Corretoras com menor taxa de corretagem: veja quais são

por Malena Oliveira

(Post originalmente publicado em dezembro de 2017)

Se você investe no mercado de ações ou se interessa pelo assunto, já deve ter se questionado sobre as corretoras com menor taxa de corretagem. Afinal, esse custo tem um impacto direto em sua rentabilidade. 

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Se você ainda não pesquisou sobre o assunto, sem problemas! Reunimos neste post tudo o que você precisa saber a respeito da taxa de corretagem e listamos também o quanto custa investir nas principais corretoras. Mas antes de começarmos, vamos entender o que é a taxa de corretagem. 

O que é taxa de corretagem?

A taxa de corretagem é o valor é cobrado pelas corretoras para fazer a intermediação das transações de compra e venda de ações, ETFs, fundos imobiliários e outros ativos.

Saber o valor dessa taxa é importante porque quanto maior for esse custo, maior tende a ser o impacto na rentabilidade de um investimento. Por isso, o ideal é buscar as corretoras com menor taxa de corretagem.

Mas você sabe qual é o papel de uma corretora de valores? É isso o que vamos ver no próximo tópico.

Afinal, o que é uma corretora de valores?

Uma pessoa não consegue fazer sozinha uma operação na bolsa de valores ou no mercado de títulos públicos. Isso acontece por conta da complexidade das transações e por causa da regulação do mercado.

Assim, ela precisa de um sistema intermediário, que execute os pedidos de compra ou venda de um ativo e verifique se a transação foi concluída com sucesso.

Esse sistema de negociação é chamado de home broker e é disponibilizado pelas corretoras. Alguns oferecem mais agilidade e funcionalidades do que outros, daí a diferenciação nas taxas cobradas pelas corretoras.

Apenas as corretoras estão autorizadas a fazer transações no sistema da bolsa de valores e no mercado de títulos públicos. Ou seja, o investidor que quiser acessá-los precisa, obrigatoriamente, abrir uma conta em uma corretora (Em outro post, falamos sobre como abrir uma conta na Easynvest, corretora parceira da Magnetis).

Além disso, as corretoras também distribuem produtos financeiros de bancos e gestores de fundos, o que geralmente diminui o valor mínimo exigido para essas aplicações. O diferencial, nesse caso, está em quais são esses produtos financeiros e qual é o valor mínimo para a aplicação em cada um deles.

Em uma metáfora, a corretora é como um "supermercado de investimentos", onde os clientes encontram várias opções de aplicações de diferentes emissores e podem escolher quais oferecem mais vantagens.

Uma corretora só pode funcionar com a autorização do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Inclusive, a CVM é o órgão responsável por fiscalizá-las.

O que analisar ao escolher uma corretora de valores

Quem está buscando uma corretora de valores para fazer suas aplicações deve ficar atento a alguns detalhes.

Um ponto muito importante é saber quais produtos as corretoras oferecem. Algumas podem ter mais opções de produtos do que outras e isso é bem relevante do ponto de vista da diversificação.

Outro fator que deve ser considerado é a estrutura da corretora, sobretudo em relação às plataformas, sites ou interfaces com o cliente.

Principalmente para quem investe em renda variável, o tempo que uma transação leva para ser concluída é uma questão chave. Ter uma corretora eficiente nesse quesito significa a diferença entre ganhar ou perder dinheiro no mercado financeiro.

Além disso, ter acesso a uma boa plataforma de investimentos permite que você acompanhe suas aplicações de forma transparente, sabendo onde está aplicado o seu dinheiro.

Embora não seja primordial, um grande diferencial de corretoras é a oferta de conteúdo sobre educação financeira. Algumas possuem sites, blogs, páginas em redes sociais e canais no YouTube focados em ajudar o investidor a entender melhor como funcionam seus produtos.

Muitos investidores acabam não prestando atenção a esses detalhes e optam por corretoras mais famosas, independente das taxas que elas cobram.

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Quais são as taxas cobradas pelas corretoras de valores?

As taxas cobradas pelas corretoras costumam variar bastante conforme o tipo de serviço oferecido e as funcionalidades de cada plataforma.

Quando o assunto é investir em renda variável, por exemplo, algumas optam por isentar os seus clientes de certas cobranças, enquanto outras têm taxas mais altas. Vamos ver mais detalhes a seguir.

Taxa de corretagem

É a taxa que uma corretora de valores cobra para intermediar as transações entre o cliente e a bolsa de valores. Esse serviço é cobrado toda vez que a pessoa compra ou vende ativos.

