Não sabe como investir fora do banco? Tire 4 dúvidas aqui

por Mariana Congo | 09/11/2018

como investir fora do banco

Investir fora do banco ainda é visto com certa desconfiança pela maioria das pessoas. Por muito tempo os grandes bancos tem sido representados como símbolos de segurança e estabilidade. Aliás é exatamente o medo é um dos motivos que faz com que eles continuem sendo vistos como a única forma de cuidar do dinheiro das pessoas.

Na prática, todo mundo já sabe que essas instituições tradicionais cobram altas taxas, lucrando bilhões todos os anos, além de serem pouco transparentes com seus clientes. Um exemplo desse cenário é o pagamento de comissão por indicações de investimentos que nem sempre são as mais adequadas. Isso limita suas possibilidades e reduz a transparência nas escolhas de aplicações. 

A boa notícia é que já existe há algum tempo outras possibilidades interessantes e que se mostram muito mais vantajosas. Você pode investir o seu dinheiro e ter mais rentabilidade de outras maneiras, basta que você entenda um pouco melhor como elas funcionam. Esclareça 4 dúvidas comuns sobre o assunto e comece a ter bons rendimentos!

1. É seguro investir fora do banco?

A primeira preocupação quando se pensa em investir fora do banco, certamente é em relação a segurança. Afinal, não é raro ver casos de golpes e fraudes financeiras envolvendo empresas desconhecidas. Mas será que é mesmo possível encontrar opções não tradicionais que sejam tão seguras quanto os bancos? A resposta é simples: sim. Há mecanismos que ajudam a regulamentar as empresas envolvidas, além de garantias em alguns investimentos. Entenda melhor a seguir.

Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

O Fundo Garantidor de Créditos, conhecido como FGC, é um fundo voltado a proteger os investidores que aplicam em produtos de renda fixa. Ele garante a restituição de valores em casos de falência de instituições, porém, em um limite de até R$ 1 milhão por CPF, sendo R$ 250 mil por instituição financeira. Uma limitação é que o FGC não garante a proteção de aplicações do Tesouro Direto, tendo em vista que é um título público assim como também não cobre fundos de investimento. No entanto, mesmo assim é uma forma importante de garantir que os seus investimentos estejam seguros mesmo que a empresa através da qual você invista venha a falir. Por isso, a cobertura do FGC é um aspecto importante na hora de escolher onde investir.


Legislação e regulação

É preciso estar atento ao lidar com consultorias e corretoras. Há dois órgãos que as regulam e fiscalizam: o Banco Central do Brasil (Bacen) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Trabalhe apenas com empresas cadastradas e regularizadas nesses órgãos.

2. Como funcionam os investimentos fora do banco?

Lidar com dinheiro não é uma tarefa tão fácil, especialmente quando se trata de investir. Entretanto, os produtos em questão são apenas uma parcela pequena das imensas possibilidades que o mercado financeiro engloba.

Fora do banco, esse cenário muda. O investidor tem acesso a investimentos de diferentes tipos, que se concentram em duas categorias principais: renda fixa e renda variável. A primeira consiste em aplicações mais seguras, em que o investidor sabe antes o quanto vai lucrar, sem correr muitos riscos.

Já na renda variável, há chances de perdas maiores, mas que são proporcionais aos lucros. Como o nome sugere, o retorno varia, sem que se possa saber exatamente o quanto será obtido com a aplicação. Dentro dessas duas possibilidades, há diversas opções em que o investidor deve entender qual é mais adequada à sua realidade.

3. Em que investir fora do banco?

Esse é um questionamento comum. O banco geralmente sugere diversos tipos de investimentos, ajudando na decisão de quem busca rendimentos melhores. Entretanto, essas indicações não são transparentes, ou seja, nem sempre o que é aconselhado é o melhor.

Além disso, há as taxas administrativas comuns, que levam uma boa parte desses rendimentos. As dúvidas sobre as aplicações são comuns ao buscar investimentos fora das instituições financeiras tradicionais. A falta de experiência e conhecimento causa insegurança no investidor, mas não pode ser um fator determinante. Veja a seguir onde investir o seu dinheiro!

