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Como juntar dinheiro para viajar? Veja onde investir

Um dos segredos para alcançar bons resultados em uma estratégia de investimentos é estabelecer quais objetivos você pretende alcançar. Dentro das finanças pessoais, podemos destacar os passeios que queremos fazer durante a vida. Mas como juntar dinheiro para viajar?

Neste post, você vai aprender a se planejar financeiramente para poder ir a qualquer lugar do mundo, descobrindo:

  • os melhores produtos de investimento para esse tipo de objetivo;
  • estratégias que podem ser aplicadas de acordo com o tempo que antecede a viagem;
  • como o seu perfil impacta essas escolhas;
  • pontos de atenção com relação a trajetos internacionais;
  • variações da moeda do local de destino;
  • dicas que vão ajudar até mesmo quem quer viajar com pouco dinheiro.

Além disso, você vai ter acesso a um comparativo entre investimentos de renda fixa e renda variável. Nele, são considerados o período de preparação e o valor necessário para alcançar o seu objetivo.

Quer começar a planejar a sua próxima viagem? Este post é o primeiro passo! Continue a leitura!

Por que a sua viagem começa com o planejamento financeiro?

Quem viaja com frequência sabe que o segredo para realizar uma viagem tranquila e mais barata está no planejamento.

Se você consegue se organizar financeiramente até o momento do passeio, terá muito mais chance de aproveitar, encontrar promoções e fazer boas escolhas.

Dessa forma, o planejamento financeiro é fundamental. Afinal, para viajar, primeiro, é preciso definir o local de destino e o custo estimado.

Nesse contexto, investimento e aplicações financeiras podem fazer toda a diferença. Afinal, eles contribuem para que você tenha os recursos necessários para desfrutar do passeio com mais tranquilidade e sem se preocupar com cada pequena despesa.

Como fazer um planejamento financeiro para viajar?

A principal dúvida de quem está começando a planejar uma viagem é: como organizar minhas finanças? Será que existem mecanismos ou estratégias que podem ser utilizadas a fim de aumentar a rentabilidade do dinheiro que eu estou reservando para esse período? Por onde começar?

Confira, a seguir, um passo a passo com algumas dicas que vão ajudar na elaboração do seu planejamento financeiro:

  • defina qual será o destino da sua viagem, a data estimada para a realização do passeio e a quantidade de dias que a viagem vai ter. Com essas informações, você já consegue ter uma ideia básica de custos;
  • então, pesquise sobre os principais pontos turísticos do local para onde você quer ir e as melhores épocas do ano para conhecê-lo. Lembre-se de considerar essa informação na hora de definir a data da viagem e aproveite para conferir os preços das atrações, alimentação etc.;
  • veja qual clima que você vai encontrar no período do ano em que a viagem será feita;
  • elabore um roteiro preliminar, considerando aquilo que você quer conhecer;
  • monte uma planilha com todos os gastos previstos. Por exemplo, passagem aérea, hospedagem, passeios e visitas a atrações turísticas, alimentação, compras e gastos com deslocamento;
  • lembre-se de que a sua viagem pode ter custos maiores ou menores, dependendo do tipo de acomodação que você escolher e do padrão de viagem que deseja — os custos de hospedagem em um hotel cinco estrelas são muito superiores aos de ficar em um hostel, por exemplo;
  • elabore um planejamento detalhado, fazendo um levantamento de qual será o valor necessário para realizar a viagem e do prazo que você tem para conseguir levantar a quantia total;
  • nessa etapa, é importante sempre considerar um valor adicional, que seja destinado a cobrir eventuais despesas extras;
  • você não pode esquecer-se, também, dos custos com documentos, como seguro de viagem e emissão de passaporte e de visto, quando for necessário;
  • com a ajuda de uma consultoria de investimentos, defina qual o melhor investimento para ajudá-lo a alcançar o seu objetivo dentro do prazo estabelecido.

Lembre-se de que o planejamento é apenas o primeiro passo para conseguir atingir as suas metas. Você só terá bons resultados se segui-lo à risca, dedicando-se a cumprir com o estabelecido em conjunto com o seu consultor de investimentos.

O suporte de um profissional vai fazer toda a diferença por contribuir para que você tenha foco e faça as melhores escolhas. De forma concomitante a isso, investir em educação financeira também pode ajudar, já que a economia é a base para melhorar os resultados.

desafio 52 semanas

Vale a pena guardar dinheiro na poupança para viajar?

A poupança é um dos primeiros contatos que os brasileiros têm com o mercado de investimentos. Sem dúvida, o mais conhecido e democrático de todos os produtos financeiros, ele é a aplicação mais popular do Brasil.

