Como escolher um bom investimento? Conheça os 3 principais critérios

por Mariana Congo | 02/01/2019

Como escolher um bom investimento?

Você sabe como escolher um bom investimento? Sabia que é um processo semelhante à compra de uma casa ou de um carro?

Quando você considera comprar algum bem, é natural que utilize critérios para avaliar sua qualidade e o quanto ele atende suas necessidades. 

Da mesma forma, ao fazer aplicações financeiras, é necessário considerar alguns pontos fundamentais para obter os melhores resultados.

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Por isso, abordaremos neste post as três principais questões que você precisa avaliar para fazer um bom investimento: retorno, risco e liquidez.

Entender como essas variáveis se relacionam ajuda na escolha das melhores aplicações para você. Quer saber mais detalhes? Acompanhe!

Critério 1: Retorno do investimento

Normalmente, o retorno é o aspecto em que as pessoas mais prestam atenção quando pensam em investir — afinal, todos querem que seu dinheiro seja valorizado.

As melhores taxas de retorno geralmente são oferecidas pelos ativos mais arriscados, como as aplicações de renda variável (ações, fundos imobiliários, moedas estrangeiras).

Porém, o preço desses ativos costuma oscilar de forma mais intensa e pode causar prejuízo para quem não tolera as variações. Já os investimentos de renda fixa oferecem um retorno mais previsível e, geralmente, menor.

O ideal, na verdade, é montar uma carteira diversificada com ativos de renda fixa e renda variável. Assim, a combinação das suas aplicações oferecerá um retorno mais consistente no futuro. Nas palavras de Warren Buffet, “a diversificação de ações é uma proteção contra a ignorância”.

Mas como avaliar se o retorno de um investimento é satisfatório, uma vez que não é correto olhar apenas para sua rentabilidade?

Uma métrica bastante comum na indústria dos investimentos é o benchmark. Ele é um índice financeiro utilizado principalmente por fundos de investimento para avaliar o sucesso de sua estratégia.

Existem diversos benchmarks e cada um serve para acompanhar um grupo diferente de investimentos. Os principais utilizados hoje no mercado brasileiro são:

  • taxa CDI, para investimentos conservadores;
  • taxa Selic, para investimentos conservadores;
  • Índice Bovespa, para investimentos moderados e arriscados;
  • indicadores de inflação, para investimentos que focam o longo prazo;
  • taxa de câmbio, para investimentos que envolvem ativos no exterior.

Cada tipo de investimento deve ser comparado com o seu respectivo benchmark. Se o investimento for de renda fixa, por exemplo, não faz sentido compará-lo com benchmarks do mercado de ações ou com a taxa de câmbio, pois tratam-se de níveis de risco diferentes.

Além do retorno em relação ao benchmark, também é fundamental analisar o retorno líquido do investimento, ou seja, o montante que restará depois que forem descontados todos os impostos, tarifas e demais despesas.

Muitas vezes, um investimento pode parecer atrativo à primeira vista. Porém, com os custos na ponta do lápis, ele pode não valer a pena para o que você pretende alcançar.

Por exemplo, se um investimento com pouco mais de um ano (cuja alíquota do Imposto de Renda fica em 17,5%) obtém ganhos de R$ 100 brutos, é necessário descontar R$ 17,50 referente ao imposto.

Podem existir ainda custos com corretagem, movimentações bancárias, taxas de administração, entre outros. Eles também devem ser considerados antes da apuração do rendimento líquido.

Critério 2: Risco do investimento

Tão importante quanto avaliar o retorno, é preciso entender o risco do investimento. Na prática, o risco representa a possibilidade de o retorno ser menor que o esperado, nulo ou mesmo negativo. Existem diversos tipos de riscos, mas vamos focar aqui os dois principais: o de mercado e o de crédito.

Risco de mercado

Esse é um dos riscos mais comuns e ocorre diante da possibilidade de oscilações nos preços de um investimento por conta das condições do mercado.

Diversos eventos diferentes podem desencadear esse risco. Se for a ação de uma empresa, uma queda na receita pode afetar o preço de seus papéis no mercado.

Se for um ativo de renda fixa, o resultado final da aplicação pode ser alterado caso a rentabilidade desse investimento esteja ligada à taxa de juros ou à inflação, por exemplo. Assim, se esses indicadores tiverem um comportamento abaixo do esperado, o rendimento da aplicação também diminui.

Risco de crédito

O risco de crédito trata da possibilidade de a empresa que emitiu o investimento não pagar a rentabilidade prometida.

Esse tipo de risco é assumido nos investimentos em dívidas (títulos bancários e do Tesouro Direto, por exemplo).

Os recursos são emprestados à instituição pela pessoa que investe. Em troca, ela recebe o dinheiro com volta, mais os juros, no prazo combinado.

O descumprimento da obrigação pode ser total ou parcial, de modo que pagamentos incompletos e atrasados também representam risco de crédito.

Os títulos públicos são os que apresentam os menores riscos de crédito do mercado. Isso porque o governo, em última instância, pode emitir dinheiro para pagar sua dívida.

É importante ressaltar que todos os investimentos, sem exceção, têm risco. Por isso, antes de investir é preciso avaliar se uma aplicação está de acordo com o seu perfil e os seus objetivos. Caso contrário, há um grande risco de você não ficar contente com o resultado.

Critério 3: Liquidez do investimento

Não menos relevante, a liquidez dos investimentos geralmente é o critério menos observado. Ela é medida pela facilidade com que um ativo pode ser transformado em dinheiro.

Um imóvel, por exemplo, demora mais tempo para ser vendido do que um carro. Da mesma forma, existem investimentos que podem levar mais tempo para ser transformados em dinheiro.  

O Tesouro Direto, por exemplo, tem alta liquidez, pois o dinheiro investido pode ser resgatado no mesmo dia.

Já uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) — ou qualquer título de renda fixa com prazo de vencimento — é considerada um ativo de baixa liquidez, visto que é preciso esperar o prazo para reaver o dinheiro aplicado.

Afinal, como escolher um bom investimento?

Com base na observação desses três critérios, podemos concluir que encontrar a combinação ideal entre retorno, risco e liquidez é uma análise bastante particular. Ela depende do seu momento de vida, do quanto você pode investir e de onde pretende chegar.

O ideal é sempre ter alto retorno, baixo risco e mais liquidez. Porém, na maior parte dos casos, será preciso priorizar um ou dois desses benefícios.

Geralmente, para obter um retorno maior nos investimentos, é preciso correr mais riscos ou aceitar uma liquidez menor.

Em todos os casos, porém, você pode contar com o suporte de uma consultoria de investimentos para ajudar em sua escolha.

Investir não é somente para quem tem muito dinheiro. E com a ajuda dos profissionais adequados, você pode encontrar os melhores investimentos para o seu perfil.

As consultorias de investimentos ajudam a entender seus objetivos, mapear seu perfil e elaborar um plano personalizado para você tomar sempre as melhores decisões financeiras.

Então, agora que você aprendeu um pouco mais sobre como escolher um bom investimento, que tal montar grátis um plano para alcançar seus objetivos? Leva apenas alguns minutos!

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

(Post originalmente publicado em março de 2014)

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