Afinal, o que são essas moedas virtuais? Compreenda o mercado das criptomoedas!

por Malena Oliveira | 19/03/2018

criptomoedas

Para os entusiastas da tecnologia, as criptomoedas já são consideradas o dinheiro do futuro. Sem cédulas ou cartões de crédito, esse novo modelo é capaz de comportar transações internacionais a taxas muito menores que moedas tradicionais.

Além disso, elas não são regulamentadas por nenhum órgão oficial ou centralizadas por alguma instituição financeira, mas “mineradas” por programadores. As criptomoedas surgiram justamente para desafiar as grandes instituições e promover maior liberdade. Se você quer entender mais sobre o mercado das moedas virtuais ou criptomoedas, continue a leitura. Neste post você vai descobrir:

  • o que são as criptomoedas;
  • quem as controla;
  • como elas são emitidas;
  • como funcionam suas carteiras;
  • como as transações são realizadas;
  • quais são as criptomoedas mais utilizadas.

Vamos lá?

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O que são as criptomoedas?

As criptomoedas são moedas virtuais que se utilizam de criptografia para garantir a segurança nas transações — que ocorrem pela internet. Basicamente, a criptografia funciona como os números de série ou sinais utilizados em cédulas para impedir falsificações, por exemplo.

No caso das criptomoedas, esses sinais ocultos são códigos bastante difíceis de quebrar. Esta segurança é possível graças a uma tecnologia conhecida como blockchain, que funciona como um grande “livro contábil” em que são registradas várias transações e registros espalhados por vários computadores.

As transações em conjunto são “trancadas” por criptografia, garantindo anonimato de quem realiza as transações. Bancos e instituições financeiras ao redor do mundo, incluindo o Banco Central do Brasil, têm demonstrado interesse na utilização da tecnologia blockchain em transferências interbancárias, por exemplo.

Apesar de ter esta tecnologia diferenciada, na prática, essas moedas são utilizadas para a mesma finalidade que quaisquer outras. Isso significa que elas compram tanto bens quanto serviços na internet. Por não serem consideradas moedas oficiais, não se submetem à desvalorização ou inflação do mercado. Além disso, são passíveis de serem trocadas por dinheiro tradicional — ou “oficial” — e vice-versa.

Quem as controla?

As criptomoedas não são moedas reguladas — ou seja, não existem quaisquer autoridades ou banco central responsáveis pelo seu controle. Nesse caso, ela pode ser trocada entre as pessoas sem que, necessariamente, exista uma instituição financeira ou outros intermediários envolvidos. A sua criação surgiu exatamente para ir contra a centralização de grandes instituições como bancos ou governos, que detêm o controle da maior parte do dinheiro em circulação no mundo.

Com isso, elas podem ser utilizadas em qualquer país, sem limites mínimos ou máximos para as transações, que possuem taxas bem menores que as exercidas por corretoras e instituições financeiras em geral.

Veja também: Bitcoin: mitos e verdades que você não ouviu falar!

Como elas são emitidas?

As moedas virtuais foram criadas por programadores e, por consequência, são emitidas por programas de mineração digital cuja realização exige a resolução de problemas matemáticos específicos. Qualquer um pode se submeter a tentar essas resoluções — ou seja, trata-se de um método público de emissão de moeda.

Para entender melhor como funciona a emissão destas moedas, confira alguns termos característicos deste mercado:

  • minas: analogia às minas de ouro, trata-se dos computadores que são programados para que os problemas geradores de moedas possam ser resolvidos;
  • mineradores: donos das minas geradoras de moeda, que lucram tanto com a venda das moedas quanto com a sua validação;
  • carteiras: registros da conta das moedas, tal como uma conta bancária, de conhecimento público;
  • transações: compra e venda das moedas que gera modificação da carteira, validada por uma espécie de livro-caixa virtual (blockchain) do qual não é possível apagar nenhuma informação.

Como funcionam suas carteiras?

As carteiras digitais, ou carteiras de moeda digital, funcionam quase como uma carteira física de dinheiro — na qual guardamos os cartões de crédito, as cédulas e as moedas. No entanto, em vez de armazenar o dinheiro, as carteiras no ambiente virtual reúnem os dados financeiros, a identidade de cada usuário e a possibilidade de efetuar as operações financeiras com moedas virtuais — tudo de forma criptografada..

Elas interagem com os dados do usuário para que seja possível consultar informações como saldo, histórico de operações financeiras e efetuar transações. Assim, quando uma operação é realizada, a chave privada da carteira deve ser correspondente ao endereço público atribuído à moeda, debitando o valor em uma das contas e creditando de outra.