Entretanto, o principal problema dela é a sua rentabilidade, muito baixa se comparada com qualquer outra aplicação semelhante. Aqui, é importante destacar que o rendimento da poupança não se altera de acordo com a instituição bancária.

As aplicações mantidas na poupança podem sofrer com variações da inflação. Na prática, o capital investido pode valer menos quando o índice anual é superior à taxa de correção da caderneta.

O rendimento dela é calculado com base na taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Quanto maior for essa taxa, maior é o rendimento da aplicação em poupança.

Imagine, por exemplo, uma taxa Selic superior a 8,5% ao ano. Nesse caso, o investimento na poupança teria rendimento de 0,5% mais a alíquota da TR (Taxa Referencial).

Se comprado com um Certificado de Depósito Bancário (CDB), tal percentual é considerado baixo — e esse cenário ainda é muito melhor que o atual. Isso, porque o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu, em 5 de agosto de 2020, que essa taxa ficaria em apenas 2%.

Quais são as vantagens e desvantagens da poupança?

As principais vantagens da poupança são a isenção de Imposto de Renda e a ausência de um limite para investimento mínimo. Além disso, a possibilidade de realizar saques e depósitos a qualquer momento e a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) são muito interessantes.

Entretanto, diversas desvantagens devem ser consideradas. A mais relevante delas é, sem dúvida, a rentabilidade, que costuma ser pior que a média. Em alguns casos, inclusive, existe a possibilidade de retorno negativo — ou seja, abaixo da inflação.

Outro aspecto que quem quer juntar dinheiro para viajar dele levar em consideração é a existência de regras complexas relacionadas à apuração dos resultados.

A boa notícia é que, atualmente, há inúmeras opções igualmente seguras e que garantem melhores resultados em termos de rentabilidade e liquidez.

Quais são os melhores investimentos para se fazer antes de viajar?

Como você pôde ver, a poupança pode não ser a melhor alternativa em termos de aplicação financeira, mesmo para quem está apenas pensando em juntar dinheiro para viajar.

Antes de falar sobre os melhores investimentos para tirar seus planos do papel, devemos discutir o mercado de investimentos.

Diferentemente do que muita gente acredita, esse mercado não está limitado a quem tem grandes quantias de dinheiro. Pelo contrário, ele é acessível a todos, desde que o foco e objetivos estejam bem estabelecidos.

Qualquer um, portanto, pode aplicar seus recursos financeiros em diferentes produtos, inclusive em ações, buscando um futuro mais seguro para si e sua família.

A seguir, elencamos alguns dos produtos financeiros que podem ser adquiridos para viabilizar a sua viagem. Eles estão separados por grupos, considerando o seu nível de risco e o prazo do planejamento. Quer saber mais? Continue a leitura!

Investimentos de baixo risco e curto prazo

Os investimentos podem ser divididos de acordo com o seu grau de risco. Existem as opções de baixo, médio e alto risco.

Nesse sentido, é preciso ter em mente que todo investimento oferece um grau de risco, e isso deve ser observado ao formatar uma carteira.

No rol de produtos financeiros de baixo risco, estão o Tesouro Selic, o CDB com liquidez diária e os fundos de renda fixa, também com liquidez diária. Eles podem ser uma boa opção para a pessoa que quer viajar e tem pouco tempo para economizar dinheiro.

O Tesouro Selic é um título emitido pelo governo. Na prática, ao investir nesse produto, você está emprestando o seu capital ao poder público.

Trata-se de uma opção bastante flexível, já que pode ser resgatada a qualquer momento sem perda da rentabilidade. Além disso, é possível investir mesmo com pouco capital disponível.

Utilizados pelos bancos para captar dinheiro para suas operações, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com liquidez diária também são ótimas alternativas.

O sistema é muito semelhante ao do Tesouro Selic, só que, nesse caso, o empréstimo é feito para uma instituição financeira, e não para o governo. Entretanto, lembre-se de optar pelo produto com liquidez diária. Assim, você poderá sacar o capital em curto prazo e sem perder a rentabilidade.

Aliás, vale destacar a importância de conhecer alguns conceitos e termos fundamentais do mercado de investimentos. A noção de liquidez, por exemplo, é utilizada para se referir à velocidade e facilidade com que é possível converter um investimento em dinheiro.

Assim, os ativos com baixa liquidez são aqueles em que transformá-los em dinheiro é mais demorado.

A alternativa a eles são os fundos de renda fixa com liquidez diária. Mas atenção: antes de investir em qualquer fundo, é essencial avaliar as taxas atreladas a ele.

Para que tal aplicação seja interessante, além da liquidez diária, é necessário observar se a taxa de administração é abaixo de 0,5% ao ano.