Algumas corretoras adotaram a política da taxa zero para alguns investimentos, o que pode ser uma excelente vantagem para o cliente, mas também pode ter alguns custos ocultos.

O valor da taxa de corretagem também varia de acordo com o tipo de operação solicitada pelo cliente. Esse custo pode mudar conforme o tipo de mercado em que se negocia. São eles:

  • Mercado à vista;
  • Fracionário;
  • Futuro;
  • Opções.

Essa taxa tem influência direta na rentabilidade líquida do investimento, ou seja, quanto maior ela for, mais o lucro será afetado.

O ideal é escolher uma corretora que cobre uma taxa fixa de corretagem já que o valor é regular e não em percentual sobre o lucro, pois assim é possível abater esse custo com um volume maior de operações.

Um exemplo: para uma corretora que cobra taxa fixa de R$ 10 por operação, não fará diferença se o investidor comprar 100 ações ou 1 mil. O valor da corretagem sempre será o mesmo. Ou seja, o tamanho do lote ou o número de contratos não faz diferença. O que é considerado é o número de operações.

No entanto, a bolsa de valores brasileira estipula valores mínimos para algumas transações. No caso de ações de algumas empresas, só é possível comprar ou vender a partir de 100 unidades de papéis da mesma companhia. O preço varia conforme a cotação de cada papel no momento da operação.

Já a taxa de corretagem que é cobrada sobre o volume de cada operação (mais conhecida como Tabela Bovespa), é comum em investimentos feitos por meio da mesa de operações: a pedido do cliente, a corretora faz a compra ou a venda de ativos. Essa taxa é cobrada sobre os ganhos do trader, isto é, quanto mais o cliente investir, mais ele paga corretagem.

Também há variação de preço caso essa operação seja day trade (compra e venda no mesmo dia) ou posição (quando o investidor compra e espera alguns dias ou semanas para vender, e vice-versa).

Taxa de custódia

A taxa de custódia é um valor cobrado pela guarda dos ativos, sejam eles títulos ou ações. Elas podem variar de uma corretora para outra, e em alguns casos o investidor pode até ser isento de pagá-la. Nos casos, em que há a cobrança, geralmente ocorre mensalmente.

ISS (Imposto sobre Serviços)

Como a corretora de valores presta um serviços ao investidor, também existe a cobrança de ISS (Imposto Sobre Serviços). Este é um imposto municipal sobre o serviço prestado e o seu valor é adicionado à taxa de corretagem, compreendendo até 5% dela.

Emolumentos

Referem-se a dois tipos de taxas: de negociações e de liquidação. Elas são cobradas diretamente pela B3, a bolsa de valores brasileira, e pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). Representam o menor valor se comparados a outros custos do day trade.

Imposto de Renda

Todos os investidores que operam na B3 precisam declarar o Imposto de Renda. Todo mês em que for realizada uma operação é necessário calcular o Imposto de Renda e emitir uma DARF para seu pagamento (depois, na Declaração de Ajuste Anual, o investidor reportar os ganhos e perdas apurados mês a mês). Contudo, ele é cobrado apenas se a soma do valor de venda das ações superar R$ 20 mil no mês. Ao atingir esse valor, o investidor deve pagar 15% do seu lucro anual, com a corretagem já descontada.

Taxa para home broker ou mesa de operações

Corretoras podem usar os dois canais para realizar a negociação. Algumas cobram taxas para negociar em home broker, ou seja, online, e outras para darem ordens pela mesa de operações via telefone. A segunda opção é bem mais cara.

Quais são as corretoras com menor taxa de corretagem?

Agora que você já viu como funciona a taxa de corretagem e outros custos para investimentos em renda variável, deve estar se perguntando: com tantas taxas, qual corretora escolher? Esta é uma decisão difícil, pois nem sempre as taxas cobradas por corretoras são comparáveis.

Por isso, na busca pelo menor custo, é importante que você pesquise bem não apenas o valor das taxas, mas outros serviços oferecidos (tipos de investimentos disponíveis, aplicativos das corretoras, ferramentas para melhorar as transações e assim por diante).

Para facilitar, reunimos aqui os valores cobrados por diversas corretoras. Confira!


