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O que é corretagem? Entenda os custos de investir na bolsa de valores

Quem pretende investir por meio de uma corretora de valores precisa prestar atenção em alguns detalhes. Um deles é a corretagem, uma taxa que incide sobre as aplicações financeiras.

A corretagem é a remuneração da corretora pelos seus serviços. Ela é cobrada sobre cada ordem de investimento feita por meio da corretora.

Algumas instituições até adotam a política de taxa zero e isentam seus clientes dessa cobrança. Mas será que essa é a melhor alternativa para você?

A partir de agora, você vai entender melhor o que é a taxa de corretagem, como ela incide sobre os investimentos e quando vale a pena aproveitar a taxa zero de algumas instituições. Continue a leitura!

Veja mais: Saiba quais são as corretoras com a menor taxa de corretagem!

O que é corretagem?

Como mencionamos, a corretagem é uma tarifa cobrada pelas corretoras de valores.

Ela é a remuneração pelo serviço que a instituição presta: fazer a ponte entre você e a aplicação financeira que você escolheu.

É trabalho da corretora, por exemplo, fornecer uma plataforma por meio da qual pessoas ou empresas possam fazer investimentos e resgates.

Também é responsabilidade dela registrar essas aplicações em nome de cada CPF ou CNPJ. Da mesma forma, resolver qualquer pendência relacionada às movimentações financeiras.

Para isso, uma corretora precisa ter uma infraestrutura adequada, com tecnologia e pessoas capacitadas para fazer tudo isso rodar sem atrito.

Portante, é para financiar essas atividades que existe a taxa de corretagem. Mas não é só essa taxa que financia as corretoras, como veremos mais adiante.

Como a corretagem afeta os seus investimentos?

A taxa de corretagem incide sobre cada ordem de compra ou venda de algum investimento dada por meio da corretora.

Cada instituição pode estabelecer a sua forma de cobrar essa tarifa. Mas geralmente há quatro tipos:

  • corretagem zero: quando a corretora decide não cobrar nenhuma tarifa pelas operações feitas em sua plataforma;
  • corretagem fixa: quando a corretora cobra um valor fixo por cada ordem de compra ou venda;
  • corretagem variável: é cobrada em porcentagem (%) sobre o valor de cada operação;
  • corretagem mista: quando a corretora cobra uma taxa fixa, mas que passa a ser variável a partir de certo volume de dinheiro movimentado.

Para facilitar, vamos imaginar os seguintes exemplos:

  • compra de 100 ações no valor total de R$ 1 mil;
  • venda das mesmas 100 ações no valor total de R$ 1,2 mil.

No caso das taxas de corretagem, imagine que elas sejam de:

  • corretagem fixa: R$ 10;
  • corretagem variável: 1% sobre o valor da operação.

Portanto, com a corretagem fixa seria necessário pagar a taxa de R$ 10 duas vezes: a primeira na compra das ações e a segunda na venda. Logo, o custo total das movimentações com corretagem fixa ficaria em R$ 20.

Já com a corretagem variável, o cenário ficaria da seguinte maneira:

operação de compra: 1% de R$ 1 mil = R$ 10

operação de venda: 1% de R$ 1,2 mil = R$ 12

No fim, o custo total das movimentações com corretagem variável ficaria em R$ 22. Percebeu a diferença?

Dessa forma, a corretagem fixa é mais vantajosa quando o valor movimentado é mais alto. Já a corretagem variável é interessante para transações com quantias menores.

Comissões, rebates e spread: como as corretoras realmente ganham dinheiro

Se algumas corretoras praticam taxa zero nos investimentos, como elas financiam suas atividades? A resposta é: com comissões e rebates nos investimentos de renda fixa.

Toda corretora funciona como um supermercado. Ela compra produtos de instituições financeiras para revender para seus clientes.

E assim como comprar no atacado sai mais barato, as corretoras conseguem produtos financeiros em condições mais vantajosas. Tudo depende do acordo com o fornecedor.

Essas condições diferenciadas geralmente são:

  • rebate: desconto para corretoras comprarem determinados produtos em determinadas quantidades;
  • comissão: um prêmio que o fornecedor paga para a corretora pela venda de seus produtos;
  • spread: de forma simplificada, a palavra representa a diferença entre o preço de compra e o preço de venda.

Um exemplo comum dessas práticas é o seguinte: imagine um CDB de um determinado fornecedor da corretora que ofereça rentabilidade de 120% do CDI .

A corretora pode optar por dois caminhos:

  • comprar vários lotes daquele CDB para ter um desconto maior ou ganhar comissão. Assim, a corretora acaba dando mais espaço na sua prateleira para aquele fornecedor em detrimento de outros;
  • reduzir a rentabilidade do CDB para 105% do CDI, por exemplo. O objetivo nesse caso é lucrar na diferença de rentabilidade entre o produto comprado do fornecedor (120% do CDI) e o revendido para os clientes (105% do CDI). Assim, a corretora embolsa os 15% da rentabilidade.

Não é possível saber o quanto uma corretora ganha com comissões, rebates ou spread.

Mas uma forma de obter pistas é pesquisar direto nos bancos que são fornecedores dessas corretoras. Alguns desses bancos são:

Como escolher a melhor corretora de valores?

A decisão de investir em uma determinada corretora de valores vai muito além do preço que ela cobra por operações.

É preciso analisar a plataforma em si para saber se ela atende às suas necessidades.

Há pessoas que gostam de interfaces com ferramentas e material educacional. Já outras preferem somente os serviços mais básicos.

Para saber qual formato é o melhor para você, vale a pena conversar com pessoas que usam ou testar a plataforma.

No fim, somente você será capaz de definir qual é a melhor corretora para alcançar seus objetivos.

Além disso, também é preciso levar em conta que existem outros custos para investir além da corretagem, como emolumentos, impostos e taxa de custódia (saiba mais sobre os custos de investir aqui).

Agora que você entende melhor o que é corretagem, que tal saber como investir com especialistas de forma simples e sem gastar muito? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e tire suas dúvidas!

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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