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IPTU e IPVA: o que é, como calcular e vale a pena parcelar?

Como se já não bastassem as despesas com as comemorações de fim de ano, o dinheiro ainda precisa ser suficiente para pagar IPVA, IPTU, despesas escolares e outras tantas contas de início de ano.

Se você se organizou com antecedência, parabéns! Saiba que você faz parte da pequena parcela dos brasileiros que consegue planejar suas finanças.

Mas se a preocupação chegou junto com a virada do ano, não se desespere! Preparamos aqui algumas dicas para te ajudar a se organizar melhor.

Aproveite este post para tirar as suas dúvidas sobre os prazos, cálculo, isenções e principais tópicos sobre o pagamento do IPTU e IPVA. Veja também como fazer o seu planejamento financeiro e começar o ano com o pé direito. Vamos começar?

O que significa IPTU e IPVA?

Apesar de serem os dois impostos mais conhecidos pelos brasileiros e recorrentes todo ano, muitos não sabem o verdadeiro significado da sigla e o motivo do pagamento do IPTU e IPVA. Para deixar bem claro, vamos explicar, com detalhes, cada um deles:

IPVA

IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) tem como objetivo arrecadar imposto sobre automóveis dos brasileiros, independente de qual tipo for o veículo, ou seja, podem ser carros, motos, caminhões e outros tipos de veículos motorizados.

Vale frisar que esse imposto é estadual. Portanto, somente o Estado e o Distrito Federal têm poderes para instituir e arrecadar, sendo destinado 50% do total do valor arrecada para o estado que efetuou a arrecadação e o restante do valor pertence ao município em que o automóvel foi registrado. Sua alíquota varia de estado para estado e possuem suas próprias legislação.

Um fator interessante é que não é uma obrigação do estado ou município converter o valor recolhido em melhorias em estradas e rodovias. Todo valor arrecadado tem como objetivo gerar mais receita para os governos conseguirem aplicar melhorias em qualquer setor, seja da saúde, educação, infraestrutura.

IPTU

IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é imposto que abrange todos os cidadãos brasileiros que possuem imóvel em área urbana, como por exemplo uma sala comercial, casa, apartamento ou qualquer outro tipo de propriedade imobiliária. Para aqueles que possuem propriedade rurais, é tributado o Imposto Territorial Rural (ITR).

A responsabilidade pelo recolhimento do IPTU é dos municípios. Assim, cada cidade terá sua própria taxa para utilizar como base de cálculo de acordo com o tamanho da propriedade e sua legislação.

O principal objetivo do IPTU e arrecadar recursos para as prefeituras dos municípios terem recursos para realizarem melhorias em setores diversos na cidade.

IPTU e IPVA: como é calculado o valor

Para você fazer o planejamento financeiro e entender quanto pagar no IPTU e IPVA, vamos mostrar exatamente como realizar o cálculo de cada imposto:

Como calcular o IPTU

O IPTU é uma taxa municipal, então o valor cobrado ou a isenção irá depender da cidade em que o imóvel está localizado.

Porém, alguns fatores, de modo geral, são levados em consideração para definir o valor que o proprietário do imóvel terá que pagar, como:

  • Área do imóvel;
  • Área construida;
  • Disponibilidade de serviços urbanos
  • Idade da construção

De forma mais objetiva, o cálculo do IPTU é baseado nos fatores elencados acima para definir o valor venal, ou seja, valor do venda do imóvel. Assim, basta multiplicar o valor venal pela taxa cobrada por cada município.

Como calcular o IPVA

Como cada estado é responsável por definir e recolher a taxa do IPVA, é importante se atentar para dois pontos na hora de realizar o cálculo, alíquota do estado e o valor do veículo.

Na maioria dos casos, a taxa será sobre o valor do automóvel de acordo com a Tabela Fipe — tabela utilizada para estabelecer o preço de mercado dos veículos. Outro fator importante é que a taxa varia de acordo com o tipo do veículo, ou seja, a porcentagem do cálcio do IPVA vai variar se for um carro, moto, caminhão, ônibus.

IPVA e IPTU 2020: Quais são os prazos de pagamento?