Corretora

Taxa de corretagem

Taxa de custódia

Ativa

R$ 15 para ações (operação normal)

R$ 10 para day trade

R$ 8 para opções

R$ 9,80

(Isenta se foram realizadas pelo menos duas operações de compra ou venda no mês)

Clear

Não cobra

Não cobra

Concórdia

Custo fixo a partir de R$ 2,49 + porcentual entre 0,5% e 2% sobre o valor da operação

A partir de R$ 8,40

Easynvest

R$ 10

Não cobra

Geração Futuro

R$ 17

R$ 11 fixo + taxa variável

Guide

R$ 14

R$ 16,90

Modalmais

Não cobra

Não cobra

Rico

R$ 10 para ações operação normal - swing trade

R$ 7,50 para day trade e opções

Não cobra

Socopa

a partir de R$ 2,10

R$ 10

(Isenta caso haja pelo menos uma operações de compra ou venda no mês)


XP Investimentos

até R$ 2,25 para ações operação normal - swing trade (sem assessor)

até R$ 1,52 para day trade e opções (sem assessor)

3,9% sobre o valor da taxa de corretagem

Fonte: Sites das corretoras

Fique atento! Mesmo quando a corretagem é zero, há a cobrança de impostos e emolumentos sobre as operações!

Quanto custa investir no banco?

Outro detalhe que passa despercebido para muitas pessoas é a comparação das taxas para investir em uma corretora com as taxas para aplicar seu dinheiro nos grandes bancos.

Na tabela a seguir, você vê o quanto custa investir com os cinco maiores bancos do país. 

Instituição

Taxa de corretagem

Taxa de custódia

Itaú Corretora

R$ 10 + 0,3% por ordem para operação normal

R$ 8 + 0,2% por ordem para day trade

(taxa zero para Tesouro Direto e debêntures)

R$ 15,80 por mês para operações pelo home broker


R$ 21,60 por mês para ordens via mesa de operações

Bradesco Corretora

0,20% sobre operações de até R$ 100 mil

0,10% sobre operações acima de R$ 100 mil

(corretagem mínima de R$ 10 por dia)

R$ 14,99 por mês

Santander Corretora

R$ 10 + 0,25% por ordem via home broker

Para mesa de operações, há custo fixo a partir de R$ 2,70 ou porcentual entre 0,5% e 2% sobre o valor da operação

A partir de R$ 8,88 por mês

BB BI

R$ 20 por ordem (operação até R$ 100 mil) ou 0,02% sobre o valor negociado via home broker

Para mesa de operações, há custo fixo a partir de R$ 2,70 ou porcentual entre 0,5% e 2% sobre o valor da operação

R$ 15 por mês

Caixa 

R$ 0,75 ou percentual entre 0,10% e 0,25% por valor operado no dia pelo home broker

Não cobra

Como abrir uma conta em uma corretora?

O processo é bem simples. Primeiro, você deve acessar o site da corretora e fazer um cadastro, que geralmente é gratuito. Hoje em dia, a maioria das corretoras faz todo esse processo de cadastro digitalmente. Você preenche um formulário online e, se necessário, envia cópias de documentos como RG, CPF, CNH e comprovante de residência.

Após analisar suas informações, a instituição entrará em contato com você por e-mail ou pelo telefone e confirmará o seu cadastro. Pronto, a sua conta está aberta! Assim que você abrir a sua conta, geralmente em 24 horas já poderá realizar as transações. Para isso, você fará uma transferência bancária para a corretora de valores em que quiser investir. A transferência para a corretora deve ser feita a partir de uma conta de sua titularidade no banco. A conta na corretora também é aberta em sua titularidade, o que traz ainda mais segurança aos seus investimentos. Mesmo se a corretora fechar, os investimentos permanecem registrados em seu nome.

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Fique atento ao seu perfil

Avaliar as taxas cobradas pelas corretoras é um ponto muito relevante na sua decisão de investimento. Dependendo do seu perfil de investidor, as condições que uma corretora oferece podem ser mais atraentes do que as de outras.

É importante conhecer as taxas cobradas para que você não comprometa a sua rentabilidade, mas o custo não é o único item a ser avaliado. Não faz sentido, por exemplo, dar preferência a uma corretora que é mais vantajosa para quem opera com ações se você não tiver aplicações em renda variável.

Como você viu neste post, dá bastante trabalho avaliar e escolher as corretoras com a menor taxa de corretagem que ofereçam o serviço ideal para o que você pretende.

Uma opção para resolver esse dilema mais rapidamente é contar com os serviços de uma consultoria de investimentos.

A Magnetis, por exemplo, oferece esses serviços e acompanha você em cada etapa da sua jornada de investimentos. Quer experimentar? Faça simulação gratuita no nosso site e comece agora mesmo a investir no que importa para você! 😉

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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