4 dicas para montar uma carteira de investimentos

por Vinicius Maeda

Você sabe o que é carteira de investimentos? É uma “cesta”, composta pelos ativos financeiros (de renda fixa ou variável, por exemplo) que você escolheu para fazer seu dinheiro crescer. Esses investimentos podem ser fundos, ações, CDBs, LCI/LCA, títulos do Tesouro Direto, Letras de Câmbio, etc.

O objetivo de montar um portfólio de investimentos é buscar a diversificação. A variedade de ativos reduz a exposição ao risco da carteira. Uma vez que o comportamento do mercado financeiro é imprevisível, ao diversificar seus investimentos você fica preparado para qualquer tipo de cenário. Os possíveis maus resultados de uma aplicação serão compensados pela boa performance de outros.

Tudo isso confere maior tranquilidade ao investidor e uma rentabilidade média que, de acordo com diversos estudos, costuma ser maior do que se você injetasse todo seu capital em um único ativo.

Vamos mostrar a você tudo sobre a formação dessa carteira e 4 dicas para não errar nesse processo de diversificação!

Tipos de ativos para compor sua carteira de investimentos

Alocação de ativos é a estratégia que norteia a formação de uma carteira de investimentos. Visando melhorar a relação risco x retorno, essa abordagem busca encontrar as melhores formas de fazer a divisão dos recursos investidos quanto ao prazo e ao grau de volatilidade de cada ativo, sempre tomando por base planejamento temporal, nível de tolerância ao risco e metas do investidor.

Para escolher uma alocação de ativos ideal é preciso ter clareza sobre os diferentes tipos de investimentos. Destacamos alguns deles:​

Renda fixa

Os investimentos em renda fixa são aqueles cuja remuneração ou fórmula de rendimento são previamente conhecidos no momento da aplicação. Neste grupo, temos:

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-Tesouro Direto

Ideal para quem tem perfil conservador e preza pela simplicidade nas aplicações. Trata-se de um programa de emissão de títulos públicos, cujos recursos arrecadados são usados para financiar as atividades do governo. É considerado um dos investimentos mais seguros do mercado.

Existem 3 tipos de rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto:

  • Prefixados: a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação. Seria o caso do Tesouro Prefixado (antiga LTN);
  • Pós-fixados: apenas o indicador que guiará a rentabilidade é conhecido no momento da aplicação. Seria o caso do Tesouro Selic, em que a rentabilidade acompanha a própria Selic;
  • Híbridos: uma mistura dos dois modelos anteriores. Aqui, parte da rentabilidade advém de um índice (como o IPCA) e outra é prefixada. Seria o caso do Tesouro IPCA + (antiga NTN-B).

-CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título semelhante ao Tesouro Direto, mas, dessa vez, emitido pelos bancos. Existem CDBs pré e pós-fixados (com base, geralmente, no CDI, um índice muito próximo à Selic). O CDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (o mesmo instrumento que protege os investimentos em poupança).

-LCI/LCA

As Letras de Crédito Imobiliário são títulos que se destinam a financiar o crédito imobiliário oferecido pelos bancos, enquanto as Letras de Crédito do Agronegócio, são vinculadas ao crédito oferecido pelas instituições que fomentam o agronegócio. Também são protegidos pelo FGC e são isentos de IR.

Renda variável

Ao contrário da renda fixa, na renda variável não é possível prever qual será a rentabilidade ou se haverá valorização ou desvalorização daquele investimentos. É o caso de ações, fundos de ações, ETFs e câmbio (dólar e outras moedas). Veja mais sobre dois deles:

-Ações

São cotas que representam uma pequena parte do capital social de uma empresa. Como existem milhares de ações nas mãos de milhares de investidores, é do fluxo diário de transações entre compradores e vendedores que se origina a volatilidade dos preços.

Leia também: 5 pontos essenciais para saber antes de investir em ações​

-ETFs (fundos de índice)

Ao invés de aplicar em ações individuais, você também pode escolher investir em fundos que aplicam em uma cesta de ações. É o caso dos ETFs. Eles são chamados fundos de índice pois sua cesta de ações é um "réplica" de um índice, como por exemplo o Ibovespa.

