

Tenha cuidado com as grandes despesas

Você definiu um destino para cada centavo que recebe e está conseguindo colocar as finanças em ordem. Agora, você deve ter uma atenção especial para grandes despesas que podem pôr tudo a perder. Afinal, são gastos que nem sempre entram nas despesas mensais mais usuais, mas que podem acabar tendo um grande impacto nas contas.

Imagine gastos com a compra de um bem, como uma casa ou um carro. Ou então despesas para fazer uma longa viagem ou para realizar um casamento. São eventos pontuais que demandam altos desembolsos, mas previsíveis e que precisam ser devidamente planejados no orçamento. Somente uma programação de longo prazo e com boa antecedência pode possibilitar que se honre os pagamentos das respectivas parcelas ou financiamentos.

Pensar antes em como encaixar esses grandes gastos no seu orçamento pode ser a chave para conseguir pagá-los sem preocupações.

3. Pague suas dívidas

Você montou seu orçamento pessoal e familiar? Então está na hora de colocá-lo em prática. O primeiro item da lista é quitar as dívidas. Sem dúvida, o endividamento pessoal é o obstáculo mais perigoso para o caminho da segurança financeira. É preciso lidar de frente com isso, com coragem, para eliminar de vez esse fantasma da sua vida. E para isso, as dicas abaixo podem fazer toda a diferença.

Juros de dívidas pessoais têm as maiores taxas do mundo

Fazer dívidas usando os créditos do cartão e do cheque especial não é um bom negócio. Essas duas modalidades possuem algumas das taxas de juros mais altas do mundo. A possibilidade de você se endividar mais ainda depois de entrar nos limites do cartão e do cheque é grande.

No início de 2015, o Bacen liberou nota informando que a taxa média dos juros do cartão de crédito era 347,5% ao ano (tendo como mês base maio/2015). Esse valor é o maior desde 1999.

O cheque especial também não fica muito atrás. Também tendo como base maio, os juros ao mês são de 9,90%, o que dá uma taxa anual de 210,44%, a maior desde janeiro de 2003.

Por isso, é preciso muita atenção com os gastos. No caso do cartão de crédito, preste atenção em algumas medidas que irão ajudar no seu controle e evitar que você entre no rotativo do cartão. Pague a fatura total e na data de vencimento. Dessa forma, você não pagará juros sobre o parcelamento. E na hora da compra, opte por lojas que ofereçam parcelamento sem juros, caso precise dividir o valor. O ideal mesmo é que você compre à vista, desde que caiba no seu orçamento. E nunca saque dinheiro usando o limite do seu cartão de crédito!

Para que você não entre no cheque especial, faça sempre o controle do seu orçamento. Confira o extrato semanalmente para não ser pego de surpresa, ou você pode acabar se complicando, como aconteceu com o Maurício.

Importância de quitar as dívidas logo

Ter dívidas não se restringe apenas a uma questão financeira. Elas podem afetar a sua vida pessoal e familiar e até mesmo seu trabalho, dependendo dos valores e das condições que você tem para quitá-la.

Dívidas causam estresse emocional e físico, tiram sua concentração e fazem com que seu rendimento caia. Na família, pode provocar discussões desnecessárias e gerar tensão. Afinal, com dívidas, novos gastos não devem ser feitos. Prepare um plano de pagamento para que você se livre das dívidas o mais rápido possível.

Além disso, com a dívida zerada, você fica mais tranquilo em relação aos gastos fixos e emergenciais.

Pagar as dívidas o mais rápido possível em muitos casos é mais interessante até mesmo do que investir, como mostramos nessa outra situação analisada aqui.