Produtos de renda fixa

A renda fixa é uma ótima alternativa para quem está começando. Ainda que os rendimentos sejam menores, em contrapartida, há a segurança. Os riscos de perdas são muito menores e ajudam a desenvolver uma confiança maior ao lidar com investimentos. Há uma certa variedade de produtos, cada um deles direcionado a diferentes instituições.

A proposta da renda fixa é simples: capitalizar para alguma atividade, em um modelo de empréstimo. Esse dinheiro recebido é utilizado e, ao final do prazo da operação, é devolvido ao investidor com os devidos juros. Entre as principais aplicações desse tipo estão:

  • Tesouro Direto: títulos públicos oferecidos pelo governo, que usa o dinheiro para suas dívidas e o devolve ao investidor com os devidos juros;
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário) são ativos de renda fixa que geralmente têm seu rendimento calculado com base em um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) embora sejam oferecidos por bancos, podem ser adquiridos por meio de corretoras independentes. São garantidos pelo FGC.
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): assim como o CDB também são oferecidas por bancos, mas podem ser adquiridos por meio de corretoras independentes, também tem garantia do FGC, mas são utilizadas para financiar atividades dos dois ramos, imobiliário no caso de LCI e agronegócio no caso de LCA.

Os ativos de empresas

A renda variável é composta, basicamente, por ativos de companhias privadas. São as conhecidas ações, que nada mais são do que títulos de pequenos percentuais do capital aberto de empresas. Assim, o investidor adquire esses ativos visando uma valorização.

A atividade com ações consiste na compra e na venda, observando os movimentos do mercado e como eles influenciam os preços. Por exemplo, se você compra um ativo em baixa e posteriormente ele se valoriza, ao vendê-lo você obtém lucro.

O mesmo pode ser feito quando as ações estão em queda. Se elas têm perspectiva de subida, esse é o momento ideal para comprá-las. Assim, quando os preços estiverem em nova alta, o investidor as vende e obtém um retorno interessante.

Essa volatilidade dos preços depende de diversos fatores. O próprio desempenho da empresa é o principal, além dos cenários político e econômico do país.

4. Quem oferece boas opções para investir fora do banco?

Você não saberá como investir fora do banco sem a ajuda de empresas especializadas. Elas são fundamentais nesse processo, oferecendo diversos serviços indispensáveis. A seguir, entenda quais são as principais instituições, quais são seus respectivos papéis e como elas podem ajudá-lo.

Fintechs

As fintechs são empresas modernas, jovens e completamente digitais. Elas têm toda sua atuação online, dispensando a burocracia e a necessidade de presença física. Nessa categoria, se encontram instituições financeiras de todos os tipos: bancos, empresas de investimentos, empresas de crédito, entre outras.

O papel delas nos investimentos é importante graças à sua maneira diferente de fazer negócio. Suas taxas de juros são menores, seus serviços são mais adequados à sociedade atual e elas também são mais transparentes, principalmente no que diz respeito às aplicações.

Corretoras

As corretoras de investimentos são imprescindíveis na hora de aplicar seu dinheiro. Elas funcionam como a ponte entre o investidor e o mercado financeiro. O papel dessas empresas é simples: realizar as operações de compra e venda de ativos de qualquer tipo.

A única maneira de investir é tendo a corretora como intermediária. O investidor abre uma conta nessa empresa e, toda vez que fizer uma compra ou venda de ação, o dinheiro é descontado dessa conta. Para realizar todas essas operações, há a cobrança de uma taxa de corretagem.

Consultorias

Você tem dinheiro disponível e vontade de aplicar, mas falta tempo, experiência e conhecimento? A consultoria preenche essa lacuna! Esse tipo de empresa tem o papel de traçar planos de aplicação de acordo com o perfil de cada pessoa. Assim, ela sugere os melhores investimentos e faz todo o processo para os clientes.

Nessa relação, o investidor precisa apenas dar o aval. Tudo é feito consultando o cliente, que autoriza as aplicações. As melhores oportunidades são sugeridas por profissionais competentes e com expertise no mercado, possibilitando boas margens de lucro.

Você não precisa mais ficar preso às instituições tradicionais. Agora que você sabe como investir fora do banco, já pode buscar os melhores serviços e encontrar as principais possibilidades de rendimentos. Dê o passo à frente para lidar melhor com seu dinheiro! Assista à série "12 passos para mudar sua vida financeira" no canal da Magnetis no YouTube.

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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