Descubra agora como usar a educação financeira a seu favor

por Malena Oliveira

Muita gente tem uma relação bastante conflituosa com o dinheiro: gasta mais do que ganha, está sempre endividado, paga muitos juros aos bancos ou administradoras de cartão de crédito. Além da própria situação econômica do país, isso também se dá por falta de planejamento e reflexão. É aí que entra a educação financeira: ela pode fazer a diferença e ajudar você a lidar melhor com seu salário e suas contas a pagar.

Quer saber mais? Veja a seguir!

O que é educação financeira?

Educação financeira é saber usar bem o seu próprio dinheiro, não importando se você ganha muito ou pouco. Para tomar as melhores decisões sobre o que fazer com o seu salário ou com a renda do seu negócio, não é difícil.

O mais importante é que você tenha algumas noções sobre o funcionamento de um orçamento. Se você gasta mais do que ganha, vai ficar no vermelho. Simples assim.

Depois, quando você entender exatamente quais são as suas receitas e as suas despesas, pode partir para noções mais aprofundadas de finanças pessoais: as taxas praticadas por diversas modalidades de crédito, quais são os investimentos mais apropriados para cada fim, entre outros conceitos e conhecimentos sobre produtos financeiros.

Tendo essas informações em mãos, fica mais fácil cuidar do seu dinheiro e alcançar seus objetivos.

Qual é a importância da educação financeira?

Muita pessoas acreditam que a educação financeira transforma o indivíduo em um “pão-duro” ou “mão de vaca”, mas isso não é verdade.

Ser financeiramente educado pode ajudar você a usar o dinheiro como um meio para alcançar suas metas e seus sonhos, assim como estar preparado para imprevistos.

Já imaginou não ter de recorrer a empréstimos, ao cheque especial ou ao cartão de crédito? É isso o que uma boa educação financeira faz por você.

Não se trata, portanto, de fazer economias extremas e desnecessárias, mas sim de usar seu dinheiro de forma inteligente para que ele seja uma solução, e não um problema.

Como usar a educação financeira na prática?

Agora que você compreende a importância de educar-se financeiramente, vamos a alguns passos práticos para melhorar sua relação com o dinheiro. Confira!

Anote seus gastos

Uma boa ferramenta de educação financeira é o orçamento. Ele começa com um registro detalhado de todos os seu gastos, desde o financiamento do seu apartamento até o cafezinho depois do almoço. Pode ser trabalhoso , mas só assim você conseguirá saber exatamente para onde seu dinheiro está indo.

Há uma série de aplicativos que podem ajudar nessa tarefa, mas você também pode recorrer a planilhas ou até mesmo usar o bom e velho caderninho. O importante é escolher um método que você domine e que se adapte à sua rotina, de maneira que o registro seja feito de forma efetiva, sem deixar nada passar. Categorizar as despesas também ajuda a identificar quais são as maiores fontes de gastos.

Anote também suas fontes de renda: salário, trabalhos extras, rendimentos de aplicações. O ideal é que as receitas sejam maiores que as despesas, formando um orçamento superavitário. Se esse ainda não é o seu caso, algumas medidas precisarão ser tomadas.

Corte despesas desnecessárias

Saber para onde seu dinheiro está indo é um ótimo começo, mas só isso não resolve seus problemas financeiros. É preciso agir. Cortar gastos desnecessários é uma ótima medida para colocar sua vida financeira nos trilhos.

O ideal é começar com os supérfluos: deixar de ir a restaurantes caros ou, pelo menos, reduzir a frequência, preferir programas em casa, cancelar o pacote da TV a cabo ou a assinatura do aplicativo de filmes são alguns exemplos de medidas simples que podem garantir um dinheiro a mais no fim do mês.

Se isso não for suficiente, algumas decisões mais agressivas poderão ser necessárias, como, por exemplo, se mudar para um bairro com o custo de vida mais acessível ou para uma casa menor.

Estabeleça limites

Não tem nenhuma mágica para conseguir gastar menos do que você ganha. Você precisa controlar suas despesas.

