Invista agora
a evolução na edução financeira, conheça a Magnetis.

Crise no mercado: saiba como investir de forma correta em tempos de pandemia

A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe preocupações não apenas com a saúde, mas também com e economia. É difícil estimar por quanto tempo governo, empresas e população terão de rever contas e adaptações ao novo normal. Porém, apesar de tantas incertezas, ainda é possível investir na pandemia com rentabilidade e segurança.

Vamos elencar quais são as consequências deste momento na economia. Também mostraremos como crises podem gerar oportunidades, detalhando quais aplicações são mais indicadas atualmente. Por fim, explicaremos como garantir rentabilidade e segurança ao decidir onde colocar seu dinheiro. Vamos lá?

Quais são as consequências da pandemia na economia?

A pandemia cobrou reações de todos os governos. Diversos países estão lutando contra a paralisação da economia por meio de pacotes de estímulos fiscais e monetários. Os gastos públicos incluem renda emergencial, além de impostos e juros reduzidos ou postergados. 

O governo brasileiro criou auxílios emergenciais para pessoas em maior situação de risco financeiro, como quem perdeu o emprego. Também montou linhas de crédito para pequenos empreendedores e diminuiu a taxa básica de juros nacional, a Selic, para 2% ao ano.

Tais atitudes aumentam a liquidez do sistema financeiro. Normalmente, causariam um aumento generalizado de preços conhecido como inflação. Porém, a necessidade de isolamento social paralisou boa parte da atividade econômica. O consumo menor faz com que os preços de produtos ou serviços não saltem.

Instituições financeiras devem prestar atenção em suas ofertas de crédito e níveis de inadimplência. Governos são obrigados a projetar uma diminuição no Produto Interno Bruto (PIB). Empresas precisam revisar sua operação para o novo normal. Por fim, a Pessoa Física deve olhar para todas essas situações antes de colocar seu dinheiro em aplicações públicas ou privadas.

Quais são as oportunidades de investir em tempos de pandemia?

O medo costuma tomar conta quando falamos de aplicar dinheiro em tempos de incerteza econômica. Mas as melhores oportunidades pelos melhores preços aparecem justamente nas crises. É possível ganhar dinheiro online não apenas com horas de trabalho, mas com aplicações.

Grandes aportadores costumam deixar de depositar altas quantias em países mais voláteis, como o Brasil. Essa fuga dos grandes diminui o caixa inclusive de instituições sólidas. Elas precisam, então, facilitar a entrada de pequenos e médios aportadores por atitudes como corte de taxas ou diminuição da aplicação inicial mínima. No caso de empresas negociadas em bolsa, a fuga temporária de aplicadores diminui o valor de sua ação.

Assim, oportunidades antes inacessíveis podem virar parte da sua carteira. Tais instituições, desde que tenham bons fundamentos e se planejem para atender necessidades do novo normal, logo poderão retomar sua lucratividade.

Quais são os investimentos mais indicados atualmente?

A pandemia pede um conhecimento ainda mais profundo sobre cada aplicação. Garantir uma rentabilidade acima da inflação continua fundamental, mas há menos espaço para correr riscos com seu dinheiro. Veremos como aplicações de renda fixa e de renda variável estão se comportando atualmente.

Poupança

A poupança tem uma remuneração básica e uma remuneração adicional. A remuneração básica é determinada pela taxa referencial, que hoje está zerada. A remuneração adicional corresponde a 70% da Selic para depósitos após maio de 2012 e para quando a Selic está abaixo de 8,5%.

Como escrevemos anteriormente, a Selic está em 2% ao ano. Portanto, a poupança rende 1,4% ao ano atualmente. A aplicação tem como vantagens permitir saques imediatos e ter isenção do Imposto de Renda. Porém, seu rendimento tende a perder para o aumento generalizado de preços. A inflação acumulada em 12 meses está em 2,13%, segundo dados coletados até junho deste ano.

Tesouro Direto

Aplicações de renda fixa podem ser uma boa opção para aqueles que buscam rentabilidade superior à da poupança, mas ainda querem riscos controlados. 

Os títulos de dívida pública, emitidos pelo governo brasileiro, são negociados pela plataforma Tesouro Direto. São aplicações consideradas de baixo risco, dado que seria preciso que o próprio governo desse um calote. Todos os títulos têm incidência da tabela regressiva do Imposto de Renda. Quem deixa o dinheiro aplicado por ao menos dois anos paga a menor taxa possível, de 15% sobre rendimentos.

O Tesouro Selic tem juros atrelados à taxa básica de juros. O Tesouro IPCA rende uma taxa fixa e a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Por fim, o Tesouro Prefixado garante uma taxa fixa de rendimentos. Você sabe qual será o retorno logo ao comprar o papel, caso mantenha a aplicação até o prazo de vencimento indicado. 

