Diversificação. Aprenda a receita para investir com menos riscos

por Vinicius Maeda

Você já parou para pensar por que diversificação é importante? É possível que sua avó já tenha lhe dito: “Não ponha todos os ovos na mesma cesta”, emendando que, caso a cesta caísse, você ficaria sem nenhum ovo. Sábio conselho...

A recomendação dela sobre diversificação também é realmente imprescindível quando se trata do mundo dos investimentos. Sempre que você aplica seu dinheiro em diferentes ativos, diminui o risco geral a que está exposto.

Na linguagem da vovó, ao colocar os ovos em várias cestas diferentes, se uma delas cair, ainda vão lhe restar os ovos depositados em todas as outras. Na linguagem dos investimentos, se você investir simultaneamente em vários ativos e um deles vier a ter resultado negativo, o impacto da perda tenderá a ser reduzido, compensado pelo desempenho dos demais. O risco da carteira de investimentos, portanto, pode ser minimizado, com espaço para uma boa rentabilidade a longo prazo.

A ideia central da diversificação é buscar o equilíbrio do portfólio de investimentos, de forma a que diferentes estratégias de diferentes ativos se complementem, e assim maximizar a relação risco-retorno a longo prazo. Quer saber como realizar a diversificação de seus investimentos de forma simples? Continue lendo!

Não ponha todos os ovos na mesma cesta

Diversificação eficaz

Vale observar que distribuir os ovos em várias cestas não significa distribuí-los em infinitas cestas. A lógica da diversificação diz respeito a dividir os recursos entre ativos com características diferentes, por se comportarem de forma diferente em determinados momentos.

Busque variedade de tipos de ativos, não necessariamente quantidade. Comprar várias ações diferentes certamente é melhor do que colocar todo seu dinheiro numa única ação. Porém, se a Bolsa estiver em queda é provável que todas as ações tenham uma performance ruim.

A real diversificação acontece quando você aplica simultaneamente em diferentes tipos de ativos: por exemplo, uma parcela em ações, uma parcela em títulos públicos, uma parcela em títulos privados e assim por diante. Dessa forma, se a Bolsa cair, as perdas incorridas na parcela investida em ações vão ser compensadas pela valorização dos títulos públicos pré-fixados.

Diversificação excessiva

Composição da carteira diversificada

No processo de diversificação de uma carteira de investimentos, é fundamental definir não apenas os ativos que serão incluídos, mas também o tamanho da participação de cada um. A pergunta-chave é: a partir do momento em que você decide não manter todos os ovos na mesma cesta, quantos deve colocar em cada uma?

A resposta varia de pessoa para pessoa. Você vai precisar achar a combinação de ativos mais adequada para o seu perfil, condizente com o grau de risco que aceita e a rentabilidade que busca. Não existe um ativo adequado ou inadequado. O importante é incluir várias categorias no seu portfólio, com pesos definidos conforme as suas características e o seu momento de vida.

Se você estiver em uma fase da vida em que não possa tolerar grandes perdas – por exemplo, se faltarem poucos anos para a sua aposentadoria -, vai colocar a maior parte do dinheiro em títulos de renda fixa. Porém, pode também destinar uma pequena fatia a investimentos com perspectiva de rentabilidade maior, ainda que com riscos ampliados e possibilidade de oscilações. Isso vai garantir que a sua carteira de investimentos como um todo possa obter um retorno superior a longo prazo.

Já se você estiver em um momento em que possa lidar com a possibilidade de perdas – por exemplo, se for jovem e estiver investindo pensando num futuro distante -, uma parte importante dos recursos pode estar em ações e outros ativos de renda variável, como ETFs ou fundos imobiliários, por exemplo. Mas é recomendável sempre ter uma porcentagem em renda fixa, como em títulos públicos, fundo DI ou títulos privados de renda fixa (CDB, LCI, LCA).

Composição da carteira

Diversificação na prática

Agora que você já sabe sobre a importância da diversificação para os seus investimentos, pode estar se questionando: como colocar isso em prática?

O comportamento do mercado financeiro é imprevisível. Por esse motivo, é importante lidar com diferentes cenários e as probabilidades de que eles ocorram.

Diante da incerteza, a diversificação dos investimentos entrega ao investidor segurança e controle do nível de risco corrido. Também evita que as carteiras tenham altos e baixos muito bruscos (ou seja, um volatilidade muito grande).

Uma maneira simples de diversificar, para quem está começando, é aplicar em fundos de investimentos. Os fundos podem ser uma alternativa interessante para quem não tem conhecimento técnico nem dispõe de tempo para se dedicar e estudar o mercado financeiro.

Uma das principais vantagens dos fundos de investimento é que eles já aplicam em carteiras de ativos diversificadas. Por exemplo, um fundo de renda fixa não investe em apenas um título do governo, mas em uma composição de títulos de dívida. Por sua vez, um fundo multimercado aplica em uma variedade de ativos, de títulos públicos a ações.

O que você vai precisar fazer é escolher fundos que sigam estratégias compatíveis com o seu perfil e montar seu portfólio. Digamos que você esteja em um período da vida em que não esteja disposto a tolerar perdas no seu portfólio. Nesse caso, poderá dividir a maior parte dos seus recursos entre fundos de renda fixa e DI. Já se você for mais arrojado, pode optar por fundos de ações e também multimercado, além de separar uma parte menor do patrimônio para aplicar em fundos de renda fixa.

Outra maneira de ter diversificação em seus investimentos é por meio de uma carteira diversificada. Neste caso, além de diversificar em categorias de ativos (como renda fixa e renda variável), você também diversifica dentre diferentes tipos de ativos. Por exemplo além de aplicar em fundos de investimento, sua carteira também teria ativos como títulos de renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA, LC) e ações (por exemplo, por meio de ETFs, fundos ou mesmo ações individuais).

Ao aplicar em diferentes tipos de ativos você controla a exposição do seu portfólio a diferentes tipos de riscos, como o risco de mercado (variação dos preços) e risco de crédito (calote do emissor).

Na Magnetis, trabalhamos sempre com a estratégia da diversificação com diferentes classes e tipos de ativos. Já a partir do investimento mínimo de R$ 10 mil os clientes têm carteiras diversificadas de acordo com seu perfil de risco. Para diversificar de verdade, analisamos ativos de renda fixa, renda variável, mas também crédito privado e fundos multimercados. Isso tudo permite que, ao longo do tempo, a rentabilidade seja maximizada.

Que tal contar com o apoio de uma consultoria especializada para montar sua carteira diversificada? Entre em contato com a Magnetis e descubra como podemos ajudá-lo a montar um plano personalizado de investimento, com segurança e diversificação, totalmente adequado ao seu perfil.

Vinicius Maeda

Vinicius Maeda é Diretor de Relações com Investidores da Magnetis.

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  • Antonio Valdecir Schmidt

    Gostei da “Dicas”, futuramente vamos conferir investindo uma pequena fortuna.