Uma forma bastante efetiva de fazer isso é criando metas para cada tipo de gasto: alimentação, saúde, moradia, lazer, etc.

O ideal é que você acompanhe seus gastos durante o mês e veja qual o é limite disponível em cada categoria. Nem sempre será possível ficar dentro das metas estabelecidas, pois imprevistos podem acontecer.

Mas planejar e acompanhar os seus gastos, fazendo as adaptações e correções necessárias ao longo do mês, ajuda a manter as despesas dentro do salário.

Tome cuidado com as dívidas

Uma das principais conquistas que a educação financeira pode trazer é evitar que você se endivide. Gastar demais e precisar recorrer ao cheque especial ou não ter dinheiro para pagar o total da fatura do cartão faz com que você precise recorrer a modalidades de crédito bastante caras, com juros capazes de fazer um saldo negativo dobrar de valor em poucos meses.

Se você já precisou fazer isso e ainda não quitou essas contas, concentre seus esforços em eliminar essas dívidas. Fazendo os passos anteriores, a tendência é que comece a sobrar mais dinheiro do seu salário. Use-o para adiantar parcelas de algum financiamento ou sair do vermelho no banco.

Defina objetivos e metas

A educação financeira não é um fim, mas sim um caminho para alcançar seus sonhos. Assim, um bom planejamento financeiro também inclui objetivos e metas: compras de maior valor, viagens, estudos e aposentadoria, por exemplo, são questões que exigem organização e um alvo bem definido. Pense um pouco e identifique o que você quer fazer e quais são suas prioridades neste momento. Trocar de carro? Casar? Viajar para o exterior? Fazer um mestrado ou doutorado? Se você não tem nada em mente, um bom começo é criar uma reserva de emergência, dinheiro equivalente a seis meses de despesas ou mais e que deve ficar guardado para cobrir imprevistos.

Depois de definir o que você quer, pesquise o quanto custa e defina um planejamento para alcançar esse valor. Os investimentos podem ajudar você a chegar mais rápido ao seu objetivo — e é sobre eles que falaremos a seguir.

Procure bons investimentos

Investimentos são como atalhos para alcançar o que você deseja. Com o dinheiro vindo de juros e de valorização de ações de empresas, você chega mais rápido ao destino da rota traçada em seu planejamento. Por isso, é importante estudar e compreender esse assunto.

Não existe um único investimento que possa ser indicado como o melhor. As alternativas oferecidas pelo mercado financeiro são diversas, e cada uma delas é mais adequada para cada perfil de investidor.

Se você quer guardar dinheiro para fazer uma viagem nas suas férias do ano que vem, a renda fixa é um bom caminho, pois oferece previsibilidade e poucos riscos. Se você está pensando em poupar para manter sua qualidade de vida ao se aposentar, pode correr um pouco mais de risco e colocar alguma quantidade de ações em seu portfólio de investimentos, pois a tendência é que as empresas se valorizem a longo prazo à medida que a economia cresce.

Saber dos riscos e possibilidades de rendimento de cada modalidade de aplicação, entretanto, ainda não é tudo. Você precisa de autoconhecimento: é essencial que você descubra em qual perfil de investidor você se encaixa melhor.

Nem todo mundo tolera bem o sobe e desce da bolsa de valores, por exemplo, e não há nada de errado com isso.

Lembre-se: os investimentos são um caminho, não um fim; eles existem para ajudar a resolver problemas, não para causar ansiedade.

O planejamento de um investidor com perfil mais conservador será diferente do de um mais arrojado, mas ambos são plenamente capazes de chegar aos seus objetivos, ainda que por caminhos diferentes.

Viu como a educação financeira não é um bicho de sete cabeças? Ela não vai transformar você em um chato, mas sim, ajudar você a ter uma relação mais saudável com o dinheiro, evitando despesas desnecessárias, planejando compras, se precavendo contra fases ruins e alcançando seus sonhos.

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Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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