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O que é desbancarização? Entenda seu significado e quais são os riscos

É muito provável que você tenha conta em um dos grandes bancos que atuam no mercado brasileiro – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa. É bem possível, também, que você alguma vez tenha ficado insatisfeito com o atendimento prestado por uma dessas empresas, reparado que cobram altas taxas ou que não têm uma boa variedade de produtos financeiros para você investir seu dinheiro.

Você não está sozinho: muitos clientes estão procurando outras opções para investir porque já perceberam que os grandes bancos fazem muito menos pelo seu dinheiro do que deveriam.

Esse movimento é chamado de desbancarização. Ele vem ganhando força graças ao maior acesso ao conhecimento financeiro e à tecnologia, que permitiu que muitas empresas oferecessem seus serviços por meio da internet, com pouca burocracia e muita praticidade.

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O que é desbancarização?

Desbancarização nada mais é do que levar uma parte do seu dinheiro para alguma instituição que não seja ligada a um grande banco comercial, tais como uma corretora de valores, uma fintech ou um banco de menor porte.

Podemos dizer que os bancos fazem um trabalho razoável com o chamado dinheiro do dia a dia. Você consegue receber seu salário, pagar suas contas, usar um cartão de débito para as compras, sacar em caixas eletrônicos e realizar outras tarefas triviais.

As taxas são altas na maioria das vezes e o atendimento não é nenhuma maravilha, mas ele dá conta do recado.

Quando o assunto é investir, entretanto, os grandes bancos comerciais deixam muito a desejar. Eles não contam com uma assessoria especializada nem sistemas voltados para isso. O gerente está mais interessado em bater suas próprias metas de vendas de produtos do que em entender o que o cliente precisa. (Entenda o que é conflito de interesses).

E, por fim, as aplicações que o banco oferece são ruins: fundos de investimento que cobram altas taxas de administração para entregar resultados medianos e CDBs que dificilmente oferecem mais que 80% do CDI são alguns dos exemplos do que você encontra nessas empresas — para não falar em absurdos como os títulos de capitalização.

A lógica por trás disso é simples: quanto menos o banco remunera o seu dinheiro, mais ele lucra — e você sabe como são os lucros bilionários dos bancos.

Por isso, quem investe pelo banco perde dinheiro: é possível obter rentabilidades bem maiores em corretoras de valores independentes, isto é, sem ligação com bancos.

Por que a desbancarização é importante?

Investir por meio de corretoras e fintechs traz uma série de vantagens.

Se você é cliente de determinado banco, só poderá investir nos seus próprios títulos de renda fixa e nos fundos que ele mesmo gerencia — que, como já dissemos, dificilmente entregam boas rentabilidades. Suas opções, portanto, são bastante limitadas.

Em uma corretora de valores, por exemplo, a situação é muito diferente: você tem acesso a uma grande variedade de produtos.

Ela oferece CDBs, LCIs e LCAs de instituições financeiras de pequeno e médio porte (que proporcionam rendimentos muito maiores), além de fundos de investimento de diversos gestores, o que permite encontrar opções com taxa de administração menor e resultados bem mais consistentes.

Além disso, também é possível encontrar os mesmos produtos com taxas mais baixas. O exemplo mais marcante é o do Tesouro Direto, programa do Tesouro Nacional para a venda de títulos da dívida pública a pessoas físicas. Enquanto grandes bancos cobram taxas de administração em torno de 0,5% ao ano sobre o que é investido, muitas corretoras isentam seus clientes dessa taxa.

Fora dos bancos, também é possível contar com tecnologia especializada em investimentos, como home brokers e plataformas de vendas de títulos muito mais práticas e funcionais. Além disso, muita coisa é resolvida diretamente pelo computador, sem precisar ir até uma agência, o que significa muito mais comodidade.

Há também assessoria especializada, com consultores dedicados a ouvir quais são seus objetivos e recomendar os melhores investimentos para seu perfil.

Hoje em dia, existem inclusive as fintechs, empresas inovadoras que usam a tecnologia para intermediar a relação entre o cliente e os produtos financeiros. Elas conseguem oferecer o serviço de investimento automático e personalizado para cada cliente, graças ao desenvolvimento de robôs que avaliam as opções de aplicação e destinam o dinheiro da maneira mais adequada para cada pessoa.

Com todos esses pontos, fica muito mais fácil montar uma estratégia diversificada e obter rentabilidades maiores.

Quais são os riscos de tirar os investimentos do banco?

Os riscos da desbancarização são muito parecidos com os de qualquer investimento. É importante que você não tenha medo deles, mas saiba o que cada um representa e como controlá-los.

Talvez o principal deles seja o chamado risco de liquidez, isto é, a possibilidade de não poder resgatar o seu dinheiro caso haja alguma necessidade urgente. Afinal, seu dinheiro não estará ligado a um cartão de débito.

Para evitá-lo, o ideal é manter uma reserva financeira em alguma aplicação que permita a retirada imediata. Uma boa opção são os fundos de investimento em renda fixa com resgate em D+0, ou seja, no mesmo dia útil da solicitação. O ideal é que essa reserva seja capaz de suprir seus gastos essenciais por seis meses.

Existe, também, o risco de crédito. Colocando de uma forma bem simples, é a possibilidade de tomar um calote do emissor do título de dívida.

Felizmente, esse risco é controlado pela cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição que assegura o pagamento de aplicações até o valor de R$ 250 mil para cada CPF, caso o banco passe por dificuldades financeiras. Fique atento ao limite: caso sua aplicação seja maior que esse valor, é recomendável dividir o dinheiro entre duas instituições.

Também é preciso prestar atenção em algumas práticas da corretora, como o selo Cetip Certifica, que garante que esses títulos estão registrados no sistema da Cetip com seu CPF. Isso facilita a auditoria e o pagamento em casos de intervenção do FGC.

Outros riscos, entretanto, são iguais ou menores ao desbancarizar seus investimentos.

O risco de mercado — nome dado à oscilação dos preços de ativos, como o que acontece com as ações de empresas — é o mesmo nos bancos e nas corretoras, sendo que nas últimas há material educacional mais farto e acompanhamento mais próximo para ajudar você a entender e controlar esses riscos.

Pode-se dizer, também, que os riscos operacionais — o perigo de alguma falha técnica atrapalhar seu investimento — são menores fora dos bancos, já que a infraestrutura de corretoras e fintechs é dedicada somente a esse tipo de operação.

Agora você já conhece o que é desbancarização. Antes de sair correndo para tirar seu dinheiro do banco, entretanto, é bom montar sua estratégia, traçar seus objetivos e conhecer bem seu perfil de investidor.

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Mariana Congo

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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