Como calcular o custo do estresse financeiro para os negócios

por Vinicius Vazquez

Agora que você já sabe como o estresse financeiro dos seus colaboradores é prejudicial para a sua empresa e aprendeu a identificar o perfil financeiro deles, você deve estar se perguntando: é possível medir o custo desse problema para uma empresa?

Você pode até pensar no crédito consignado com um bom termômetro. Afinal, na hora de fazer os pagamentos de seus colaboradores, é possível saber qual porcentagem dos salários está sendo descontada em folha para o pagamento de empréstimos.

No entanto, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), as dívidas mais comuns dos brasileiros são feitas no cartão de crédito ou no cheque especial. Ou seja: formas de obter crédito que não podem ser supervisionadas por sua empresa.

Não há fórmulas consagradas para fazer esse cálculo, mas algumas instituições globais que estão debruçadas sobre essa questão já começaram a encontrar algumas respostas.

Leia mais: O que é estresse financeiro e por que ele é uma ameaça aos negócios

Segundo uma pesquisa da American Heart Association and Centers for Disease Control, o custo médio de um colaborador com problemas financeiros é de 17% do salário bruto pago pelo empregador.

Como já mencionamos no primeiro post desta série, o estresse financeiro pode afetar os negócios de uma empresa de três formas:

  • Produtividade: 53% dizem que o estresse financeiro interfere em sua habilidade de manter o foco e ser produtivo no trabalho [1];
  • Custos com plano de saúde: 35% das pessoas financeiramente estressadas notaram o impacto dessas preocupações em sua saúde [2];
  • Rotatividade (Turnover): 76% dos financeiramente estressados disseram que seriam atraídos por outra empresa que se preocupasse mais com seu bem-estar financeiro [3].

Fontes: 2017 Workplace Benefits Report/Bank Of America Merrill Lynch [1]

Employee Financial Wellness Survey, April 2017/PwC [2]

Special Report: Financial Stress And The Bottom Line, September 2017/PwC [3]

Para calcular o impacto desse problema na empresa, desenvolvemos uma simulação que considera o custo financeiro da perda em produtividade.

Calculando o impacto do estresse financeiro

A perda em produtividade é uma forma mais imediata de medir o impacto do estresse financeiro na vida dos colaboradores de uma empresa.

Dessa forma, o primeiro passo do cálculo é dividir a base de funcionários em grupos de acordo com o nível hierárquico de suas funções. Após essa separação, teremos basicamente três grupos:

  • Analista/Operacional;
  • Gerencial;
  • Diretoria.

Depois disso, chegou a vez de calcular o quanto custa uma hora de trabalho dos colaboradores de cada um desses níveis. Assim, chegamos aos seguintes números:

  • Analista/Operacional: Salário médio de R$ 2,5 mil por mês (R$ 16,12 por hora)*
  • Gerencial: salário médio de R$ 8 mil por mês (R$ 51,58 por hora)
  • Diretoria: salário médio de R$ 25 mil por mês (R$ 161,21 por hora)

*Para o cálculo do salário médio por hora, consideramos a soma dos treze salários recebidos por um trabalhador formal em um ano. Depois, dividimos esse valor pelo número de dias úteis do ano (252 dias), dividindo novamente pelo número médio de horas trabalhadas por dia (8 horas).

Agora, considerando que um trabalhador financeiramente estressado perde três horas de produtividade por semana (totalizando 152 horas por ano), vamos ver como fica o custo para a empresa.

  • Analista/Operacional: R$ 2.515 por ano*;
  • Gerencial: R$ 8.048 por ano;
  • Diretoria: R$ 25.149 por ano.

*Cálculo feito considerando o valor da hora de trabalho multiplicado pelo número de horas de produtividade perdidas.

Ou seja: uma empresa perde em produtividade em média um salário por ano de cada colaborador financeiramente estressado

Mas ainda não acabamos. Esses valores revelam a situação de apenas um funcionário financeiramente estressado. No entanto, pelo menos metade deles pode ter algum problema nesse sentido.

Tomando como exemplo uma empresa de porte médio com 126 colaboradores (100 analistas, 20 gerentes e 6 diretores), o custo do estresse financeiro para os negócios seria:

  • Analista/Operacional: 50 pessoas com problemas financeiros = R$ 125 mil;
  • Gerencial: 10 pessoas com problemas financeiros = R$ 80 mil;
  • Diretoria: 3 pessoas com problemas financeiros = R$ 75 mil.

Total das perdas em produtividade: R$ 280 mil por ano!

Enfrentando o estresse financeiro na sua empresa

Já falamos aqui, mas vale ressaltar que uma empresa que desenvolve ações visando ao bem-estar financeiro de seus colaboradores contribui para aumentar sua produtividade.

Além disso, também reduz a rotatividade, uma vez que funcionários contentes com sua companhia dificilmente deixam seus empregos. E isso sem falar nos custos com plano de saúde, que acabam diminuindo.

Leia mais: Como identificar o perfil financeiro dos colaboradores da sua empresa

Aqui na Magnetis, criamos um programa adaptável a qualquer tamanho de empresa para facilitar a promoção dessas iniciativas de educação financeira.

A partir de um questionário online preenchido por cada colaborador, é possível descobrir e endereçar soluções personalizadas para cada perfil financeiro, que incluem:

  • Conteúdo educacional multimídia, direcionado de acordo com a necessidade do colaborador (por exemplo: uma pessoa com perfil poupador vai receber conteúdos diferentes de alguém que está gerenciando dívidas);
  • Sessões de orientação com um especialista em finanças pessoais e investimentos;
  • Orientação e criação de um plano de investimentos, com apoio dos consultores de investimentos da Magnetis.​

Quer entender melhor como esse programa funciona? Veja mais detalhes na nossa apresentação ou entre em contato conosco! Fique à vontade também para comentar neste post suas dúvidas ou sugestões.

O que é estresse financeiro e por que ele é uma ameaça aos negócios

Vinicius Vazquez é Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Magnetis.

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