Dessa forma, não há uma moeda real, apenas o registro da transação e a alteração nos saldos.

Vale destacar que existem diferentes tipos de carteiras para armazenagem de criptomoedas. Elas podem ser tanto virtuais, como físicas (hardware wallet) e mesmo de papel (paper wallet) – que permite a impressão da criptomoeda como uma cédula -, e ainda existem outros tipos. Porém, o nível de segurança varia em cada uma delas e nem todas suportam as mesma categoria de moedas. Utilizando o exemplo das carteiras de Bitcoin, existem cinco tipos principais:

  • carteiras móveis;
  • carteiras de desktop;
  • carteiras hardware;
  • carteiras online;
  • carteiras em papel.

Elas armazenam chaves criptografadas para acessar dados públicos de bitcoins e assinar transações — além de guardar documentos pessoais.

Para escolher entre as dezenas de carteiras disponíveis, é preciso considerar algumas informações importantes, como:

  • a finalidade de uso é para investimento ou para compras em geral?
  • o objetivo é utilizar uma única ou mais moedas?
  • a necessidade de acesso à carteira é móvel ou você só poderá acessá-la de casa?

​Com base nessas informações já é possível realizar uma busca pela melhor carteira de acordo com as suas necessidades.

Como as transações são realizadas?

Seja para comprar ou para vender criptomoedas, é necessário cadastrar-se nas plataformas específicas da moeda virtual que você quer negociar. No Brasil, a FoxBit é a principal corretora de Bitcoin e outras criptomoedas. Na maioria das plataformas especializadas, para realizar uma compra, é necessário cadastrar suas informações para criar uma conta virtual e possuir saldo, em reais, para efetuar a transação. Parecido com o processo para compras de ativos em uma corretora convencional.

A partir disso, as carteiras eletrônicas possuirão todos os dados relevantes para que você não precise mais carregar dinheiro ou cartão de crédito.

Quais são as criptomoedas mais utilizadas?

Atualmente já existe uma quantidade bem grande de moeda virtual no mercado. Obviamente, algumas delas conquistaram maior espaço e relevância. Listamos para você aquelas que podem ser consideradas as mais utilizadas. Veja:

  1. Bitcoin — foi a primeira criptomoeda lançada e ainda é considerada a queridinha do mercado, permanecendo em pleno desenvolvimento;
  2. Ethereum — é considerada o combustível para a obtenção de contratos inteligentes e uma moeda em potencial para competir nos próximos anos com o Bitcoin;
  3. Ripple — conhecida por fornecer transações seguras, com baixo custo e instantâneas, essa moeda já chegou a superar o valor do Ethereum;
  4. Bitcoin cash — surgida da divisão de cadeias da blockchain do bitcoin, esse novo recurso vem sendo uma alternativa à tradicional moeda do Bitcoin;
  5. IOTA — revolucionária e baseada na internet das coisas (IoT), essa é uma proposta de moeda sem mineradores ou comissões sobre transações na rede.

A valorização das criptomoedas tem sido muito significativa e isso se deve à comodidade e à segurança que esse novo método de transação financeira traz. Para que você entenda melhor e consiga fixar os benefícios desse novo mercado, é importante reforçar que:

  • o mercado das criptomoedas não para. Ele funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana;
  • a liquidez desse mercado é significativamente alta, uma vez que os compradores e vendedores estão espalhados pelo mundo;
  • a moeda não sofre alterações em decorrência de eventuais problemas políticos ou econômicos do país;
  • cada criptomoeda é única e possui um código único com o registro de suas movimentações — portanto, é 100% segura;
  • o controle da moeda depende exclusivamente do usuário e não sofre interferência das empresas ou mesmo do Estado;
  • as transações independem de bancos e corretoras, o que significa ausência de taxas relativas aos serviços ofertados por eles.

Por fim, vale destacar que por ser algo ainda muito novo, não é possível prever o futuro e nem qual será o papel das criptomoedas no mercado financeiro tradicional. Este mercado é caracterizado por muita volatilidade e alto risco. Então, uma dica para quem decide comprar bitcoin ou qualquer outra criptomoeda: aplique somente um valor que não vai lhe fazer falta, porque o risco de perda é extremamente elevado.

Gostou de saber mais sobre as criptomoedas? Então não deixe de conferir o Desafio Fintech: Como investir em Bitcoin e TUDO sobre criptomoedas. Nosso CEO, Luciano Tavares, montou uma carteira diversificada de criptomoedas e contou a sua experiência aqui no blog.

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