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Cuidando das minhas finanças… e também das dos outros?

Um acontecimento nesta semana me deixou bastante animado. Senti como um reconhecimento de que os meus esforços para cuidar das finanças e investir estão sendo notados e valorizados. Mas também ganhei uma responsabilidade extra.

Explico: minha mãe ganhou um bônus no trabalho. Esta não foi a primeira vez em que isso aconteceu. Porém, foi a primeira em que, em vez de ouvir o gerente do banco para decidir o que fazer com o dinheiro, ela pediu a minha ajuda. E é claro que aceitei!

LCI e LCA

Venho pesquisando bastante sobre modalidades de investimentos. Neste momento, estou estudando com especial atenção dois tipos de títulos: LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio). Eles são títulos de renda fixa emitidos por bancos e  garantidos por empréstimos imobiliários ou ao setor do agronegócio, respectivamente.

São cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite máximo de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Isso significa que, se o banco eventualmente quebrar e não pagar o título, esse fundo garantidor paga o investidor. Consequentemente, desde que o valor do investimento não ultrapasse o limite, o risco de perdas é baixíssimo.

A maior vantagem desses ativos é que não sofrem incidência de imposto de renda. Por não precisar pagar o tributo, a taxa de juros oferecida pelo título já é líquida, ao contrário de um CDB (Certificado de Depósito Bancário) ou de fundo de renda fixa, nos quais precisamos descontar uma parte do rendimento para pagar o imposto (de 15% a 22,5% dos ganhos, dependendo do prazo em que o dinheiro fica investido).

Entendo que existem também algumas desvantagens. Por exemplo, a liquidez é menor porque geralmente esses títulos vencem em 90 dias ou mais. Além disso, as instituições financeiras exigem um valor mínimo de aplicação que gira em torno de R$ 10 mil (em alguns caso mais). Isso pode ser um impeditivo para quem quer fazer aplicações menores ou não quer ficar com o dinheiro travado por esse prazo.

Com essas informações, entrei em contato com o gerente do banco da minha mãe. Bastou que eu dissesse que havia um dinheiro dela para aplicar e ele, mais que depressa, sugeriu o CDB do próprio banco. Aliás, como já havia proposto diretamente para ela em situações anteriores.

Já que ele havia indicado o produto, perguntei sobre o seu rendimento. Estava na casa dos 80% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Mas ainda precisaria pagar o imposto de renda. Mesmo considerando a alíquota mais baixa (15%), calculei que conseguiria um rendimento líquido de apenas 68% do CDI.

Comparando rendimentos

Resolvi, então, mencionar meu interesse por LCI e LCA. O rendimento oferecido pelo banco ficava também em torno de 80% do CDI. Fiz, então, uma comparação simples, considerando que para LCI/LCA não há incidência de imposto de renda e que, para CDB, o imposto é, sim, cobrado. Com base nesse exercício, percebi que, em termos líquidos, o rendimento da LCI e da LCA saía ganhando em relação ao do CDB.

Então, dei mais um passo. Queria saber se podia encontrar rentabilidades superiores para LCI/LCA. Fiz um levantamento usando a plataforma da minha corretora e encontrei rendimentos de até 98% do CDI para esses produtos. Bem melhor…

Voltei a falar com o gerente e apontei os resultados da minha pesquisa. Ele tentou desqualificar os emissores dos títulos mais rentáveis. Seu argumento, contudo, caiu por terra quando mencionei que conhecia a garantia do FGC. Nem preciso dizer que minha má impressão com bancos ganhou um novo componente…

Minha primeira indicação de investimento

Para resumir a história, conversei com a minha mãe, mostrei as alternativas que havia estudado e indiquei o investimento em LCA por meio da corretora. Ela recebeu a minha indicação, avaliou com cuidado as informações que apresentei sobre os títulos e decidiu fazer o investimento.

E assim dei mais um passo na minha trajetória de investidor: comecei a ajudar outra pessoa a cuidar do seu dinheiro. Estou feliz da vida em poder compartilhar um pouco do que tenho aprendido, ainda mais sendo alguém tão importante pra mim!

Estou bem longe de ser um especialista, tenho plena consciência disso. Jamais assumiria esse papel indevidamente. Mas acredito que o conhecimento que venho obtendo nos últimos tempos pode ser útil a outras pessoas que estão percorrendo esse mesmo caminho. Sempre com muita responsabilidade.

Espero também conseguir ajudar mais gente aqui pelo blog através da minha história de erros e acertos. Por isso, sigo firme abrindo o jogo.

Um grande abraço,

Alberto

 

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