6 dicas práticas para adquirir disciplina financeira e investir mensalmente

por Malena Oliveira | 14/10/2019

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Todo mundo conhece aquela pessoa que tem dinheiro suficiente para viver de renda, mas na verdade vive com dívidas. Só que também conhecemos alguém que tem uma renda pequena e mesmo assim consegue alcançar objetivos, além de ter sempre um dinheiro guardado. Sabe qual a diferença entre eles? Disciplina financeira.

Assim como outros bons hábitos da nossa vida, algumas pessoas são naturalmente disciplinadas com dinheiro, enquanto outras são desorganizadas.

A boa notícia é que a disciplina financeira é algo que se pode aprender e incorporar à sua vida. Neste post, vamos mostrar 6 dicas práticas para você encontrar o caminho e conseguir investir mensalmente. Acompanhe!

1. Conheça a sua situação atual

Tudo o que queremos melhorar tem que ser primeiro mapeado. Como estão suas finanças pessoais? Liste todos os seus gastos e saiba exatamente qual o seu custo de vida, para entender para onde seu dinheiro vai.

Aqui, é importante ter honestidade: ao terminar de fazer as contas, vai perceber que todos os seus gastos fazem diferença, desde o estacionamento no shopping, até o cafezinho após o almoço.

Pequenos gastos se somam e viram uma conta considerável. Isso não quer dizer que você nunca mais vai se permitir pequenos prazeres, mas que você precisa fazer uma escolha consciente entre o curto prazo e o longo prazo.

2. Corte despesas não essenciais

Vamos imaginar que, listando os seus gastos, você descobriu que gasta R$ 150 com cuidados pessoais, R$ 33 no streaming de vídeo, R$ 17 no de música, R$ 170 na assinatura da TV paga e R$ 120 na academia.

Tudo somado, dá R$ 490 por mês, ou R$ 5.880 por ano. Isso se o dinheiro ficar parado, sem colocar em nenhuma aplicação.

Será que você precisa mesmo de tudo isso? O que vai ser melhor para você: ter esses serviços ou contar com esse dinheiro para alcançar seus objetivos?

3. Corte os gastos com cartão de crédito

Se você é do tipo que compra por impulso, dificulte a sua vida. Não ande com o cartão de crédito e não o deixe salvo nos seus e-commerces de preferência.

Às vezes é bom — e necessário — ter um cartão de crédito, mas não utilize o cartão de crédito apenas por hábito.

Ele requer um uso responsável para não virar uma bola de neve e deixar de ser uma solução para ser um problema. Assim, se você não consegue se controlar de jeito nenhum, é melhor cancelar o cartão.

4. Evite compras a prazo

A compra a prazo está na mesma categoria do cartão de crédito. Você está gastando um dinheiro que ainda não tem e, na prática, isso vai diminuir seu orçamento.

Imagine que você ganha R$ 7.000 líquidos por mês e comprou um computador em 12 vezes de R$ 350.

Isso quer dizer que, no próximo ano, você na verdade terá R$ 6.650 por mês para viver. Se isso se somar a outros gastos, sua renda disponível ficará cada vez menor.

O problema é que, muitas vezes, na nossa cabeça, continuamos achando que temos R$ 7.000 para gastar e não temos. Além disso, quando pagamos à vista, temos mais poder para negociar um preço mais baixo.

Por fim, é bom lembrar que não devemos comprometer toda a nossa renda e viver com o orçamento justo, porque qualquer imprevisto que houver — e, acredite, eles ocorrem — vai nos deixar no vermelho. Para evitar isso, você pode montar uma reserva de emergência.

5. Separe uma quantia semanal

O cartão de débito é outro fator que pode levar a um descontrole. A gente compra um lanche, paga no débito. Compra um remédio, paga no débito. Vê uma roupa legal, compra no débito.

Quando você menos imaginar, o dinheiro sumiu da conta sem que você percebesse.

Existem duas formas de controlar isso. Uma é definindo o quanto você pode gastar por semana, sacar esse dinheiro e pegar apenas a quantia do dia para colocar na sua carteira.

Assim, vamos imaginar que você estipulou que pode gastar R$ 700 por semana, incluindo transporte, alimentação e outros itens do seu dia a dia. Coloque R$ 100 na sua carteira e viva com isso. Se acabar, acabou.

Outra maneira é aplicando o dinheiro em investimentos com liquidez diária, como um fundo DI, e resgatar para a sua conta apenas o dinheiro da semana.

A vantagem dessa opção é que você não precisa andar com dinheiro e tem mais flexibilidade para gastar um dia mais, outro menos. A desvantagem é que você pode gastar tudo de uma vez e passar o restante da semana sem dinheiro.

6. Considere o investimento como uma conta mensal

Você recebe seu pagamento e começa a quitar suas contas: aluguel, condomínio, luz, telefone etc. São todos gastos essenciais, certo? Inclua mais uma conta: investimentos.

Se você aplicar logo que o dinheiro cai na conta, não vai dar a desculpa de que “nunca sobra nada para investir”. Considere que é uma conta para pagar tudo o que você quer fazer na vida.

Uma ressalva importante: você vai poupar dinheiro para investir, não para deixá-lo parado. Investir é fazer seu dinheiro render e trazer mais benefícios para você.

Deixar o dinheiro parado é, na verdade, ter prejuízo, uma vez que a inflação vai corroer parte dele.

Vamos voltar ao exemplo inicial, dos R$ 490 mensais que você pode poupar cortando gastos não essenciais.

Se colocar esse dinheiro em uma aplicação que renda 0,4% ao mês, ao fim de um ano terá R$ 6.035, em vez dos R$ 5.880 sem o rendimento.

Pode não parecer tanto, mas, quanto maior o prazo do investimento, mais os juros compostos vão trabalhar por você.

Vejamos o mesmo exemplo por 10 anos. Sem aplicar nada, você teria R$ 58.800 nesse prazo, mas, com os juros mensais de 0,4%, o valor final seria de R$ 75.580, segundo a calculadora do Banco Central.

Assim, lembre-se de que os investimentos são um aliado importante para formar seu patrimônio e acumular os recursos necessários para você conquistar seus objetivos.

Com as nossas dicas, já dá para você arregaçar as mangas e começar a desenvolver disciplina financeira para economizar, poupar, investir e realizar seus sonhos.

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