Como montar uma carteira de investimentos

Não existe fórmula padronizada. Um ótimo portfólio de investimentos para um, pode ser péssimo para outro. Isso porque a carteira ideal é aquela que está plenamente alinhada com seus objetivos e perfil de investidor.

Exemplo 1: você compõe um portfólio com alto percentual de LCI com carência de 90 dias. Alguns dias depois, no entanto, seu carro apresenta pane elétrica e você se dá conta que precisa retirar o dinheiro aplicado para consertá-lo, uma vez que não possuía reserva financeira. Você fez um bom investimento? Certamente não.

Exemplo 2: você tem perfil conservador e quer formar uma carteira com baixo risco, pensando em proteção financeira e/ou aposentadoria. Decide então montar uma carteira de investimentos composta por 60% de ações, 30% de letras de câmbio e apenas 10% em títulos do Tesouro Direto. Foi uma estratégia inteligente?

Em função do alto percentual de ativos de risco elevado (90% em renda variável), você acabou formatando uma carteira bastante agressiva, incompatível com um perfil conservador, de baixa tolerância ao risco. Mais um exemplo de carteira ruim, pois não possui relação com os objetivos/perfil de risco do investidor.

Perceba que o que faz uma carteira ser interessante é o cruzamento entre o perfil do investidor e as melhores oportunidades do mercado para esse perfil. Eis a dificuldade em montar um portfólio de sucesso e a razão pela qual é altamente recomendável recorrer a uma consultoria de investimentos com expertise no mercado.

Dicas para encontrar a alocação ideal ao seu perfil

1. Entenda qual é seu perfil de risco e objetivos como investidor

Idade, conhecimento do mercado, estabilidade profissional, nível de renda, capacidade de poupança, nível de disciplina e metas: essas são algumas variáveis que definem o perfil de risco de um investidor.

Em uma avaliação de risco, será formada uma carteira mais conservadora a um investidor de idade avançada, pouco conhecimento do mercado, baixo nível de renda e pouca capacidade de poupança. Em caso de perfil oposto, uma carteira mais arrojada pode ser interessante.

2. Defina capital e prazo de investimento

A variação desses dois elementos muda totalmente a configuração de uma carteira de investimentos. Se você tem pouco capital e precisará do dinheiro no curto prazo, sua “cesta” provavelmente será formada, basicamente, por ativos de renda fixa e um pequeno percentual de renda variável.

Caso tenha alto volume de recursos, disponibilidade para colher frutos no longo prazo e perfil arrojado, é possível montar uma carteira que se divida entre renda fixa e ativos de renda variável.

3. Encontre a alocação de ativos ideal

Depois de entender seu perfil​ e prazo para o investimento, você vai precisar dividir seu capital dentre os diversos tipos de investimentos. Por exemplo: qual percentual da sua carteira vai para renda fixa e qual para renda variável?

Se você não é especialista em investimentos, pode ser complicado fazer esses cálculos. 

Na era das fintechs, o chamado robô advisor tem ajudado milhares de investidores no mundo a montar uma carteira de investimentos. Trata-se de um sistema que recomenda e executa um portfólio de investimentos, com base em algoritmos e ferramentas estatísticas que cruzam dados de mercado e perfil do investidor, em busca das melhores oportunidades de aplicação.

4. Conte com ajuda especializada na formação/gerenciamento de sua carteira

Você abriria mão de um advogado para lhe defender em uma ação judicial? Dispensaria um médico ao necessitar de uma cirurgia? Então por que acreditar que um especialista no mercado financeiro é desnecessário?

Uma consultoria financeira de ponta possui profissionais com alta experiência em diversos ativos do mercado financeiro, além de contar uma infraestrutura de análise de dados muito difícil de ser reproduzida por uma pessoa física.

Agora que você fortaleceu seus conhecimentos sobre carteira de investimentos, que tal montar uma com o auxílio da Magnetis? Comece descobrindo seu perfil como investidor.

Vinicius Maeda

Vinicius Maeda é Diretor de Relações com Investidores da Magnetis.

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