Pagamento IPVA 2020

O pagamento do IPVA 2020 tem regras que podem mudar conforme a região do país. Então, vamos destacar a tabela com o prazo de pagamento do IPVA 2020 em São Paulo:

Mês

janeiro

fevereiro

março

Parcela

1ª Parcela ou Cota Única Com Desconto(*)

2ª Parcela ou Cota Única Sem Desconto

3ª Parcela

Placa

Dia do Vencimento

Dia do Vencimento

Dia do Vencimento

Final 1

09/01/2019

11/02/2019

11/03/2019

Final 2

10/01/2019

12/02/2019

12/03/2019

Final 3

11/01/2019

13/02/2019

13/03/2019

Final 4

14/01/2019

14/02/2019

14/03/2019

Final 5

15/01/2019

15/02/2019

15/03/2019

Final 6

16/01/2019

18/02/2019

18/03/2019

Final 7

17/01/2019

19/02/2019

19/03/2019

Final 8

18/01/2019

20/02/2019

20/03/2019

Final 9

21/01/2019

21/02/2019

21/03/2019

Final 0

22/01/2019

22/02/2019

22/03/2019

Pagamento IPTU 2020

O pagamento do IPTU 2020 deve ser calculado, nos casos em que o imóvel construído for único e exclusivamente utilizado como residência, a porcentagem de 1% do valor venal (valor do imóvel).

Entretanto, a mesma regra não se aplica a terrenos e demais imóveis, por exemplo. Nesses casos, o IPTU será calculado com a razão de 1,5% do valor venal.

Vale a pena parcelar o IPVA e o IPTU?

O desconto no pagamento à vista do IPVA 2020 pode chegar a 3% em São Paulo, quando o pagamento for realizado em uma única vez em janeiro. Caso o proprietário do veículo opte para realizar o parcelamento ou pagar à vista em fevereiro, o desconto não será aplicado.

Cada cidade estabelecem as suas próprias regras para o recolhimento do IPTU 2020. Ou seja: dependendo do local onde você vive, as datas podem mudar.

Assim como o IPVA, o pagamento à vista tem um desconto de 3% da taxa do IPTU na cidade de São Paulo. No caso da opção pelo pagamento em parcelas, elas podem ser quitadas em até 10 meses.

Quando ocorre o caso de isenção do IPTU e IPVA?

Antes de adentrarmos no tema, é importante esclarecer que, como IPTU e IPVA são impostos que variam de acordo com cada localidade, é possível que as regras variam de cidade para cidade. Por isso, mostramos os casos de isenção do IPTU e IPVA voltados para a cidade de São Paulo.

Assim, são isentos de IPTU imóveis que se encaixarem nas seguintes categorias:

  • Aposentado ou pensionista, bem como de beneficiário de renda mensal vitalícia paga pelo Instituto Nacional de Seguridade Social e de beneficiário do Programa de Amparo Social ao Idoso;
  • Templos;
  • Entidades culturais;
  • Sociedades Amigos de Bairros
  • Agremiações desportivas

Confira quem tem direito a isenção IPVA 2020 na região de São Paulo e que são obrigados a fazerem a solicitação para serem sujeitos a isenção:

  • Táxi e moto-táxi;
  • Pessoa com deficiência física, visual, mental severa ou profunda
  • Portadores do espectro autista;
  • Entidades e pessoas com direito a tratamento diplomático;
  • Ônibus ou micro-ônibus utilizado no transporte urbano ou metropolitano, em fretamento contínuo ou no transporte escolar.

Já os casos que a isenção do IPVA acontece de forma automática são os seguintes:

  • Veículos com mais de vinte anos de fabricação;
  • Máquinas utilizadas essencialmente para fins agrícolas;
  • Veículos ferroviários;
  • Máquinas de terraplanagem, empilhadeiras, guindastes e demais máquinas utilizadas na construção civil ou por estabelecimentos industriais ou comerciais para monte e desmonte de cargas.

4 dicas para organizar melhor as contas do início do ano

1 – Faça um planejamento anual

Cada dia tem o seu desafio e isso não é diferente em suas finanças pessoais. No entanto, é possível prever algumas situações e se preparar para elas, de maneira a ter uma folga nas contas e até investir.