A Selic está com uma taxa pouco atrativa hoje, também perdendo para a inflação acumulada em 12 meses. O Tesouro IPCA e o Tesouro Prefixado apresentam rentabilidades maiores, especialmente os títulos com vencimento mais longo. O Tesouro Prefixado é a aplicação mais arriscada entre as citadas. Você continuará com a rentabilidade contratada pelos anos estabelecidos mesmo se a Selic subir para 15% ao ano, por exemplo.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título privado emitido por bancos. Você empresta dinheiro para instituições financeiras e recebe juros como pagamentos. Assim como nos papéis negociados pelo Tesouro Direto, a aplicação sofre a incidência da tabela regressiva do Imposto de Renda.

O CDB costuma apresentar rentabilidades maiores do que as vistas nos títulos públicos. Em contrapartida, o risco de calote de uma instituição privada é maior. Só aplique em certificados de instituições financeiras sólidas, mas que ainda ofereçam rentabilidade e lucratividade atrativas.

A remuneração do CDB é traduzida em uma porcentagem do CDI. Essa é a taxa usada para empréstimos entre bancos e costuma espelhar a Selic. Um CDB renderia praticamente o mesmo que uma aplicação atrelada à taxa Selic se remunerasse 100% do CDI, por exemplo. Você deve buscar ganhos maiores, justificando riscos superiores ao de emprestar ao governo brasileiro.

LCAs e LCIs

A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) também são títulos de renda privada. O objetivo de LCAs e LCIs é captar dinheiro e emprestá-lo a esses dois setores. Uma vantagem dessas letras é a isenção de Imposto de Renda, o que não acontece nos CDBs. Por isso, compare a rentabilidade desses investimentos com a do CDB já embutindo a cobrança do Imposto de Renda no segundo caso.

Fundos de investimento

Existem fundos de investimento mais voltados para renda fixa e outros mais voltados para renda variável. Então, são boas opções para quem busca diversificar suas aplicações sem ter de selecionar diversos ativos.

Os gestores do fundo assumem esse trabalho de diversificação, em troca de uma taxa. Preste atenção se a taxa de administração cobrada é condizente com a sofisticação dessas aplicações. Geralmente, fundos de renda fixa não devem cobrar acima de 1% ao ano em taxa de administração.

Dólar

Você pode aplicar na moeda americana de diversas formas: comprando dólar em espécie, aplicando em fundos cambiais ou operando minidólar. O dólar apresenta diversas oscilações e é considerado um investimento mais arriscado

A moeda americana se valorizou muito em relação ao real nos últimos tempos. Portanto, é preciso avaliar com cuidado se esta é a hora correta de aplicar. Será o caso apenas se você projeta uma alta ainda maior do dólar.

Ações

Estamos em momentos instáveis. A cotação dos papéis pode oscilar muito nos próximos meses, dado que o mercado acionário é muito líquido. Mas as ações são boas aplicações para quem pensa em longo prazo. Pensando em um horizonte de décadas, a pandemia passará e essas flutuações positivas e negativas serão distribuídas ao longo dos anos.

Correr mais risco se traduz em maior rentabilidade no longo prazo — desde que os papéis sejam de instituições com princípios sólidos. A dica para aplicar seu dinheiro em ações é assumir um olhar fundamentalista sobre as empresas, em tempos de bonança ou de recessão.

Procure mercados que você conheça. Ficará mais fácil encontrar empresas com potencial de crescimento e bons indicadores financeiros em comparação com o resto do setor. Por exemplo, um fã de esportes e eventos pode se tornar um trader esportivo.

Como garantir segurança e rentabilidade nos investimentos durante a crise?

O primeiro passo para aplicações que combinem segurança e rentabilidade é fazer uma diversificação de investimentos. Tenha aplicações complementares, guiadas por indicadores diferentes.

Imagine que você tenha uma aplicação pautada pelo Ibovespa e outra pelo dólar. Quando a primeira passa por baixas, geralmente a segunda se valoriza. Dessa forma, você evita uma queda muito brusca em sua carteira. Mesmo entre ações ou entre títulos públicos, diversifique em setores e prazos de vencimento respectivamente.

Para saber qual proporção cada ativo deve ter dentro da sua carteira, conheça seu perfil de exposição a riscos. Você pode ser conservador, moderado ou arrojado. Ganhos maiores implicam riscos maiores, ou uma demora maior para poder sacar seu dinheiro com rendimentos associados.

Seja para conhecer aplicações complementares ou para saber seu perfil, estudar é o primeiro passo. Você pode começar por meio de textos como este, mas procure ajuda profissional sempre que necessário. O aconselhamento certo pode evitar perdas e maximizar ganhos, especialmente em tempos incertos como os de pandemia.

É preciso que seu dinheiro consiga rendimentos superiores à inflação, mesmo ao investir na pandemia. Dificuldades econômicas podem tornar-se oportunidades para aqueles que estudam aplicações e as comparam com sua tolerância a riscos. Agora que você já tem uma ideia de como aplicar seus recursos na pandemia, conte com a ajuda especializada da Magnetis para potencializar seus resultados.

análise de investimentos
Luiza Caricati

Luíza Caricati é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

leia mais desse autor