Como um seguro de vida se tornou um pesadelo

por Mariana Congo

(Post originalmente publicado em outubro de 2014)

Quem nunca viu de perto ou viveu uma história complicada, que provocou perdas ou sofrimento na vida financeira? É para compartilhar essas experiências que publicamos aqui no blog a série "Histórias de Horror", uma sequência de posts para conscientizar você sobre as armadilhas que podem comprometer o seu dinheiro.

Os casos que publicamos aqui são relatos dos leitores do nosso blog, cuja identidade foi preservada com nomes fictícios. No final, essas histórias trazem um grande aprendizado e servem de alerta para que você não passe pela mesma situação. Aproveite a leitura!

Veja mais: Sabia que na Magnetis você pode investir com R$ 1 mil? Monte grátis o seu plano de investimentos!

A história

Antônio era casado com Jurema há duas décadas. Ele estava entrando na terceira idade e estava preocupado com o futuro da mulher, 20 anos mais jovem. Decidiu, então, fazer um seguro de vida e colocá-la como beneficiária.

Foi ao banco, explicou a situação ao gerente, assinou o contrato de olhos fechados e pagou o seguro religiosamente por cerca dez anos.

Depois que Antônio faleceu, a viúva foi ao banco para receber a indenização, dinheiro fundamental para seu sustento dali em diante. Imagine a sua surpresa quando descobriu que não tinha direito a nenhum centavo!

O seguro, que era para ter Antônio como titular e a esposa como beneficiária, havia sido formalizado exatamente ao contrário: Jurema constava como titular e o marido como beneficiário.

Resultado: com a morte de Antônio, nada havia a receber. Pelo contrário, o banco ainda tentou convencê-la a manter a apólice, definir um novo beneficiário e continuar pagando. Ela recusou a proposta.

No fim das contas, Jurema passou a ser sustentada pelos filhos. Anos depois, a decepção com o ocorrido continua. Ela chegou a recorrer à Justiça, mas como a assinatura de Antônio constava no contrato, ela não obteve sucesso.

Veja mais: Quer conhecer outras lições de quem viveu histórias de horror na vida financeira? Clique aqui

As lições

A revolta de Jurema é justificável. Afinal, o marido pensou no seu futuro e tomou providências antecipadamente para que ela pudesse ter seu sustento garantido quando ele não estivesse mais presente.

Porém, não dá para negar que Antônio cometeu um equívoco grave. Se o gerente errou na redação do contrato, Antônio assinou o documento sem conferir. Desperdiçou também, a cada renovação anual, a chance de revisar o conteúdo e corrigi-lo.

Não foi só Jurema que ficou sem receber a indenização. Antônio jogou dinheiro pela janela durante os dez anos em que fez os pagamentos, recursos que nunca puderam ser recuperados.

Portanto, fica aqui uma lição que parece óbvia, mas que acaba sendo deixada de lado na correria do dia a dia ou por excesso de confiança nos profissionais que cuidam do nosso dinheiro: sempre revise seus contratos ou consulte um especialista para avaliá-los.

Outros ensinamentos importantes podem ser tirados da história de Antônio e Jurema. O casal acertou ao se preparar financeiramente para o futuro. O seguro de vida é uma forma de fazer isso, mas há diversas outras opções que devem ser consideradas.

Veja mais: Saiba tudo sobre os principais tipos de investimento do mercado!

Para uma pessoa que tem um patrimônio pequeno, insuficiente para suprir a família no caso da sua falta, o seguro pode ser uma boa alternativa. Mas há que se considerar que ele só vale por um período determinado e precisa ser seguidamente renovado, o que significa efetivar novos pagamentos. Trata-se de uma despesa constante e que, se não houver sinistro (nesta situação, a morte do titular), não traz nenhum retorno.

Não é demais lembrar que os desembolsos para pagamento de seguro de vida só fazem crescer conforme a idade do titular aumenta. Portanto, no longo prazo, definitivamente não é um bom negócio.

Já se a pessoa tem um patrimônio considerável, capaz de proporcionar boas condições de vida para a família caso venha a morrer, o seguro pode ser visto como um gasto desnecessário. Nesse caso, é melhor economizar o valor desses pagamentos e destiná-lo a reforçar as suas reservas, investindo.

Portanto, seguro de vida é uma alternativa que vale a pena ser considerada apenas por quem ainda não tem um patrimônio capaz de prover a subsistência dos seus dependentes. 

Mesmo para essas pessoas, também é importante começar a investir para que o seguro não seja mais necessário.

magnetis invista no que importa simule gratis

Conte sua história

Gostou da série “Histórias de Horror”? Estamos ouvindo muitas pessoas e queremos escutar você também. Mande um breve relato para o e-mail contato@magnetis.com.br e compartilhe conosco a sua experiência.

E se você quiser ficar por dentro de todas as novidades do mundo dos investimentos, assine a nossa newsletter! Você vai receber semanalmente por e-mail os conteúdos mais relevantes para investir no que realmente importa!

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

Como um seguro de vida se tornou um pesadelo
Avaliar o post