Assim, busque prever como será o filme da sua relação com o dinheiro este ano. Pense em suas atividades em cada mês do ano e imagine os gastos potenciais que cada uma demanda.;

Contas como IPTU e IPVA são um exemplo. Elas acontecem todo ano, mas mesmo assim chega janeiro e para muita gente elas aparecem como uma surpresa no orçamento. Se esse é o seu caso, é importante mudar essa visão.

IPVA e IPTU são gastos recorrentes e você pode se planejar por meio de uma visão anual do orçamento. Seguro do carro e matrícula escolar são outros exemplos dessa categoria

Outro exemplo: se você pretende viajar nas férias e nos feriados prolongados, comece a reservar desde já as quantias necessárias para realizar seus planos com conforto, ainda que seja uma viagem curta. A falta de planejamento pode deixar o passeio bem mais caro.

2 – Pague à vista, mas também considere parcelar

Em São Paulo, o desconto para o pagamento à vista do IPVA e do IPTU é de 3% para ambos impostos.

Já o pagamento parcelado pode ser feito em três parcelas iguais, no caso do IPVA, ou em 10 parcelas iguais, no caso do IPTU.

Aí vem a dúvida: se eu tenho o dinheiro na mão, vale a pena pagar à vista e aproveitar o desconto? A resposta: desde que o desconto seja superior ao rendimento que você teria se investisse esse dinheiro, sim, vale a pena!

Vamos a um exemplo:

Para quem tem o orçamento mensal muito restrito, parcelar geralmente é a melhor opção. Mas antes de optar pelo parcelamento, avalie se é possível cortar alguma despesa do orçamento com o objetivo de economizar dinheiro para pagar o imposto à vista.

Se não for possível cortar nenhum gasto, o parcelamento é uma alternativa viável para equilibrar essas despesas ao longo dos meses.

Outra situação é a de quem cogita sacar parte de seus investimentos para pagar essas contas. Nesse caso, o parcelamento pode valer mais a pena do que resgatar seus investimentos, pois liquidar aplicações financeiras geralmente implica em impostos e outros encargos.

Além de reduzir o montante investido, resgatar investimentos para pagar contas também é um sinal de que a reserva de emergência não está em dia, pois ela serve justamente para evitar essas situações.

3 – Empréstimo? Só em último caso

Aquela taxa que o gerente do banco ofereceu parece interessante e os pagamentos serão descontados direto de seu salário? Pense bem.

Fazer um empréstimo para pagar as contas acende uma luz amarela sobre sua saúde financeira. Afinal, se sua renda não é suficiente para bancar todos os seus gastos, algo precisa ser ajustado.

Se você se identifica com essa situação, revise todos os seus rendimentos e os seus gastos nos mínimos detalhes. Corte o supérfluo e dê prioridade a despesas fundamentais. O ideal é sanar o problema antes que ele transforme em algo que você não pode controlar.

Porém, se você já extrapolou esse limite, priorize o pagamento de suas dívidas. Observe as taxas de juros e busque sempre renegociar seus débitos. E cuidado com prazos mais longos para pagamento! Eles podem esconder encargos maiores.

4 – Tenha objetivos de longo prazo

Tente refletir sobre como será a sua situação financeira ao final deste ano e dos próximos. Busque fazer escolhas hoje que tornem essa situação possível.

Parece algo distante, mas quanto mais disciplina você tiver para administrar suas contas, mais fácil será alcançar seus objetivos e sua vida financeira tende a ser mais tranquila.

Assim, escolha grandes alvos e dê prioridade a eles desde já. Em alguns momentos, será preciso fazer escolhas entre dois objetivos importantes, mas mantenha em mente que é melhor ir devagar e ficar com as contas em dia do que se precipitar e ficar endividado.

Se quiser saber mais sobre como organizar o seu orçamento, preparamos algumas para você entender a importância do planejamento financeiro e como aplicá-lo no seu dia a dia.

Mas se você é uma pessoa bem organizada e já conseguiu pagar todas as contas do início do ano, parabéns! Conte para nós a sua experiência aqui nos comentários.

Malena Oliveira

Especialista em Finanças Pessoais e membro do Grupo Consultivo de Educação Financeira da Anbima.

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