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Entenda o que são debêntures e avalie seus riscos

Quando buscamos aumentar nosso patrimônio ou melhorar rendimentos, os investimentos se tornam uma das principais alternativas para o alcance desses objetivos econômicos. Todavia, é preciso ficar atento aos riscos envolvidos em cada tipo de aplicação, bem como em suas possibilidades de retorno. Entre os investimentos mais procurados, as debêntures costumam gerar muitas dúvidas, especialmente sobre o método de funcionamento de seus títulos, os tipos existentes e seus riscos.

Para você entender melhor sobre esse tipo de aplicação e quais suas características principais, confira a seguir as principais dúvidas e esclarecimentos sobre ele!

O que são debêntures e como funcionam?

Debêntures são títulos de dívidas emitidos por empresas, como se fossem empréstimos, e adquiridos por pessoas ou empresas, sendo considerados uma opção de renda fixa. Esses papéis são colocados em circulação para que as organizações consigam captar recursos a fim de executar investimentos, suprir carências financeiras, aplicar na expansão de seus negócios, entre outras necessidades inerentes ao seu funcionamento. Nesse caso, essas organizações não são instituições financeiras, mas sim empresas (sociedades de ações) de capital aberto ou fechado.

Cada debênture adquirida por um investidor é remunerada com uma taxa de juros fixa ou variável, a qual é determinada pela empresa emissora desse título. A organização que emite esse papel é livre para estipular as taxas pelas quais ele será remunerado. Ao oferecer taxas mais atrativas que a média de mercado, o emissor da debênture consegue atrair interessados no investimento.

Vale destacar que esse tipo de aplicação, em geral, consiste em um investimento de médio a longo prazo, tendo frequentemente um período mínimo de 2 anos para mais, podendo alcançar 5 anos ou até mais de uma década. Esses prazos são estipulados pela empresa.

Devido a esse tempo, é fundamental levantar todas as suas necessidades e planejar bem, avaliando se será preciso reaver o montante acumulado. Se você for necessitar de algum valor em pouco tempo, aplicar em debêntures não é recomendado.

As características dos papéis (taxas de retornos, prazos, tipos) são descritas na sua emissão. E a negociação das debêntures acontece no mercado de bolsa e de balcão organizado. Já no mercado secundário, a negociação acontece na plataforma da BM&FBovespa.

Quais são os tipos de debêntures?

As debêntures podem ser classificadas nos seguintes tipos:Debêntures simples: que não podem ser convertidas em ações da empresa após o prazo de vencimento das aplicações ou num período acordado;Debêntures permutáveis ou conversíveis: podem ser transformadas em ações das organizações ao fim do período negociado ou em uma data estipulada previamente. Nesse caso, o debenturista (ou credor) se torna sócio da empresa, passando a ter benefícios, direitos, deveres, responsabilidades e outras atribuições inerentes a essa posição.

Há ainda as chamadas debêntures incentivadas, também conhecidas como debêntures de infraestrutura, que não possuem incidência de Imposto de Renda (IR). Elas se diferenciam das comuns por serem emitidas por corporações que pretendem fazer projetos de infraestrutura, como construções, estradas, ruas, portos etc.

Devido a isso, elas têm isenção do IR, valorizando e melhorando o rendimento obtido. Por outro lado, as debêntures comuns têm sua tributação de IR conforme uma tabela regressiva em relação ao tempo de aplicação.

Como é calculada a rentabilidade das debêntures?

As empresas que negociam com debêntures podem emitir três tipos desses papéis conforme a remuneração da taxa de juros. São elas:Debêntures prefixadas: nesse tipo, a rentabilidade dos papéis é negociada no ato da emissão. O rendimento de cada um ocorrerá com base em uma taxa de juros acordada antecipadamente, de modo que já nesse momento é possível saber o montante a receber no final do prazo.Debêntures pós-fixadas: nesse tipo, o retorno dos papéis está vinculado a um indexador, geralmente a taxa Selic ou o CDI. Por isso, não há como saber de modo antecipado quanto se receberá ao final da aplicação, pois o índice escolhido poderá sofrer oscilações ao longo do tempo. Você só saberá o valor total na hora do resgate.Debêntures híbridas: aqui, há uma mistura da prefixada e da pós-fixada. Isso significa que você poderá obter uma taxa de juros combinada somada de uma porcentagem de um índice como os já mencionados acima ou outros, como IPCA. Mas é preciso notar que aqui também existe oscilação e só dá para saber o valor final no ato do saque do investimento.

O que esperar desse tipo de investimento?

É preciso analisar os riscos envolvidos nesse tipo de aplicação para saber o que esperar. Um deles é a falta de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que aumenta o risco de crédito. Isso também engloba a possibilidade de a organização não pagar o investimento no dia, seja por não ter o valor em caixa, por estar passando por dificuldades econômicas, por estar sofrendo com variações cambiais que afetem suas reservas ou até mesmo por falir antes, dando calote em você.

Também é preciso avaliar o tempo de investimento, pois há a chance de você necessitar do valor aplicado antes do prazo de resgate. Nesse caso, o título pode ser vendido até mesmo no mercado secundário (que funciona na BM&FBovespa), mas não há garantia de que será possível comercializá-lo. É o chamado risco de liquidez. Também é preciso ter em mente que a venda antes do prazo pode trazer impactos em sua rentabilidade e gerar ganhos menores.

Alguns riscos diferentes podem igualmente afetar o seu investimento, como o risco de os juros serem baixos no momento da aquisição e de índices de outros investimentos subirem. Também é preciso ficar de olho nas debêntures pós-fixadas e híbridas, as quais poderão oscilar muito conforme a variação dos indexadores aos quais estão atreladas.

Devido a esses fatores, as debêntures são consideradas um dos investimentos mais arriscados de renda fixa existentes, o que aponta a importância de pesquisar bastante sobre a procedência dos papéis nos quais deseja aplicar.

É fundamental ouvir especialistas no assunto e avaliar alternativas que possam ter a mesma ou maior rentabilidade, bem como pesquisar a fundo a solidez financeira das empresas que emitem debêntures para não ter problemas no futuro. Nesse caso, vale até conversar com quem já investiu em debêntures nas organizações que você tem em mente, mas levando em consideração os riscos apontados.

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Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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