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Pensando em investir em previdência privada? Entenda como funciona!

Se você já está pensando em sua aposentadoria, provavelmente tem receio em relação ao futuro da previdência social. Diversas reformas, como a de 2019, fizeram a busca por alternativas de aplicação financeira para o longo prazo crescer. E a principal delas é a previdência privada. Mas como ela realmente funciona?

A seguir, entenda a diferença entre previdência social e previdência complementar, como cada uma funciona e como escolher o plano ideal para seus objetivos. Confira!

O que é a previdência privada?

Previdência privada é  uma forma de poupar para complementar a aposentadoria oficial ou para atingir objetivos de longo prazo. Pagar os estudos dos filhos ou comprar um imóvel são alguns exemplos dessas metas que podem fazer você mudar de vida.

Existem duas fases em um plano de previdência privada. Na fase de acúmulo, você deposita a quantia que desejar durante um período de tempo predefinido. Os planos de previdência privada geralmente se tornam vantajosos em um horizonte de 10 anos ou mais. Depois da fase de acúmulo, vem a fase de renda ou usufruto. Essa é a época em que se recebe o dinheiro aplicado junto do rendimentos.

Os rendimentos vêm dos juros recebidos quando deixamos um dinheiro aplicado. Essa quantia depende tanto do valor aportado quanto da rentabilidade dessas aplicações.

Os planos privados são feitos de fundos de previdência, e seus gestores escolhem quais ativos comprar e vender. O resultado das movimentações financeiras é o rendimento recebido na fase de renda ou usufruto.

Tipos de plano de previdência privada

Existem duas formas de previdência privada, ou “pacotes”, que podem ser adquiridos com instituições financeiras.

Os planos fechados são oferecidos por uma empresa apenas aos seus associados ou colaboradores por meio de uma fundação ou cooperativa. Os fundos de pensão, por exemplo, correspondem a um plano fechado de previdência privada. Já os planos abertos estão disponíveis para qualquer pessoa por meio de bancos, corretoras e seguradoras.

Além de planos abertos e fechados, previdências privadas são divididas em Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) ou Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).Estude bem os dois modelos, porque não será permitido fazer a portabilidade de um VGBL para um PGBL e vice-versa.

No PGBL, há uma vantagem tributária. É possível abater suas contribuições fazendo a declaração completa do Imposto de Renda. Assim, a “mordida do leão” é menor e existe a possibilidade de aplicar mais recursos. O valor declarado deve representar até 12% da sua renda bruta anual. Só que o imposto sobre o saque de um PGBL incide sobre o total acumulado na previdência privada.

Já o VGBL não apresenta abatimento no Imposto de Renda. Ele é indicado a quem realiza declarações simplificadas ou não se encaixa nos critérios de declaração. No VGBL, o imposto pago quando no saque das reservas incide apenas sobre seus rendimentos.

Qual a diferença entre previdência privada e social?

A previdência privada tem caráter particular. Já a previdência social está atrelada ao governo, sendo fornecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Todo brasileiro que trabalha com carteira assinada é segurado pela previdência social. Um percentual de 7,5% a 14% é recolhido do salário para garantir a renda de quem já se aposentou e outros amparos da previdência social.

Empreendedores também podem contribuir para esse sistema. Um exemplo é o MEI, que paga mensalmente o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF).

Como funciona a previdência privada?

A previdência privada é definida a partir do montante aplicado, do tempo corrido até aposentadoria e da renda que você deseja receber.

O valor mínimo de aporte inicial e dos aportes mensais varia entre os planos de previdência. E também existe a possibilidade de escolher entre três formas de receber a quantia que foi guardada:

  • recebimento integral: saque de todo o valor guardado de uma vez só;
  • recebimento mensal temporárioresgate mensal de valor fixo e com data para começar e acabar;
  • recebimento mensal vitalício: retorno de um valor fixo a partir de uma certa data — as contribuições são pagas até o falecimento da pessoa que investiu.

Taxas

Os gestores costumam cobrar três tipos de taxas, que podem afetar bastante os rendimentos.

Primeiro está a taxa de carregamento. Ela é aplicada sobre cada aporte, mas algumas instituições não a cobram ou reduzem seus valores na negociação. Já a taxa de gestão da previdência privada é cobrada anualmente sobre todo o dinheiro no seu fundo.

Por fim, a taxa de saída é cobrada no momento em que você resgata o dinheiro da previdência, também sobre a reserva total. Ela pode ser cobrada no caso de saques antecipados.

Se não gostar das condições da sua previdência atual, uma vantagem desse tipo de aplicação é poder fazer a portabilidade dos recursos. Isso significa migrar o dinheiro para um plano que ofereça melhores condições sem ter de resgatá-los e pagar taxas. Essa portabilidade pode ser feita entre planos de uma mesma instituição financeira ou para um plano de outra instituição.

Tributação do IR

O Imposto de Renda é pago na hora resgatar os recursos. Existem dois regimes de tributação possíveis. Primeiro, vamos falar da tabela progressiva, em que as alíquotas pagas aumentam de acordo com a renda mensal de aposentadoria. As taxas variam de zero (isenção de taxas) a 27,5%. É uma boa opção quando você sabe que vai se aposentar logo ou que sua renda não será tão alta.

Segundo, temos a tabela regressiva, em que a tributação diminui conforme seu tempo de aplicação. A alíquota vai de 10% a 35%. A menor alíquota é alcançada com mais de 10 anos de aplicação e é uma vantagem sobre opções de investimento que não são isentos de impostos.

Uma grande diferença dos fundos de previdência privada para outras categorias de fundos é: eles não cobram o come-cotas, uma espécie de antecipação de impostos. Essa vantagem tributária pode aumentar seus rendimentos em aplicações planejadas para longo prazo.

A previdência privada também não cobra impostos em caso de falecimento e transferência do patrimônio, sendo passada diretamente para os herdeiros apontados no momento de contratação do plano.

É possível retirar o valor antes do planejado?

Para que seu rendimento na previdência privada seja garantido, o ideal é aguardar o final do prazo estipulado em contrato. Antes de aportar em uma previdência privada, faça um bom planejamento e tente ao máximo deixar essa aplicação financeira intocada.

Quando você retira o valor antes do prazo estipulado, precisa aguardar um tempo de carência. O prazo pode ir de dois até 24 meses. Saques parciais precisam respeitar um período que vai de dois a seis meses.

Como escolher uma previdência privada?

Além de decidir entre previdências privadas, é necessário ficar de olho na composição de ativos desse plano. Assim como fundos de investimento comuns, os fundos de previdência podem ter estratégias distintas.

Há fundos de previdência com aplicações de renda fixa e de renda variável, ou uma mistura dessas duas classes de ativos. Considere seu perfil de tolerância ao risco e que essa é uma aplicação de longo prazo.

Escolha uma instituição financeira de segurança, com estrutura e caixa para operar esse serviço. A previdência privada não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura que você receba seu dinheiro de volta em caso de falência, com limite de R$ 250 mil por instituição.

previdência privada é uma opção para os que buscam um complemento à aposentadoria pública ou têm objetivos de longo prazo. Considere os tipos de planos, as formas de tributação, as taxas envolvidas e a possível necessidade de saque. Agora que você já sabe como funciona a previdência privada, inscreva-se no nosso Podcast para saber mais sobre aplicações financeiras!

Julia Ayres

Julia é jornalista por formação, mas apaixonada por marketing digital, performance e educação financeira. Atualmente, lidera as estratégias de marketing para a área de empresas da Magnetis

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