Comprar ou investir na Black Friday? Já passou da hora de superar essa ideia!

por Malena Oliveira | 14/11/2019

Comprar ou investir na Black Friday?
curso de investimento

A Black Friday já virou sinônimo de promoção. Tanto que até os investimentos estão sendo oferecidos em condições especiais nessa época. Mas do ponto de vista das suas finanças pessoais, vale mais a pena comprar ou investir na Black Friday?

E se eu te disser que essa ideia está muito mais do que ultrapassada?

Não precisa se assustar. Na prática, quando você controla bem o seu dinheiro, não precisa escolher entre comprar ou investir. As duas coisas cabem no bolso.

A seguir, você vai entender o que precisa fazer para chegar nesse estágio. A partir de agora, você nunca mais vai precisar fazer essa pergunta de novo. Vamos começar?

Veja mais: Black Friday dos investimentos: bom negócio ou pegadinha?

Quando é a Black Friday?

Em 2019, a Black Friday acontece no dia 29 de novembro, na última sexta-feira do mês.

A ação comercial que nasceu nos Estados Unidos é, hoje em dia, uma das datas mais importantes para o comércio no Brasil.

Não se sabe ao certo a origem da expressão Black Friday (sexta-feira negra, em inglês).

Como ela acontece originalmente entre o Feriado de Ação de Graças nos EUA e o Natal, uma das versões diz que o nome veio do caos provocado nas cidades por conta das promoções.

O que sabemos, de fato, é que a Black Friday é o momento em que muitas oportunidades de boas compras surgem. Assim como algumas armadilhas também.

Para ajudar você a não cair em ciladas, preparamos um passo a passo sobre quando vale a pena aproveitar as promoções. Confira!

Quando é vantajoso comprar na Black Friday?

É comum muita gente economizar economizar dinheiro durante o ano para aproveitar essa ação comercial. E as opções são inúmeras: roupas, eletrônicos, serviços de assinatura, cursos e até viagens.

Diante das ofertas imperdíveis, como saber se a compra é vantajosa mesmo? O ideal é analisar o preço de cada mercadoria em comparação a seu preço em outras épocas do ano.

Vamos a um exemplo: imagine um produto cujo preço habitual seja R$ 1,2 mil. Na Black Friday, você encontra uma promoção que oferece 10% de desconto e ainda permite a compra parcelada. Nesse caso, o produto sairia por R$ 1.080.

Porém, acompanhando o preço desse item ao longo do ano, você percebe que o desconto é igual ao visto em outras épocas. Logo, se você não tiver pressa, vale a pena esperar um pouco mais e juntar dinheiro para barganhar um abatimento ainda maior no pagamento à vista, por exemplo.

Melhor ainda: imagine investir dinheiro para comprar o que você deseja. É possível utilizar o poder dos juros compostos e deixar o valor rendendo enquanto você espera o melhor momento para fazer a compra.

Assim, de modo geral, comprar na Black Friday é vantajoso quando você consegue um desconto maior do que pode obter em outros momentos.

Em outros casos, é mais vantajoso planejar a sua compra com mais antecedência, considerando investir dinheiro para adquirir o que você deseja.

Como não cair em pegadinhas na Black Friday?

O raciocínio anterior é um bom norte para tomar uma decisão quando o consumidor sabe qual é o preço habitual da mercadoria em questão. O problema ocorre quando as ofertas são distorcidas, de modo a enaltecer um falso desconto.

De tantos relatos de preços “mascarados” na Black Friday, os próprios consumidores criaram a teoria de “tudo pela metade do dobro”. Tal máxima serve justamente para retratar a prática que algumas lojas de aumentar o preço dos produtos antes da ação comercial para em seguida diminuí-los, como se tivessem feito uma promoção.

Infelizmente, isso também pode acontecer no caso dos investimentos, quando grandes bancos oferecem como “promoção” condições que podem ser encontradas durante todo o ano em corretoras independentes.

É possível se proteger desses truques acompanhando periodicamente os valores dos itens que você deseja e também utilizando ferramentas que comparam preços. Comparar investimentos, aliás, também é uma prática bastante recomendada nesses casos.

Quando vale a pena investir em vez de comprar?

Se os descontos forem inferiores aos retornos proporcionados pelas aplicações financeiras e se a condição especial for apenas o parcelamento da compra, é provável que valha mais a pena investir para comprar depois.

Aplicar seu dinheiro é vantajoso quando o retorno da aplicação for maior do que o desconto obtido na Black Friday. Assim, se o produto custa R$ 1 mil e o abatimento é de 5%, você pagaria R$ 950. Entretanto, se o dinheiro ficar aplicado a uma taxa líquida de 7% ao ano, o ganho será de R$ 70, logo, superior à economia de R$ 50 da compra com desconto.

Como aproveitar a Black Friday sem prejudicar o orçamento?

Uma forma de aproveitar os preços realmente vantajosos da Black Friday é se planejar com bastante antecedência. Isso permite economizar dinheiro para que as compras não pesem no orçamento.

De preferência, o ideal é ter uma quantia aplicada e usar apenas os juros desses ativos para adquirir as mercadorias que você deseja. Ao fazer isso, você usa somente os frutos do seu capital, sem comprometê-lo por inteiro.

Ao comprar mercadorias com essa renda passiva, a pessoa não precisa diminuir o próprio patrimônio, que passa a ser uma fonte contínua de novos recursos.

Como você pôde perceber, vale a pena comprar na Black Friday quando os preços estão realmente mais baixos em relação ao habitual.

Além disso, também é vantajoso fazer aquisições quando os descontos superam as taxas de retorno dos investimentos. Seja qual for a sua decisão, o ideal é poupar com antecedência para adquirir o que você quer sem comprometer o seu orçamento e a construção do seu patrimônio.

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