Métodos para quitar dívidas

Se você já possui dívidas, deve se preparar para pagá-las o mais rápido possível. Veja a seguir alguns métodos que irão te ajudar nessa tarefa importante de sua vida financeira:

  • Revise seu orçamento e inclua as dívidas. É o primeiro passo. Determine seus gastos fixos atuais, despesas da casa, entradas de dinheiro e as dívidas. Assim, você terá sua situação financeira mapeada de forma realística e só então reunirá condições para pagá-la.
  • Não faça novas dívidas. Quando você está cavando seu próprio buraco, o primeiro passo é parar de cavar. Durante o período em que você está reorganizando sua vida financeira, não contraia mais dívidas. Aumentar a confusão no meio da turbulência não vai aliviar sua vida. Esse período é fundamental para você se reerguer.
  • Mude seus hábitos e seja disciplinado. Uma situação crítica requer atitudes radicais. Troque o restaurante pelo jantar em casa. Leve almoço para o trabalho Controle o desejo de comprar um novo celular, de trocar de carro, de renovar o guarda-roupa. Siga com rigor os planos para quitar as dívidas. Qualquer deslize pode comprometer o planejamento.
  • Saia de casa sem cartão de crédito. Essa atitude ajuda você a controlar os gastos. Deixe o cartão de crédito apenas para as emergências. Use apenas o dinheiro que você tem disponível. Descadastre as informações do cartão de crédito das lojas virtuais, pois isso inibe compras por impulso. É uma atitude simples, mas que evita gastos num momento em que você não pode.
  • Renegocie as dívidas. Muitos bancos e financeiras preferem renegociar as dívidas a enfrentar a inadimplência. Então, se os números estiverem muito fora do seu esforço financeiro, não hesite: vá ao banco e renegocie o pagamento do cartão de crédito e cheque especial.
  • Pague antes as dívidas com os maiores juros. Na hora em que você listou suas dívidas, dê atenção especial às que possuem maior taxa de juros. São elas que você deve liquidar primeiro para evitar o efeito bola de neve — juros que vão rolando e que fazem crescer o valor devido. Uma vez quitada a dívida de maior juros, vá para a segunda maior e assim por diante até ter todas as dívidas quitadas.
  • Use bônus, pagamento de férias ou 13º para quitar suas dívidas. Esse dinheiro extra, que você talvez fosse usar para realizar um desejo ou para viajar, deve ser usado para resolver seu problema atual. Adie a viagem por um ano. É melhor viajar com sua vida financeira arrumada do que ir sem poder gastar ou, pior, fazer mais dívidas.

4. Crie uma reserva financeira

Agora que você se livrou das dívidas, é hora de montar uma reserva financeira. É esse fundo de emergência que vai te dar a tranquilidade para lidar com qualquer situação na sua vida.

O que é um fundo de emergência?

Você sabe que todo ano você tem que pagar o seguro do carro, IPVA, IPTU, plano de saúde. Todo ano, você tem férias e viaja. Isso você sabe e pode planejar no seu orçamento anual os custos desses gastos previsíveis. Mas o que você não pode planejar é um reparo na casa, uma viagem de emergência, um problema de saúde que não é coberto pelo plano.

Para isso, você precisa ter um fundo de emergência. Basicamente, é um dinheiro que você poupou com o objetivo de ser usado para situações fora do planejamento e somente para isso. Não mexa nele para compras, viagens programadas ou para fazer agrados pessoais. Esse é um valor que deve ficar investido.

Por que fazer um fundo de emergência?

A vida traz uma série de imprevistos, seja com relação a trabalho ou na saúde da sua família. Uma reserva financeira é importante para lidar com esses momentos. Não pense que ter um fundo de emergência é algum tipo de punição. Pelo contrário, esse é o dinheiro que vai salvá-lo de contrair dívidas nos momentos mais difíceis da vida.

Por exemplo, imagine que surja algum problema de saúde grave na família, que exige viagens, tratamentos caros e cuidados especiais. Ou quando você se vê obrigado a se afastar do seu trabalho por um tempo longo.

Essa reserva financeira te dá a segurança caso a sua família perca uma fonte de renda — você pode ficar sem emprego, por exemplo. Essas situações são atenuadas pelo fundo de emergência.

