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D+0, D+1, D+30: saiba como essas siglas afetam o resgate dos seus investimentos

Você quer investir seu dinheiro, mas se deparou com a sigla D+ em fundos de investimento (como em D+0, D+1 ou D+30) e não sabe o que ela significa? Pois saiba que essa terminologia é muito importante na montagem de uma carteira de investimentos e, principalmente, em uma reserva de emergência.

As siglas D+ podem fazer a diferença para quem não sabe se precisará do dinheiro que deseja investir a qualquer momento ou nos próximos meses. Saiba mais neste post!

O que é D+?

A sigla D+ nada mais é do que a terminologia padrão usada por bancos e corretoras para prazo para resgate do dinheiro aplicado. Ela mostra quantos dias úteis são necessários para que o resgate seja processado e o dinheiro caia na conta-corrente de quem investe.

O termo significa, literalmente, o dia no qual foi feita a solicitação de resgate mais o número de dias úteis nos quais o pedido poderá ser atendido. Em D+n, n é o número de dias necessários para obter o resgate.

Por exemplo, D+0 significa que a aplicação pode ser resgatada no mesmo dia. Já D+1 indica que a aplicação pode ser resgatada em um dia útil após a solicitação, e assim sucessivamente.

É importante frisar que apenas os dias úteis são contabilizados na sigla. Ou seja, um pedido de resgate feito na sexta-feira e que ocorre em D+1 será concluído apenas na segunda-feira.

A sigla também é utilizada no mercado financeiro para indicar tempo de compensações bancárias e transferências de valores. DOCs, por exemplo, demoram D+1 para serem processados, enquanto uma TED demora D+0.

Já depósitos em dinheiro feitos em terminais de autoatendimento antes das 16h levam D+0 para cair na conta. Mas, caso sejam feitas após o expediente bancário, essas operações levam D+1 para serem liquidadas.

Depósitos em cheque feitos na boca do caixa demoram D+3 ou D+4 para que os valores caiam na conta, assim como a compensação de pagamentos de boletos bancários.

Como funciona o D+?

Uma transação financeira é realizada em etapas. No caso de liquidações ou transferências, todos os dados e valores precisam ser conferidos. Esse processo constitui a compensação bancária e vale tanto para débitos quanto para créditos.

No caso de fundos de investimentos, o prazo é necessário para que a instituição financeira consiga desinvestir parte de seu patrimônio para devolver o dinheiro ao cliente.

O tempo para resgate de aplicações em fundos é a soma do prazo de cotização e de liquidação. Assim, o prazo de cotização pode ser feito em D+0, mas o prazo de resgate do dinheiro do fundo, efetivamente, pode ser D+2.

Após o pedido de resgate, é necessário que as cotas de um fundo possam ser transformadas em dinheiro antes que o valor seja depositado na conta-corrente de quem investe. Esse é o prazo de cotização — que, assim como o tempo de resgate, é contabilizado a partir da data do pedido.

Depois da cotização, leva mais um tempo para transferir o dinheiro para a conta do cotista. É o chamado prazo de liquidação.

Geralmente, cotas de fundos de renda fixa mais conservadores, os chamados fundos DI, podem ser resgatadas em D+0. Essas aplicações, portanto, são as mais indicadas para a criação de uma reserva financeira contra gastos imprevistos. O resgate de Tesouro Direto também pode ser feito no mesmo dia, mas há limites de horário para que a operação aconteça em D+0.

Fundos mais arriscados costumam ter prazos para resgate mais longos, em D+30. Ou seja, neles a retirada do valor só poderá ser feita depois de 30 dias úteis. Isso porque investem em ativos menos líquidos, que são mais difíceis de vender no mercado, e têm foco no investimento de longo prazo.

O prazo para que a compra e a venda de ações no mercado à vista da bolsa de valores sejam debitadas e creditadas na conta dos envolvidos é D+3. Ou seja, de três dias úteis.

Caso a entrega do papel não seja feita nos limites de horários definidos pela Companhia de Liquidação e Custódia da B3, o vendedor do papel é multado.

Já títulos privados, como LCI, LCA e CDBs, têm regras mais rígidas para resgate antecipado. Geralmente, eles devem ser mantidos até a data de vencimento. Alguns não deixam sacar o valor de nenhuma forma antes do prazo. Outros utilizam um prazo de carência.

Qual é a importância dos prazos de resgate?

A sigla D+ é essencial para definir se o investimento é adequado aos objetivos de quem aplica o dinheiro. Se a ideia for utilizar o dinheiro em pouco tempo, é indicado buscar produtos que podem ser resgatados nesse prazo.

Além disso, toda carteira de investimento equilibrada e diversificada deve ter uma porção de dinheiro alocada em produtos com resgate fácil.

Dessa forma, você se resguarda e consegue arcar com gastos imprevistos. Além disso, é possível aproveitar novas oportunidades, como fundos de investimento com taxas de aplicação mínima reduzidas por tempo limitado.

Mas não é porque a aplicação pode ser resgatada a qualquer momento que você deve retirá-la. Há uma relação direta entre facilidade de resgate e rentabilidades menores.

Caso você tenha objetivos de longo prazo, investimentos mais líquidos devem ser usados prioritariamente para gastos imprevistos, em vez de serem sua principal forma de investimento.

No caso de transações bancárias cotidianas, saber o tempo que uma transação demora para ser feita pode evitar que a conta-corrente fique no vermelho, ou que um pagamento não seja feito no prazo.

Liquidez da aplicação e prazo de resgate: qual é a relação?

O prazo de resgate é o que determina se uma aplicação financeira tenha liquidez — em outras palavras, que seja facilmente transformada em dinheiro. 

Quanto menor o prazo de resgate, maior a liquidez. A sigla D+0 significa que a aplicação tem liquidez diária: pode ser resgatada a qualquer momento.

O prazo de resgate pode ser consultado no Formulário de Informações Complementares e na lâmina do fundo. No formulário, é possível encontrar um resumo do regulamento do produto financeiro, da política de administração de riscos e de distribuição de cotas. Já a lâmina contém as principais características da aplicação financeira, indicadores de desempenho e rentabilidade passada.

Agora que você já sabe que as siglas D+0, D+1 e D+30 determinam os prazos para resgate de uma aplicação, que tal conhecer aplicações financeiras diferentes? Baixe nosso Guia sobre tipos de investimentos!

Luiza Caricati

Luíza Caricati é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

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