Custos do Tesouro Direto: um guia essencial antes de começar a investir

por Mariana Congo

Planejar o futuro por meio de bons investimentos é garantia de tranquilidade para os próximos anos. Porém, nem sempre é fácil encontrar tempo para estudar sobre os custos das diferentes aplicações, não é mesmo? Investir em títulos públicos, por exemplo, é uma das opções mais atraentes para quem deseja aliar segurança e boa rentabilidade, mas os custos do Tesouro Direto também devem ser considerados.

Criamos este post para deixar você totalmente por dentro dos detalhes dessa aplicação. Neste texto, você vai descobrir exatamente quais são os custos ao investir no Tesouro Direto e qual é o impacto dessas taxas na rentabilidade do investidor.

Você ficou curioso para saber mais sobre esse assunto? Então continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber.

Os principais custos do Tesouro Direto

São quatro custos que incidem sobre o Tesouro Direto, sendo dois impostos e duas taxas.

Impostos

Imposto de Renda

As aplicações no Tesouro Direto sofrem cobranças de Imposto de Renda (IR). Mas atenção: o imposto é cobrado somente sobre o rendimento (os juros), e não sobre o valor total que foi investido.

Essa cobrança se dá de forma decrescente pela tabela regressiva do Imposto de Renda. São quatro faixas de alíquotas de acordo com o tempo que o dinheiro fica aplicado. Funciona assim:

Tabela Regressiva do IR

Prazo da aplicação

Alíquota do IR

Até 180 dias

22,5%

De 181 a 360 dias

20%

De 361 a 720 dias

17,5%

Acima de 720 dias

15%

Quanto mais tempo você deixar o dinheiro aplicado, menor será o IR cobrado. A vantagem é que os títulos do Tesouro Direto têm vencimento que vai além dos 720 dias. Por isso, basta manter um título até a data de seu vencimento e você pagará a menor alíquota de imposto.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado também de forma decrescente, somente durante os primeiros 29 dias de investimento. A partir do 30º dia não há mais incidência de IOF. Portanto, basta deixar seu dinheiro aplicado por pelo menos 30 dias para não pagar esse imposto.

Taxas

Taxa de custódia

A taxa de custódia é cobrada pela BM&FBovespa (atual B3) pelos serviços prestados ao investidor do Tesouro Direto. Ou seja, é uma taxa correspondente às movimentações e às informações dos saldos das aplicações, além do próprio serviço de guarda dos títulos.

A taxa de custódia não chega a ter grande peso no bolso do investidor: seu custo é de apenas 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos. A taxa é provisionada diariamente (os 0,3% ao ano dividem-se em 365 dias). As cobranças contam a partir da liquidação da operação de compra (D+2, ou seja, dois dias após a compra dos títulos).

Como a taxa é cobrada diariamente, o custo é proporcional ao período em que você mantiver o título. Por exemplo: se você permanecer somente metade do ano com o título, será cobrada metade da taxa. Além disso, esse custo incide até o saldo de R$ 1,5 milhão por conta de custódia no Tesouro Direto.

Taxa de administração

A taxa de administração pode ser cobrada pela instituição financeira (banco ou corretora) por meio da qual você decide investir seu dinheiro. Não existe um padrão de mercado, o que significa que cada instituição pode praticar um preço diferente (inclusive gratuito, ou seja, taxa zero).

O próprio site do Tesouro Direto possui um ranking dos agentes de custódia. Por lá, você pode conferir quais são as instituições financeiras habilitadas para trabalhar com títulos públicos. Além disso, pode ver quais delas são isentas de taxa de administração para aplicações no Tesouro Direto.

Cabe ao investidor escolher a instituição de sua preferência e conferir qual é a taxa cobrada por ela. Como mencionamos, há muitas instituições que isentam a taxa de administração para as aplicações em títulos públicos.

Para os casos em que há cobranças, a taxa pode ser anual (mais comum) ou por operação. Se você optar por investir por meio de uma corretora que faz a cobrança, certifique-se sempre de compreender claramente qual é a taxa e como a cobrança é realizada.

O impacto das taxas na rentabilidade do investidor

Como você viu, é possível optar até mesmo por agentes de custódia (bancos ou corretoras) que não cobrem taxa de administração para investir no Tesouro Direto. Da mesma forma, basta deixar seu dinheiro aplicado por no mínimo 30 dias para não pagar IOF.

Sendo assim, os únicos dois custos do Tesouro Direto que você invariavelmente terá que pagar são:

  • a taxa de custódia da BM&FBovespa, que é de 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos;
  • a alíquota de Imposto de Renda (incidente apenas sobre os juros) referente ao tempo pelo qual você deixar o dinheiro investido.

O ideal, como comentamos, é que você sempre mantenha seu título até a data de vencimento. Dessa maneira, pagará a menor alíquota de Imposto de Renda, que é de 15%. Esta é uma forma de fazer com que as taxas não tenham um impacto tão grande na rentabilidade final.

Veja abaixo alguns exemplos de impacto das taxas. Em nosso quadro, consideramos uma corretora que não cobra taxa de administração para o Tesouro Direto:

Tempo até o resgateImposto de RendaTaxa de Custódia
730 dias15%0,06%
365 dias17,5%0,03%
182 dias20%0,015%
122 dias22,5%0,01%

Agora que você está por dentro dos custos para investir no Tesouro Direto, pode decidir se essa é a aplicação ideal para você. Hoje, o Tesouro Direto é um dos investimentos mais buscados pelos brasileiros — especialmente por quem busca rentabilidade maior do que a da poupança e com ainda mais segurança.

Quer saber mais sobre os títulos públicos? Acesse gratuitamente o guia completo do Tesouro Direto.

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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