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Vale a pena oferecer crédito consignado para colaboradores?

Você tem percebido seus colaboradores mais desanimados e pedindo adiantamento de salário, mas não consegue fazer isto? Há outras formas de apoiá-los financeiramente sem mexer nos salários. Sua empresa pode promover a educação financeira e rever a estratégia de benefícios, por exemplo. Mas, às vezes, o colaborador pede uma solução mais rápida. E nestes casos oferecer crédito consignado na folha de pagamento pode ser interessante.

A alternativa tem seus prós e contras. Caso decida oferecer o crédito com desconto do salário, a empresa tem algumas obrigações. Entre elas, é necessário deixar claro ao colaborador quais são as condições e como contratar a operação.

Por outro lado, o empregador tem a oportunidade de receber uma das linhas de crédito mais baratas do mercado. Dessa forma, é possível contribuir ainda na melhoria da vida financeira dos integrantes de sua equipe. Atualmente, a linha de crédito não é oferecida apenas por bancos, mas também por fintechs, o que dá mais opções ao contratado e ao empregador. 

Ficou com dúvidas sobre o assunto? Leia neste post o que você deve avaliar antes de oferecer crédito consignado para motivar seus colaboradores!

Como funciona o crédito consignado na folha de pagamento?

Criado em 2003 por meio de uma medida provisória, o crédito consignado é o empréstimo descontado diretamente do salário. A empresa atua como parceira do banco ou fintech na operação. Como resultado, o risco de inadimplência para a instituição financeira diminui e, por isso, as taxas de juros são menores.

A empresa é a responsável por realizar o desconto autorizado pelo colaborador na folha de pagamento. O valor é repassado à instituição financeira responsável até o quinto dia útil após o pagamento, conforme previsto em contrato.

Por lei, a soma dos descontos não deve ultrapassar 35% do valor do salário líquido de cada profissional. Além disso, 5% dessa margem só pode ser usada por meio de um cartão de crédito específico oferecido em conjunto com o crédito. Ou seja, o colaborador pede quantos empréstimos quiser, desde que não ultrapassem esse limite.

As informações sobre o crédito e descontos devem constar no holerite mensal do trabalhador. Já detalhes sobre número de parcelas e porcentual de desconto devem constar no contrato entre instituição financeira e empregador.

A linha pode ser oferecida a integrantes do setor público ou de empresas privadas que trabalhem em regime CLT. Ou seja, o colaborador que atua como Microempreendedor Individual (MEI) ou Pessoa Jurídica (PJ) não pode ter acesso a esse tipo de crédito.

Quais são os deveres e direitos do empregador?

O empregador não deve intervir sobre as condições pactuadas entre a instituição financeira e o colaborador. Porém, pode firmar acordo para que as taxas oferecidas sejam mais atrativas e não ultrapassem determinado limite, por exemplo.

Como forma de defender os interesses do colaborador, o sindicato representativo também deve participar da negociação. Entretanto, o contratado pode escolher a instituição financeira que vai conceder o empréstimo. A regra passou a valer após uma mudança na legislação, feita em 2008.

Ou seja, mesmo que a empresa realize um acordo com determinada instituição financeira, cada colaborador tem direito de procurar outra que ofereça condições melhores. Mas é necessário que esse banco ou fintech faça um convênio com a empresa.

Em qualquer situação, o empregador tem a possibilidade de incluir custos operacionais na transação ou repassá-los ao banco que concede o crédito. A empresa não é corresponsável pelos pagamentos, mas é considerada devedora principal e solidária, caso não realize os procedimentos previstos.

A lei prevê que, em caso de rescisão do contrato, a empresa possa utilizar até 30% da verba rescisória devida ao colaborador para amortizar a dívida. Mas essa possibilidade tem que estar prevista em regulamento.

Quais são as vantagens de oferecer crédito consignado aos colaboradores?

Oferecer uma linha de crédito acessível aos colaboradores é uma peça importante da política de gestão de pessoas. Isso porque interfere diretamente na saúde financeira das equipes.

O crédito tem o poder de tirar o colaborador de um sufoco financeiro (já que a linha de crédito aceita negativados) e aumentar a sua produtividade.

Algumas instituições financeiras emprestam até R$ 250 mil em suas linhas de crédito consignado. Além disso, oferecer essa vantagem melhora a imagem da empresa perante os colaboradores e acaba sendo um instrumento de retenção de talentos. E o melhor: sem que a empresa gaste muitos recursos.

Os convênios com as instituições financeiras costumam exigir apenas processos adicionais de trabalho à equipe de Recursos Humanos. Geralmente essas organizações ainda oferecem um sistema para tornar a operação mais rápida e menos burocrática.

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E as desvantagens dessa prática?

Oferecer o crédito consignado aos colaboradores também tem desvantagens. Por conta de suas taxas acessíveis e da facilidade de contratação, pode contribuir com o endividamento do profissional e desmotivá-la no longo prazo. Uma das razões é que as parcelas do empréstimo são fixas e têm pouco espaço de flexibilidade. Ou seja, não é possível adiá-las nem mudar o vencimento.

Por isso, antes de fornecer o empréstimo é importante conhecer o perfil financeiro dos colaboradores. A partir dessa pesquisa será possível identificar se vale a pena oferecer um programa de educação financeira como forma de apoiar o benefício.

Assim é possível, por exemplo, orientar que o empréstimo serve como saída a dívidas caras, como o cheque especial ou o rotativo do cartão e não para compras do dia a dia.

O programa também é ótimo em explicar que é importante se planejar com antecedência de maneira a acomodar a parcela mensal do crédito em seu orçamento. Para isso, naturalmente, é necessário mudar hábitos e cortar gastos. Caso contrário, haverá um grande risco de o colaborador ter de recorrer ao crédito novamente.

Agora que você viu os impactos positivos e negativos de oferecer crédito consignado aos seus colaboradores, que tal conhecer capacitações de educação financeira? É um jeito eficiente e sustentável de ofertar o benefício. Aproveite também e siga a Magnetis nas redes sociais, a fim de acompanhar mais dicas e novidades do assunto. Estamos no Twitter, Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn!

Julia Ayres

Julia é jornalista por formação, mas apaixonada por marketing digital, performance e educação financeira. Atualmente, lidera as estratégias de marketing para a área de empresas da Magnetis

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