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Custo de oportunidade: entenda como ele afeta os seus investimentos

Já precisou fazer alguma escolha muito importante na vida? Então, você se deparou com o custo de oportunidade. Sabia que ele também aparece na hora de escolher entre os diversos tipos de investimento?

Custo de oportunidade é aquilo de que você abre mão para ter alguma coisa. 

Por exemplo: quando você decide estudar alguma coisa, o custo de oportunidade é abrir de todas as outras atividades às quais você pode se dedicar.

Todos os dias, nos deparamos com escolhas que precisam ser feitas. Algumas decisões são simples e tomadas quase no modo automático: qual roupa usar, por exemplo.

Outras escolhas são mais complicadas, principalmente quando envolvem decisões relacionadas ao dinheiro: viajar ou economizar? Qual é melhor investimento?

A partir de agora, vamos entender melhor as nuances desse tipo de decisão e como ela afeta o seu planejamento financeiro. Você verá que ficará bem mais fácil tomar esse tipo de decisão.

Custo de oportunidade: como ele afeta os investimentos

Custo de oportunidade é um conceito que vem da Economia. Ele designa o benefício renunciado a partir do momento em que uma escolha é feita.

Para evitar a linguagem técnica, vamos usar exemplos que facilitarão o seu entendimento. Primeiro, com uma situação em que não há dinheiro envolvido.

Vamos supor que você é estudante e têm duas opções: acordar às 8h e estudar 4 horas até o almoço ou dormir essas quatro horas e só começar depois da refeição.

Se você optar por acordar cedo, renunciará a um benefício: mais 4 horas de sono em troca das horas adicionais de estudo. Ou seja, nesse caso, o seu custo de oportunidade será dormir menos.

Agora, vamos pensar em investimentos. Imagine que você tenha dinheiro guardado na poupança, mesmo sabendo que o rendimento da caderneta é ruim.

O que você faz? Gasta alguma energia para buscar opções melhores de investimento ou mantem seu dinheiro como está?

O custo de oportunidade nesse caso é a chance de ganhar mais dinheiro com outros investimentos versus o conforto de permanecer na poupança.

Como calcular o custo de oportunidade?

Apesar de tão importante, não existe uma fórmula para calcular precisamente o custo de oportunidade de uma situação. Isso porque muitos elementos são subjetivos.

Porém, como é possível notar, sempre se trata de uma escolha entre itens limitados: seja as horas de sono ou o dinheiro aplicado em um investimento.

Por isso, um exercício simples pode ajudar a tomar uma decisão quando você se deparar com esse tipo de escolha. Veja a seguir:

1 – Mapeie as consequências da sua escolha

Pegue uma folha de papel e divida-a em colunas, cada uma representando uma decisão que você pode tomar.

Liste em cada coluna os pontos positivos e os pontos negativos de cada uma das possibilidades. Faça um esforço para, sempre que possível, comparar valores iguais.

2 – Compare itens semelhantes

É mais difícil estimar o custo de oportunidade quando avaliamos itens com pesos diferentes. Por isso, evite comparar horas de sono com dinheiro gasto, por exemplo.

Assim, busque colocar na balança somente condições parecidas. Quando não for possível fazer uma comparação justa, pense nos seus objetivos: qual escolha te deixa mais perto do caminho que você quer trilhar?

3 – Não confunda despesa com custo de oportunidade

Despesa é o gasto feito com base na opção escolhida. É verdade que ela também pesa nas suas decisões, mas não deixe que um gasto maior no curto prazo te afaste dos seus objetivos.

Por exemplo: abrir uma conta em uma corretora de valores e transferir seu dinheiro para lá pode ter algumas taxas e impostos, dependendo de onde seu dinheiro está guardado.

Mas qual é o custo de permanecer em um investimento ruim ao longo do anos?

Como o custo de oportunidade se aplica ao universo dos investimentos?

Já vimos um exemplo simples de como o custo de oportunidade se aplica aos investimentos. Mas ele não se trata só de escolher entre uma aplicação ou outra.

Imagine concentrar todos os seus investimentos em uma única aplicação financeira e ela não entregar o retorno que você deseja. É aí que entra a diversificação dos investimentos.

Diversificar investimentos significa dividir seu dinheiro entre diferentes aplicações financeiras. O objetivo é que elas tenham diferentes papéis:

  • algumas servirão como um colchão de liquidez;
  • outras servirão para buscar retornos maiores;
  • outras buscarão mais retorno no longo prazo, e assim por diante.

A melhor parte dessa estratégia é que você aumenta a resiliência da sua carteira de investimentos: o retorno ruim de uma aplicação pode ser compensado pelo melhor desempenho de outra.

Além disso, você reduz os riscos de investir quando distribui o seu dinheiro entre diferentes aplicações.

Como escolher as melhores aplicações financeiras?

É difícil calcular o custo de oportunidade, mas é possível estimá-lo. No caso dos investimentos, existem algumas estratégias que podem ajudar.

Alguns indicadores do mercado de investimentos são bastante úteis na hora de analisar uma aplicação. Confira:

  • taxa Selic: é usada determinar a remuneração de um dos investimentos mais básicos: o Tesouro Selic. Assim, pode ser usada para saber se o seu investimento está rendendo acima ou abaixo dessa aplicação;
  • CDI: taxa muito próxima à Selic que serve para determinar a performance de um investimento básico. É amplamente usado no mercado de renda fixa;
  • Índice Bovespa (Ibovespa): principal referência do mercado de ações no Brasil, é usado nas comparações com aplicações mais arriscadas.

Esses indicadores podem dar algum norte a quem precisa de alguma referência para tomar decisões.

Outro ponto que merece atenção: existem aplicações que oferecem condições diferenciadas, como isenção de impostos.

Vale a pena analisar em quais casos essa isenção é válida e se é interessante considerar isso na sua decisão. Mas cuidado: em alguns casos, o benefício também vem acompanhado de uma rentabilidade menor.

Agora que você entende mais sobre o custo de oportunidade, que tal conhecer as aplicações financeiras à sua disposição? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre Tipos de Investimentos e tenha uma visão mais ampla sobre as alternativas!

Malena Oliveira

Especialista em Finanças Pessoais e membro do Grupo Consultivo de Educação Financeira da Anbima.

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