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DIVO11: saiba o que é e como é composta sua carteira

Você precisa ampliar a rentabilidade de suas aplicações, mas não quer se arriscar muito nem perder tempo acompanhando cotações? Uma possibilidade é comprar cotas do fundo de ações do Índice Dividendos (IDIV), o It Now IDIV Fundo de Índice (DIVO11). Ele é um fundo de índice (ETF, sigla em inglês para Exchange Traded Funds) que aplica dinheiro em papéis que fazem parte do IDIV.

O índice reúne empresas que são boas pagadoras de dividendos. Essas companhias costumam ter dívidas menores e lucros frequentes. Isso porque os dividendos são partes do lucro distribuídas aos acionistas. Ou seja, para pagar dividendos de forma recorrente, é preciso apresentar resultados positivos de forma consistente.

Portanto, quem aplica dinheiro no DIVO11 está investindo em empresas mais saudáveis e previsíveis. Por conta dessas características, esses papéis oscilam menos e são considerados defensivos.

Além de mais seguras, essas empresas costumam dar bons retornos. Geralmente, o IDIV tem um desempenho melhor que o do principal índice da bolsa, o Ibovespa. Nos últimos 12 meses, o DIVO11 rendeu 30%, enquanto o ETF que investe no Ibovespa, o BOVA11, valorizou 20%.

Continue a leitura para saber mais sobre esse tipo de investimento!

O que é o DIVO11, ETF baseado no índice IDIV?

Atualmente, o DIVO11 é um dos 16 ETFs listados na Bovespa. O fundo de índice busca ter desempenho igual ou superior ao desempenho do IDIV.

Calculado pela B3, o IDIV mede a quantidade de dividendos distribuídos por uma empresa em relação ao preço atual do papel no mercado. Trata-se do chamado dividend yield. A tese de investimento é de que empresas que têm mais dividend yield estão mais descontadas em relação ao lucro que costumam distribuir. Consequentemente, têm maior potencial de valorização.

Empresas que compõem o IDIV são as que mais remuneraram quem aplicou em seus papéis nos últimos 24 meses, pagando dividendos ou juros sobre capital próprio.

É preciso acompanhar o movimento do IDIV. Para isso, o DIVO11 investe no mínimo 95% do patrimônio em ações de empresas que compõem o índice ou posições do índice no mercado futuro. Os 5% restantes do patrimônio podem ser aplicados em ações que não façam parte do índice, desde que cumpram algumas exigências.

O DIVO11 foi lançado em 2012 e é gerido pelo Itaú. A cota do fundo custa, atualmente, cerca de R$ 70, e seu lote padrão é equivalente a 10 cotas.

Quais empresas compõem o IDIV?

As empresas que compõem o Índice Dividendos atuam nos mais diferentes segmentos, como mercado imobiliário, financeiro, papel e celulose, infraestrutura e telefonia.

Veja abaixo a carteira atual do IDIV:

  • ABC Brasil (ABCB4);
  • AES Tietê (TIET11);
  • BB Seguridade (BBSE3);
  • Bradespar (BRAP4);
  • Banrisul (BRSR6);
  • CCR (CCR03);
  • Cemig (CMIG4);
  • Cielo (CIEL3);
  • Copel (CPLE3 e CPLE6);
  • Cyrela (CYRE3);
  • Engie Brasil (EGIE3);
  • Energias BR (ENBR3);
  • Grendene (GRND3);
  • Itaú Unibanco (ITUB3 e ITUB4);
  • Itaúsa (ITSA4);
  • Klabin (KLBN11);
  • Metal Leve (LEVE3);
  • MRV (MRVE3);
  • Porto Seguro (PSSA3);
  • Qualicorp (QUAL3);
  • Santander BR (SANB11);
  • Sanepar (SAPR11 e SAPR4);
  • SLC Agrícola (SLCE3);
  • Smiles (SMLS3);
  • Taesa (TAEE11);
  • Tegma (TGMA3);
  • Transmissão Paulista (TRPL4);
  • Tupy (TUPY3);
  • Unipar (UNIP6);
  • Telefônica Vivo (VIVT4);
  • Wiz (WIZS3).

Quais são as vantagens de investir em DIVO11?

O DIVO11 tem vantagens que estão atreladas aos ETFs em geral. Conheça quais são elas na sequência.

Praticidade da aplicação

Os ETFs são conhecidos por sua praticidade. A forma de aquisição de uma cota do DIVO11 é idêntica à de uma ação. Basta buscar o ticker do fundo de índice no home broker da corretora e investir. Uma grande comodidade do ETF é que os dividendos pagos pelas ações são automaticamente reinvestidos no fundo.

Diversificação de ativos

Investir em uma cesta de ações faz com que o ETF seja uma forma eficaz de variar investimentos na bolsa. Diversificar ativos reduz riscos. Além disso, investir em diversas ações de forma direta custaria mais caro que pagar as taxas cobradas no ETF.

Taxas reduzidas

Custo baixo também é um outro atrativo dessa forma de investimento. A gestão passiva dos ETFs dispensa que a remuneração do gestor seja alta. Como consequência, o DIVO11 cobra taxa de administração de 0,5% ao ano.

Quais são as desvantagens de investir em DIVO11?

O DIVO11 é uma forma prática de investir em dividendos, mas tem algumas desvantagens. Veja!

Rotatividade de ativos

A carteira do fundo de índice é atualizada a cada quatro meses. Essa regra provoca uma rotatividade de papéis dentro do fundo, o que tem impacto no seu resultado. Isso porque o DIVO11 pode deixar de investir em uma empresa que está pagando menos dividendos por investir em projetos mais rentáveis. Ou seja, deixa de aplicar dinheiro em uma companhia que está ampliando o seu potencial de crescimento.

Riscos mais altos

Apesar de ter uma característica defensiva, isso não significa que o DIVO11 não seja arriscado. Caso uma das ações da carteira do IDIV registre uma forte queda, essa desvalorização pode ter impacto no IDIV e no fundo.

Tributação

A venda de ações individuais pode ter isenção de Imposto de Renda. Mas, ao vender uma cota do ETF, você pagará obrigatoriamente uma alíquota de 15% sobre os rendimentos. Como os dividendos das ações são reinvestidos no fundo e valorizam a cota, essa remuneração também é tributada de forma indireta.

Critérios quantitativos

As ações do ETF são selecionadas levando em conta a liquidez e o valor de mercado dos papéis disponíveis para negociação. Ou seja, a carteira do DIVO11 segue critérios estritamente quantitativos.

Portanto, não é possível investir em uma ação por critérios como potencial de valorização, o que reduz o risco e amplia retornos no longo prazo. O objetivo do fundo é apenas seguir o IDIV. Portanto, o fundo pode ter na carteira uma ação que se desvalorizou porque seu risco aumentou, mas continuou a pagar dividendos.

Agora que você conhece o DIVO11, sabe que o ETF é uma forma prática e barata de começar a investir na bolsa. Contudo, não sabe se o seu perfil de risco é compatível com o da aplicação financeira? Ou quer descobrir qual porcentual da sua carteira você deve investir no fundo de índice? O serviço de consultoria de investimentos pode ajudar você!

Luiza Caricati

Luíza Caricati é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

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