Investimentos de baixo risco e médio prazo

Se você não está planejando uma viagem com uma data tão próxima, vale a pena considerar os investimentos de baixo risco e médio prazo.

Nesse rol, recomendamos opções como o Tesouro IPCA ou Tesouro Prefixado, o CDB pós-fixado com rentabilidade de mais de 100% do CDI e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) com rentabilidade acima de 90% do CDI.

As LCIs e LCAs são totalmente seguras, oferecem rendimento maior que o da poupança e estão isentas da cobrança de tributos como o Imposto de Renda.

As LCIs são emitidas por instituições bancárias para captar recursos para financiamentos imobiliários, enquanto as LCAs, também emitidas pelos bancos, são destinadas ao agronegócio.

Investimentos de médio risco e médio prazo

A escolha entre um investimento de baixo risco ou de médio risco vai depender de alguns fatores. O principal é seu perfil do investidor.

Se você for moderado ou arrojado e tiver um prazo estendido para atingir o seu objetivo, um investimento desse tipo pode ser uma boa opção. Duas alternativas interessantes são o CDB prefixado e os fundos de renda fixa de crédito privado.

No caso do fundo de renda fixa em médio prazo, recomenda-se que a taxa de administração não ultrapasse 1% ao ano.

Investimentos de alto risco e longo prazo

É essencial avaliar o seu nível de tolerância ao risco antes de optar por esses produtos. Isso, porque os investimentos de alto risco não são indicados para qualquer pessoa.

Ademais, a diversificação da carteira é uma opção que ajuda a minimizar o risco e, portanto, precisa ser considerada.

Aqui, duas alternativas interessantes de produtos para compor a sua carteira são os fundos multimercado e os fundos cambiais.

Tantas opções confundem você? Não precisa se preocupar! No geral, o melhor é que a pessoa procure o auxílio de um profissional especializado por meio de uma consultoria de investimentos.

Isso poderá ajudá-la a analisar planejamento financeiro, prazo da viagem, capital que já tem para investir e a quantia a ser aportada mensalmente.

O que diferencia os investimentos em renda fixa e renda variável?

Os investimentos de renda fixa têm uma regra de rentabilidade preestabelecida. Isto é: no momento da compra do ativo, é definida sua regra de rentabilidade, o que significa que será possível prever rendimentos. Por isso, são considerados mais seguros e adequados a quem tem perfil conservador.

Já a renda variável oscila de acordo com o mercado financeiro e a economia, por exemplo. Então, as ações não têm uma previsibilidade de rendimento. Isso significa que, ao aplicar, você não consegue saber quais serão os seus ganhos. Aqui, vale destacar que pessoas com perfil mais arrojado tendem a preferir essas opções.

Nesse sentido, os investimentos de renda fixa oferecem maior segurança e menor possibilidade de ganho. Já os de renda variável são considerados mais arriscados, mas seu potencial de retorno é maior.

De toda forma, é importante destacar que a escolha de um investimento deve levar em consideração a regra de diversificação. Compor sua carteira mesclando ativos de renda fixa e variável traz mais segurança e oferece melhores oportunidades de ganho.

Como lidar com a oscilação das moedas?

Um dos motivos para as variações no valor de uma moeda são as negociações comerciais e transações entre os países. Se você pretende viajar para fora, precisará considerar a cotação da moeda do seu país de destino.

A dica para quem vai para o exterior é começar a adquirir moedas com antecedência, ainda no Brasil, em casas de câmbio especializadas.

Muitos esperam para fazer a troca já no destino, mas nem sempre a cotação oferecida é a mais interessante. Isso é ainda mais real se o câmbio for feito no aeroporto ou em casas de câmbio próximas a ele.

Se essa é a sua situação, é importante pesquisar e conhecer as regras e o funcionamento da taxa de câmbio. Conceito muito simples, ela representa o preço de uma moeda estrangeira em relação ao valor da moeda nacional.

Por exemplo, imagine que você queira adquirir dólares americanos. Nesse caso, o câmbio determina quanto você precisa ter em reais para comprar o dinheiro dos Estados Unidos.

Como vimos, para juntar um bom dinheiro para viajar, é necessário fazer em um planejamento e realizar investimentos alinhados com o seu perfil e objetivos. Além disso, o apoio de uma consultoria de investimentos é fundamental para garantir escolhas mais alinhadas com as suas perspectivas de rentabilidade e planos pessoais.

Agora você já conhece as principais dicas de como juntar dinheiro para viajar. O que acha, então, de aprofundar o seu conhecimento sobre educação financeira? Aproveite para conferir nosso post com sete passos essenciais para uma economia doméstica saudável!

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Luiza Caricati

é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

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