Comece com um valor pequeno e aumente gradualmente

E como criar um fundo de emergência? Você aprendeu acima a criar metas SMART e também a dar um destino a cada centavo.

Vamos aplicar os mesmos conceitos para criar uma meta inicial. Defina um valor baixo, possível de ser alcançado no período determinado. Tudo deve ser ajustado de acordo com sua renda e seus gastos fixos. Não comprometa as despesas da casa e o pagamento de dívidas para criar o fundo.

Por exemplo, comece com um plano bimestral e quanto você deve poupar por semana para alcançar essa meta. Não se incomode caso o valor semanal seja baixo — por exemplo R$ 10, R$ 20. O importante, neste momento, é criar o hábito e cumprir os objetivos.

Após dois meses, com o valor obtido, aumente a meta. Faça essa mudança a cada período até chegar ao valor que você considera ideal para o fundo de emergência. É recomendável que o valor final da reserva seja equivalente à renda de seis meses. Porém, essa métrica deve ser ajustada conforme sua profissão. Para empregos menos estáveis como profissionais autônomos ou corretores, é recomendável uma valor equivalente a 12 meses.

Para garantir a poupança semanal, uma dica é programar pelo seu internet banking o depósito automático. Assim, você não terá a preocupação de ter que fazer a operação nem terá desculpa para os esquecimentos.

Pague você primeiro

Uma vez que você já criou uma reserva financeira, não pare por aí! Aproveite o embalo e crie de uma vez por todas o hábito de separar de antemão um percentual da sua renda para seu futuro. Chamamos isso de "pagar você primeiro". É uma mudança de mentalidade simples, porém poderosa, que pode transformar a maneira que você cria uma poupança.

Separe um percentual do salário antes de gastar

Nosso costume é pensar em primeiro pagar as contas e as despesas mensais, como supermercado, no momento em que recebemos o salário. Poupar é um ato que fica restrito para o fim do mês, para o dinheiro que sobrou, após todos os gastos extras.

Este é um erro que você deve evitar e eliminar da sua vida financeira agora. A primeira coisa a ser feita, com o salário em conta, é separar um percentual e guardar.

Com isso, você saberá exatamente quanto pode gastar no mês. Mas cuidado, não faça extravagâncias com o dinheiro que restou na conta. Os luxos devem ser uma exceção — uma data especial, um presente para alguém querido. Você não precisa abrir mão do conforto, é só direcionar bem os gastos. E se sobrar alguma coisa no final do mês, saberá que tem condições de poupar mais.

Comece com um percentual pequeno para criar o hábito e vá aumentando até alcançar o percentual desejado

Calcule um percentual do seu salário que você poderá pagar a si mesmo primeiro. Defina um valor pequeno no início, para que você crie o hábito e perceba as vantagens e os benefícios de pensar dessa forma.

Aumente aos poucos o percentual que é separado para suas poupanças até chegar no valor previamente determinado por você.

Aqui você pode ver em detalhes como você pode aplicar os 7 passos da metodologia do "pague a si mesmo" para atingir sucesso financeiro.

5. Faça acontecer

Agora, com todas essas dicas, é hora de botar a mão na massa e começar o seu novo planejamento financeiro. A vida exige que você esteja no controle. Para isso, o melhor a fazer é mapear suas receitas e despesas, saber exatamente como o seu dinheiro está sendo gasto e, principalmente, como você quer que ele seja usado de agora em diante.

Se você precisa de dicas práticas e mais esclarecimentos para saber como economizar dinheiro, os artigos abaixo também podem ser muito úteis:

Como poupar dinheiro em um ano

7 hábitos que você deve cultivar para juntar dinheiro em 2015

Prepare-se já para colocar as finanças em ordem em 2015

E caso ainda tenha dúvidas sobre como economizar dinheiro, deixe sua dúvida abaixo para que possamos responder ou entre em contato com a Magnetis!